| JORNAL CONVIVA Ano
IV - nº 15 - março/abril de 2001 Em uma noite de 1987, lá pelas 10h, toca o telefone. Ouvimos do outro lado da linha: - Aqui fala o senador Mário Covas. Estou respondendo à ligação feita hoje para o meu gabinete. O que desejam? Aquela voz! Aquela risada inconfundível!! Logo nos convencemos de que não era um trote. Recuperados da surpresa, combinamos como deveríamos fazer para encaminhar à Assembléia Nacional Constituinte as reivindicações dos deficientes por seu intermédio. A bem da verdade, é preciso dizer que ele nunca nos vira e nem sabia nada a nosso respeito. E essa não foi a única vez que recebemos seus telefonemas. Lembramos de uma reunião no show-room da Prefeitura, em que os representantes de entidades de deficientes discutiam sobre como deveria ser o Conselho Municipal da Pessoa Deficiente. Nisto, chegou o então prefeito Mário Covas e sentou-se à mesa conosco. Disse objetivamente: - Digam como vocês desejam esse Conselho e veremos o que se pode fazer. O Conselho tornou-se uma realidade durante seu mandato. Nessa mesma data e local, a Prefeitura entregava novos ônibus à população. Os deficientes físicos quiseram aproveitar a presença do prefeito e da mídia para mostrar a necessidade de adaptação dos mesmos. Tentaram entrar nos veículos. Mário Covas quis ajudá-los. Sentindo a dificuldade, pediu a um dos seus assessores que trouxesse um decreto que dispunha sobre tais adaptações que estava em sua mesa e assinou-o ali mesmo. Por ocasião do Programa Estadual de Desestatização, levamos pessoalmente ao governador Mário Covas nossa preocupação com o futuro profissional dos funcionários deficientes das empresas envolvidas. Após ouvir atentamente nossos argumentos, o governador concordou conosco que enviar um projeto de lei, que garantisse a esses funcionários a permanência em empresas estatais seria a melhor alternativa. No dia 10 de março de 1998, foi aprovado o Projeto de Lei 10/98 que dispunha sobre o assunto, transformado na Lei 9.919 em 17 de março daquele ano. Como o objetivo da Adeva é integrar o deficiente visual por meio, principalmente, do trabalho, sentimos a necessidade de ministrar cursos profissionalizantes de forma contínua e da melhor qualidade possível. Para isso, necessitávamos de um local compatível e de fácil acesso. Novamente, o governador mostrou toda a sua preocupação e sensibilidade para com os problemas sociais. No dia 6 de outubro de 2000, fomos recebidos por ele, que já havia tomado as providências necessárias, surpreendendo-nos com a assinatura do decreto 45.272, que autoriza a cessão de seis salas da Escola Estadual Profa. Marina Cintra para que a Adeva possa concretizar o projeto Desenvolvendo Talentos. Na ocasião, disse aos secretários presentes e a nós que não estava apenas cedendo as salas. Queria ver o Projeto funcionando o mais breve possível e garantiu que para isso tínhamos todo o apoio do governo. Concluiu, diante de nossos agradecimentos: - São tão poucos os que têm entusiasmo, que não podemos deixar que o percam. Acreditamos que esses fatos, por si só, levarão você, leitor, a compartilhar conosco da admiração, do respeito e da saudade que sentimos do amigo Mário Covas. Sandra Maciel, Markiano Charan Filho, Celso de Oliveira http://www.sac.prodam.sp.gov.br www.vidaintegral.com.br
www.filantropia.com.br www. seboonline.com - Versão virtual das lojas de sebo. Oferece livros, revistas, jornais, gibis, figurinhas, selos, notas e moedas, CDs, CD-ROMs e DVDs usados. Quem tiver raridades, pode vendê-las através do site, que não cobra pelos anúncios. ANOTE "O Senhor
Embaixador", Érico Veríssimo, ed. Globo
, livro gravado na Fundação Dorina Nowill para
Cegos; "Letra e Música", Rádio Cultura
AM 1200, 3ª feira, 18h. Na última edição do Conviva deixamos de informar o telefone da Wizard, rede de escolas de idiomas, que traduziu para o Braille seu material escrito de apoio às aulas de inglês e espanhol. Aqui vai! WIZARD BRASIL - 0800 556999 e (19) 3743-2000 O planeta
Terra tem 3/4 da sua superfície coberta por água.
