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Brasil
- Teste do Olhinho detecta doenças graves
Submetido
por Lerparaver em Sábado, 14/10/2006 - 19:27 Com o tema: Oftalmologia
Especialista alerta que a ausência do "Teste do Olhinho"
na maternidade impede que pais descubram problemas graves de visão
nos filhos ainda na primeira infância. Apesar da importância,
a obrigatoriedade de realizar o exame na sala de parto existe apenas
nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
A coordenadora do Núcleo de Promoção à Saúde
da Mulher, da Secretaria de Saúde do Estado, Walderez Araújo,
afirmou que o único programa que tem abrangência nacional,
financiado com recursos federais, é o Teste do Pezinho.
O exame ajuda a diagnosticar doenças graves como hipotiroidismo
congênito e fenilcetonúria. Walderez ressalta que, para
que o Teste do Olhinho seja obrigatório, a iniciativa tem de
partir das prefeituras municipais.
"Isso seria secundário, uma vez que existem problemas de
maior dimensão, como mortalidade materna na hora do parto e prematuros.
A atenção básica tem tido prioridade", revelou.
A oftalmologista Carla Cristina de Lima Pereira, do setor de Oftalmologia
do Hospital Universitário (HU), na capital, afirma que o exame
pode ser feito na maternidade, pelo pediatra, com o auxílio de
um aparelho "oftalmoscópico direto", que emite uma
luz sobre a pupila do recém-nascido, a um metro de distância.
Ao chegar na pupila, a luz deve projetar um reflexo vermelho ou alaranjado.
"Quando há uma anormalidade na visão, o reflexo aparece
esbranquiçado ou amarelado", declarou a médica. Carla
Pereira informou que, nestes casos, a criança deve ser encaminhada
para um oftalmologista - para que seja realizado um diagnóstico.
Entre as enfermidades que podem ser detectadas por meio do Teste do
Olhinho estão incluídas retinopatia da prematuridade,
catarata congênita e tumor retinoblastoma (maligno).
Estes últimos podem provocar perda da visão ou até
a morte da criança. A oftalmologista ressalta a importância
do diagnóstico precoce, para que o tratamento dos problemas seja
feito em tempo hábil, aumentando a possibilidade de cura.
De acordo com a especialista, o exame deve ser obrigatório para
recém-nascidos prematuros com peso abaixo de 1,5 quilo, medindo
menos de 36 centímetros e que tenham recebido oxigênio
por tempo prolongado.
Os bebês prematuros nascidos em maternidades públicas devem
ser encaminhados pelo pediatra ao setor de Oftalmologia do HU. Carla
Pereira disse ainda que, na falta do equipamento oftalmoscópio
direto, o pediatra pode projetar a luz de uma lanterna em direção
ao olho dos bebês e tentar fazer o teste.
"A
obrigatoriedade do exame seria importante porque muitas alterações
que aparecem através deste exame não poderiam ser observadas
pelos pais em casa", destacou a médica.
Fonte:
http://jornaldaparaiba.globo.com/cida-04-131006.html