Mas... 97% são águas salgadas e, portanto, não
potáveis; 2% são águas doces, não
disponíveis por estarem nas geleiras; 0,99% são
águas doces subterrâneas e na forma de vapor,
não disponíveis para uso imediato. Sobram apenas
0,01% de água doce, mas nem toda ela é boa para
o consumo humano porque grande parte já está
poluída. No mundo,
1,5 bilhão pessoas já sofrem falta de água.
Para que o Planeta não assista o esgotamento total
desse recurso natural basta que cada um de seus habitantes
colabore mudando hábitos de desperdício e desrespeito
ecológico. Só
na Grande São Paulo, onde o consumo diário de
água tratada é de aproximadamente 4,5 milhões
de litros, 40% é desperdiçada diariamente. Aqui vão algumas dicas: - Procure tomar banhos rápidos; feche a torneira enquanto se ensaboa, faz a barba ou escova os dentes - cinco minutos a menos no banho significa economia de 45 litros; - Lave o carro com balde e não com esguicho - com isso, o consumo cai de 600 para 40 litros; - Regue o jardim com balde, no começo da manhã ou a partir do final da tarde - assim se evita a perda de água por evaporação; - Dê as descargas mais curtas possíveis e não jogar lixo no vaso sanitário; - Utilize a máquina de lavar sempre em sua capacidade máxima - uma lavadora com capacidade para 5 kg de roupa utiliza aproximadamente 140 litros de água por operação. - Controle e fiscalize possíveis vazamentos - uma torneira pingando desperdiça 46 litros por dia. - Utilize redutores de vazão (arejadores) nas torneiras. Com este dispositivo simples você estará economizando até 25% do seu consumo de água. - E, principalmente, não se esqueça que "a água não é somente uma herança de nossos predecessores; ela é sobretudo um empréstimo dos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras" (artigo 5º da Declaração Universal dos Direitos da Água). Seis medalhas de ouro, dez de prata e seis de bronze. Esse resultado deixou a delegação brasileira em 24º lugar nas recém-encerradas Paraolimpíadas de Sydney, na Austrália. Mas isso não é nada. Nada? Como assim, nada? "A medalha paraolímpica é fácil, em comparação com a nossa medalha do dia-a-dia. O cara sai de casa, não consegue andar na calçada porque é irregular, tem que andar na rua, pegar ônibus não consegue, tem que botar a bunda no degrau, arrasta a calça no chão, fica todo sujo, tem que tomar banho quando chega ao treino, e faz isso para ir trabalhar, estudar. Isso é que merece medalha", diz o carioca Steven Dubner, 39 anos, fundador e coordenador da ssociação Desportiva para Deficientes - ADD (www.add.com.br), uma ONG paulista que promove a prática de esportes como caminho para reintegração social de deficientes. "As medalhas de Sydney não são o mais importante, o mais importante é fazer o deficiente se animar a sair de casa, viver", diz Dubner, ex-membro da delegação paraolímpica e ex-técnico da seleção brasileira masculina de basquete em cadeiras de rodas. Não só pelo bem dos deficientes e seus familiares, afirma. O Brasil está deixando de lado um mercado de estimados 20 milhões de pessoas. Veja os principais argumentos de Dubner: Um mercado à espera - "No Brasil, o grupo dos deficientes, como categoria de consumidor, está totalmente inexplorado. No exterior, uma propaganda da Coca-Cola, da Pepsi quase sempre tem um deficiente. Na Europa e nos Estados Unidos, existem hotéis e agências de viagem especializado em deficientes. Há imobiliárias e construtoras só para eles. É um mercado muito grande. Se aqui em São Paulo alguém construir um prédio de 25 andares para deficientes, vende tudo na hora." Fábrica de deficientes - "Nos Estados Unidos, 10 000 pessoas se tornam paraplégicas a cada ano. Aqui, são 10 000 por mês. E 80% dos casos são provocados por acidente de carro ou arma de fogo. A cada dia, cerca de 550 pessoas no Brasil ficam com seqüelas permanentes por desastre de trânsito. O país é uma fábrica de fazer deficientes. Um morador de São Paulo não imagina quão perto está de se tornar um. Antigamente, os deficientes eram os mais pobres, com poliomielite. Hoje, 20% dos novos paraplégicos pertencem à classe A." Não à pensão - "Eu recomendo a meus 100 atletas que abandonem a aposentadoria paga pelo governo e se aperfeiçoem para conseguir um trabalho melhor. Queremos empregos qualificados. Eu tenho mais de 2 000 ofertas de emprego para deficientes na minha mesa, mas eles não aceitam porque o salário é muito baixo. Na rua, eles conseguem 1 000 reais por mês vendendo balas. Preciso qualificá-los para que consigam empregos que paguem mais que isso." Não às isenções - "É ridículo isentar os deficientes de tarifa em ônibus e de entrada em estádios de futebol. O que precisamos é ter acesso à escola e à informação para podermos pagar como qualquer outro cidadão brasileiro." Diferença de 1,5 segundo "Outra coisa que queremos mudar aqui no Brasil é essa imagem de deficiente-coitadinho. Um atleta americano que corre com duas próteses nas pernas faz 100 metros rasos em 11s36, apenas 1 segundo e meio a mais que o recorde mundial. Um cara sem uma perna salta 1,96 metro de altura. Não tem de ter pena do deficiente. Um americano meu amigo subiu o Everest só com uma perna. Outro, sem as duas pernas, deu a volta ao mundo numa Harley-Davidson." Sem dó nem piedade - "Os Estados Unidos desenvolveram toda uma estrutura para os deficientes. Não porque sintam pena deles. Mas porque sabem que é muito mais rentável para o país que eles trabalhem, e não que sobrevivam de pensão. É uma questão de inteligência. O Brasil ainda não percebeu isso, mas acho que essas Paraolimpíadas podem ajudar a enxergar essa lógica." Eduardo Ferraz Extraído da Revista Exame, novembro de 2000. Para adolescentes
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Paulo, procure o nosso representante - Davi Farias - Tel.:
11 591-3511. DENGUE - ELIMINAR O MOSQUITO É A ÚNICA MANEIRA DE EVITAR A EPIDEMIA "Todo mundo pode pegar dengue. A dengue é uma doença universal". O alerta é da Dra. Márcia Caraça, médica sanitarista, diretora do Centro de Epidemiologia, Pesquisa e Informação (Cepi), da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, em entrevista ao Conviva. Tipos e sintomas - A dengue é uma doença viral, transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti e pode ser de quatro tipos: dengue 1, 2, 3 e 4.Depois que a pessoa foi picada por um mosquito contaminado, ela começa a sentir os sintomas em três a 15 dias. O intervalo sem sintomas chama-se período de incubação. Segundo a Dra. Márcia Caraça, os sintomas da doença são febre alta e dores muito intensas no corpo - de cabeça, nos ossos, retro-oculares (atrás dos olhos) - vermelhões no corpo parecidos com os da rubeóla e do sarampo, pequenas hemorragias no nariz, na gengiva etc. "Essa é a forma clássica da dengue, que a grande maioria das pessoas desenvolve no primeiro contato com o vírus", explica. Outra forma clínica de dengue é a hemorrágica. Seus sintomas iniciais são os mesmos da clássica, porém evoluem rapidamente para manifestações hemorrágicas graves. Os casos típicos se caracterizam por febre alta, fenômenos hemorrágicos que vão desde leves sangramentos gengivais até manifestações graves - hemorragias gastrointestinais, intracranianas e derrames. Nos casos mais graves, após o desaparecimento da febre, o estado do paciente se agrava repentinamente com sinais de insuficiência circulatória e choque, que pode levar o paciente a óbito em 12 ou 24 horas ou à recuperação por meio de um tratamento anti-choque apropriado. Transmissão da doença - A transmissão se dá pela picada de um mosquito que ficou infectado porque picou uma pessoa doente. Ao sugar uma pessoa contaminada, o mosquito passa a ser um agente transmissor da doença chamado de vetor. "O vetor é aquele que tem uma multiplicação do vírus dentro dele", explica a doutora. Não há transmissão pelo contato de uma pessoa doente com uma pessoa sadia. Não há transmissão pela água, por alimentos ou por objetos. A dengue também não é transmitida de um mosquito para o outro. Quem pica é sempre a fêmea, porque ela precisa do sangue humano para amadurecer os ovos. Ela é ativa durante o dia e pica várias pessoas diferentes, o que explica a rápida explosão das epidemias de dengue. Somente 10% das pessoas que entram em contato com o vírus apresentam sintomas. "Os outros 90% são assintomáticos: não têm a doença, mas tem o vírus e contaminam mosquitos", esclarece ela. Tratamento - Na dengue clássica, o tratamento é feito com analgésicos e antitérmicos. No entanto a Dra. Márcia não recomenda o uso da aspirina, porque ela pode provocar hemorragias. Para o paciente
com dengue hemorrágica, o cuidado é hospitalar,
pois há necessidade de um equilíbrio hidroeletrolítico,
ou seja, a reposição de sangue e líquido.
"Não existe um tratamento específico para
o vírus, mas sim das condições vitais
da pessoa", explica. O mosquito da dengue nasce e se reproduz em água parada e limpa. Para pôr os seus ovos, a fêmea é atraída por recipientes largos que estejam na sombra como latas, pneus, pratinhos de vasos de plantas etc, além de troncos ocos de árvores desde que estejam perto das casas. Dificilmente são encontrados a mais de 100 metros das residências. Os ovos grudam nas paredes dos recipientes e, quando entram em contato com a água, depois de um certo tempo, eclodem e liberam as larvas. Essas larvas vivem na água durante alguns dias e depois se transformam em mosquito. A vida média de uma fêmea adulta é de 45 dias. Os ovos que carregam essas larvas podem suportar longos períodos de secas e serem transportados grudados nas bordas dos recipientes por longas distâncias, o que explica a dificuldade da erradicação do Aedes Aegypti. As temperaturas mais altas também estimulam a oviposição (postura dos ovos). Quando surgiu e situação atual - Existem diferentes teorias para explicar o surgimento da dengue hemorrágica. A Dra. Márcia explica que ela pode ter alta incidência em uma população que já teve contato com algum tipo de vírus da dengue. O dengue 1 está no Brasil desde 1986, quando surgiu a epidemia; o dengue 2, por volta de 1996; já o dengue 3 é o responsável pela epidemia atual. "Se uma pessoa teve a doença causada pelo vírus 1, por exemplo, e entrar em contato com o vírus do tipo 2 ou 3, pode desenvolver uma dengue hemorrágica", alerta. Sabe-se que atualmente a situação é alarmante. O Aedes Aegypti já atingiu 24 estados brasileiros, com aproximadamente 1000 municípios contaminados. Em 1999, foram diagnosticados 61 casos de dengue na cidade de São Paulo, somente dois autóctones, ou seja, as pessoas contraíram a doença no próprio município. Os outros 59 foram importados. No ano 2000, não houve casos autóctones. Mas neste ano o município já registra 41 casos de dengue Formas de combate - Nos países tropicais, a dengue é um sério problema de saúde pública, pois as condições do meio ambiente favorecem o desenvolvimento e a proliferação do mosquito. A população pode contribuir no combate ao mosquito da dengue cobrindo ou furando pneus, usando areia grossa em prato de flores, ensacando e jogando no lixo vasilhames que possam acumular água, virando de boca para baixo garrafas vazias, tampando as caixas d'água. "É importante manter os quintais limpos, eliminando latinhas, vidros ou qualquer outro tipo de lixo", lembra a doutora. "A fêmea pode colocar os seus ovos e procriar até numa tampinha de cerveja ou numa casquinha de ovo", alerta. Lúcia Nascimento A Secretaria Municipal de Saúde criou o Disque-Dengue 0800 77-20988 para esclarecer dúvidas e oferecer cursos de prevenção para escolas e comunidades. Laura é deficiente física e usa cadeira de rodas para se locomover. Certo dia, em um shopping de São Paulo, precisou ir ao banheiro. Foi surpreendida com um banheiro para deficientes físicos misto e sem trava na porta. O fato ilustra uma situação muito comum vivida pelos deficientes na cidade de São Paulo. E suscita a questão: por que os banheiros públicos adaptados não possuem trancas? A Norma 9050/94,
da Associação Brasileira de Normas Técnicas
- ABNT, não especifica a obrigatoriedade da ausência
de trinco. O artigo 6.8.3 diz apenas que "as portas devem
ter condições de serem abertas com um só
movimento e suas maçanetas devem ser do tipo alavanca,
além de possuir uma barra horizontal de forma a facilitar
seu fechamento". Segundo Adriana, "é importante que as portas tenham um trinco, desde que esteja de acordo com o artigo 6.8.3. Os trincos devem existir, pois garantem a privacidade e até a segurança dos usuários. E, considerando que alguns deficientes têm os movimentos das mãos comprometidos, o trinco deve ser grande e de fácil manuseio, de preferência que permita um só movimento, assim como é solicitado no caso das maçanetas". Outro aspecto importante é que acha banheiros para mulheres e para homens, separados, e com identificação nítida que permita diferenciar um do outro. Voltando à nossa personagem... Em outra ocasião, Laura foi assistir uma palestra. Mais uma surpresa! O vaso sanitário do banheiro reservado aos deficientes estava instalado sobre uma plataforma que excedia o contorno do mesmo e impedia o acesso da sua cadeira de rodas. Laura foi conversar novamente com a arquiteta do Cepam sobre o assunto. E Adriana explicou que é muito importante que essa plataforma, chamada sóculo, acompanhe o contorno do vaso sanitário e não ultrapasse as medidas estipuladas na Norma 9050/94, que determina no máximo 5 cm do contorno da base da bacia, que deve estar a uma altura de 0,46 m do piso. Laura estava em férias e queria viajar. Porém, começou a ficar preocupada, pois se em São Paulo encontrava tanta dificuldade quando saia de casa, em outras cidades não deveria ser diferente. Mas... resolveu tentar. Foi para Curitiba, no Paraná. Em Curitiba encontrou outra realidade. O acesso dos deficientes a quase todos os locais é muito tranqüilo, pois as ruas possuem guias rebaixadas que facilitam muito sua locomoção. Os banheiros dos restaurantes têm trinco nas portas, o sóculo é na altura adequada e há barras de apoio perfeitamente instaladas, a 0,30 m de altura em relação ao assento da bacia e comprimento mínimo de 0,90 m. A válvula de descarga está de acordo com o artigo 7.2.1.3 da Norma 9050/94, que define como altura máxima 1,00 m do piso e solicita que seja manuseada com uma leve pressão, preferencialmente por alavanca. Foi uma viagem inesquecível, principalmente porque se sentiu respeitada e garantidos seus direitos de cidadã. Mara Alves Extraídas do livro Insight (DVS Editora), do professor e filósofo Daniel de Carvalho Luz, essas doses diárias de motivação podem ser "tomadas" à vontade. Não têm contra-indicação. 2ª feira -Pense grande. Quem já ouviu falar de Alexandre, o Médio? 3ª feira - São as tempestades que fazem os carvalhos aprofundarem suas raízes. 4ª feira - A idéia que não é perigosa não merece ser chamada idéia. 5ª feira - Para dobrar o índice de sucessos, triplique o de fracassos. 6ª feira - O único homem que não comete erros é o que não faz coisa nenhuma. Sábado - O riso é a menor distância entre duas pessoas. Domingo - Pessoas brilhantes falam sobre idéias; pessoas medíocres, falam sobre coisas; pessoas pequenas falam sobre outras pessoas. Dra. Fátima
Barbosa - CRO 25843 Para quem quer usar táxi, ser atendido com toda a cortesia e Com hora marcada, sem acréscimo, fazer o melhor trajeto, fazer viagens, levar o filho à escola, fazer compras. Ligue: 9179-0969 Desconto especial para os associados da Adeva, em dia com o pagamento da anuidade. Pratos quentes
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Cerveja. MULHERES QUE BUSCAM UM MUNDO MELHOR Em 8 de março de 1857, 129 mulheres morreram lutando por seus direitos trabalhistas em uma fábrica nos Estados Unidos. Mais de um século depois, muitas coisas mudaram. A cada ano aumenta o número de mulheres que ingressam no mercado de trabalho, mas ainda muitas almejam oportunidades, reconhecimento, igualdade social e respeito aos seus direitos. Yacopina e Hilda Maria são duas mulheres, deficientes físicas, que conseguiram seu lugar ao sol. Profissionais eficientes, trabalham, são independentes, lutam por seus ideais e por uma sociedade melhor. Yacopina Valdenine Resende (58) é deficiente visual. Professora há 25 anos de uma sala de recurso na rede estadual de ensino, é formada em Pedagogia, com especialização no ensino para deficientes. Prestou concurso numa época em que a prova em Braille era preparada na hora do exame. A primeira vez foi em 1971 e, enquanto os outros candidatos respondiam as questões, teve de aguardar a transcrição para o Braille. Só conseguiu uma prova com metade das questões e teve, portanto, metade das chances de ser aprovada. Não desistiu. Com três companheiras, entrou com uma ação na Secretaria da Educação. Mais de um ano se passou até a criação de um departamento especial que se preocupasse com o assunto. As salas de recursos oferecem condições para que o deficiente visual acompanhe as aulas em sala comum. A professora provê todo o material adequado, como lições e provas em Braille, e assessora os outros professores quanto às dificuldades do aluno deficiente. "Minha sala de aula é aberta a todos que têm necessidade, sejam do 1°, 2° e até 3° grau", comenta Pina, como é carinhosamente conhecida. "A professora de uma sala de recurso é uma fonte de informações. É ela que encaminha o deficiente para sua integração à sociedade. Ela capacita e forma pessoas para que sejam independentes física e economicamente. Só assim o deficiente não será um peso, mas apenas alguém com algumas limitações", afirma Pina. Hilda Maria Aloisi (46) é deficiente física. Psicóloga, doutora e professora convidada da Faculdade de Educação da Unicamp, é gabaritada para discorrer sobre a redefinição do conceito de deficiência, o primeiro tópico de sua tese em Educação. Segundo Hilda, "todos somos deficientes e a sociedade precisa ser esclarecida que o deficiente é apenas um indivíduo menos eficiente em algum aspecto". Hilda Maria atua em palestras, cursos, projetos científicos e pesquisas. O segundo tópico de sua tese abrange a cons-cientização da classe empresarial. Hilda atua junto ao em-pregador, ensinando-o a lidar com a eficiência e a deficiência de seus empregados. Sente que é necessário reabilitar profissionalmente o indivíduo insuficiente e avaliar suas reais possibilidades para que o empregador esteja informado sobre a sua capacidade. Nesse processo, é fundamental, frisa Hilda, "uma educação de inclusão, não mais só de integração, que se traduz em uma escola para todos, para que se aprenda a lidar com o cidadão com diferenças físicas de forma natural, para se saiba lidar com a diversidade humana". "Não somos todos iguais, mas todos temos os mesmos direitos. Temos de ter consciência dessa diversidade e não estigmatizar o indivíduo por sua aparência física. Precisamos nos esclarecer, pois não cabe mais distinguir a competência de alguém por sua deficiência, por ser mulher ou homem, por ser branco ou negro, feio ou bonito, enfatiza. Selma Fanti Há países pobres e países ricos. A diferença entre eles não está na antigüidade do país. Isso fica demonstrado pelos casos de países como a Índia e o Egito, que têm mais de 2000 anos e são pobres. Ao contrário, Austrália e Nova Zelândia, que há pouco mais de 150 anos eram quase desconhecidos, hoje são países desenvolvidos e ricos. A diferença entre países pobres e ricos também não está nos recursos naturais de que dispõem, pois o Japão tem um território muito pequeno e 80% dele é montanhoso, ruim para a agricultura e criação de gado. É, porém, a segunda potência econômica mundial: seu território é como uma imensa fábrica flutuante que recebe matéria-prima de todo o mundo e exporta os produtos transformados, para todo o mundo, acumulando sua riqueza. Por outro lado, temos uma Suíça sem oceano, que tem uma das maiores frotas náuticas do mundo; não tem cacau, mas tem o melhor chocolate. Em seus poucos quilômetros quadrados, cria ovelhas e cultiva o solo quatro meses por ano já que o resto é inverno, mas tem os produtos lácteos de melhor qualidade de toda a Europa. Não tem recursos naturais, é um país pequeno e passa uma imagem de segurança, ordem e trabalho, que o converteu na caixa-forte do mundo. Também não é a inteligência das pessoas a tal diferença, como o demonstram estu-dantes de países pobres que emigram aos países ricos e conseguem resultados excelentes em sua educação. Outro exemplo são os executivos de países ricos que visitam nossas fábricas. Ao falar com eles, nos damos conta de que não há diferença intelectual. Finalmente, não podemos dizer que a raça faz a diferença, pois nos países centro-europeus ou nórdicos vemos como os chamados "ociosos" da América Latina ou da África de-monstram ser a força produtiva desses países. O que é então que faz a diferença ? A atitude das pessoas faz a diferença. Ao estudar a conduta das pessoas nos países ricos descobre-se que a maior parte da população cumpre as seguintes regras, cuja ordem pode ser discutida: 1. A moral, como princípio básico; 2. A ordem e a limpeza; 3. A integridade; 4. A pontualidade; 5. A responsabilidade; 6. O desejo de superação; 7. O respeito às leis e aos regulamentos; 8. O respeito pelo direito dos demais; 9. Seu amor ao trabalho; 10. Seu esforço pela economia e investimento. RECIFE Os deficientes visuais de Recife (PE) já têm à sua disposição placas indicativas em Braille nos pontos de ônibus da cidade.As placas contêm informações necessárias para que a pessoa cega não fique com dúvidas sobre o destino do ônibus, o nome da linha, itinerário e o número de telefone da central de atendimentos e reclamações da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos. Essa novidade no transporte da capital pernambucana atende a determinação de uma lei municipal aprovada em julho de 2000, que estabelece a abrigatoriedade do uso do método Braille em tabelas de preços, elevadores públicos e pontos de ônibus. Além das placas, a EMTU também aumentou o número de semáforos sonoros, instalando o 19º equipamento programado para emitir um som contínuo, quando a travessia estiver livre para os pedestres. Quando o tempo está acabando, o semáforo emite um som intermitente. O Projeto Bem-Me-Quer, dedicado ao atendimento de mulheres vítimas de violência sexual, integra ações das secretárias de Segurança Pública, Saúde e Assistência Social, além da Procuradoria Geral do Estado. A partir do registro de uma ocorrência (BO) de violência sexual, a mulher é transportada por viaturas próprias e assistidas por especialistas. No hospital, além do atendimento médico, ela recebe assistência jurídica, bem como realiza o laudo que até então era feito no Instituto Médico-Legal. O Projeto Bem-Me-Quer funciona no Centro de Referência da Mulher - Hospital Pérola Byington, Av. Brigadeiro Luis Antônio, 683, tel.: 232-3433 ou 3101-1333 São Paulo (SP). Um indivíduo surdo é aquele a quem falta um dos cinco sentidos. Esta pode ser uma boa definição para surdez. Mas, ao nascer surdo, como esse indivíduo aprenderá a falar? Todo surdo é mudo? Como se aprende a fazer leitura labial? É possível para um surdo entender 100% do que alguém está falando apenas através da leitura labial? Surdo pode ouvir música e tocar um instrumento musical? As festas de surdos são silenciosas? Estas e muitas outras quesões são respondidas pela surda tcheca Vera Strnadová de uma maneira leve e bem-humorada em seu livro "Como é ser surdo" (R$ 19,50), Babel Editora, Rod. Bernardo Coutinho, 1754/20, Petrópolis (RJ), 21 25725-020, E-mail: babeleditora@uol.com.br A Sociedade Pró-Livro Espírita em Braille - SPLEB concluiu as matrizes em Braille do Dicionário Português/Espanhol -Espanhol/Português do grande filólogo Idel Becker. A obra ficou com 10 volumes.Para quem estiver estiver interessado, a SPLEB coloca à disposição seus telefones: (21) 288-9844, 572-0049 e endereço: rua Thomaz Coelho, 51, CEP 20540-110, V.Isabel, Rio Janeiro (RJ). Alguns laboratórios colocam à disposição, e entregam gratuitamente, pequenos guias e livretos sobre osteoporose, diabetes ou outras doenças. O material pode ser pedido pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) ou via E-mail. Convivendo com o Diabetes, noções a respeito do problema e orientações para controlá-lo, pode ser pedido pelo 0800 552089 e Ossos, que explica a origem da osteoporose, aborda a prevenção e indica alimentos ideias para compor uma dieta balanceada, pelo telefone: 0800 999103 ou pelo endereço calciumsandoz@uol.com.br O Museu de Arte Brasileira exibe do dia 3 de maio próximo até 22 de julho a mostra internacional A Arte do Egito no Tempo dos Faraós, com entrada gratuita. Estarão expostos, pela primeira vez na cidade de São Paulo, 56 objetos autênticos datados de 1500 a.C. a 1000 a.C., parte do acervo do Museu do Louvre, em Paris, que conta com uma das mais ricas coleções de arte egípcia do mundo. A maioria das obras - urnas de madeira que guardavam múmias, vasos, esculturas, esfinges, papiros e ferramentas, feitos de pedra, bronze, mármore e madeira - foi criada na 19ª dinastia, considerada o auge do Império Novo. Os visitantes poderão passear pelo interior de uma réplica da tumba (que ainda existe na cidade de Luxor, à beira do rio Nilo) de Sennedjem, artesão que viveu no início do reinado de Ramsés II e ganhou fama por seus trabalhos. A cópia é feita de isopor e fibra de vidro em tamanho natural, 5,12 m de comprimento por 2,40 m de altura, e nas paredes e teto centenas de desenhos reverenciam as divindades e contam a história do homem que ali foi sepultado. Museu de Arte Brasileira, rua Alagoas, 903, Higienópolis, tel.: 11 3662-1662, ramal 1123. De terça a sexta-feira, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h. DVDs e grande
variedade de Cds, nacionais e importados, você encontra
nas Lojas Compact Blue. Aceitamos encomendas. Consultoria
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