JORNAL

CONVIVA
Associação de Deficientes Visuais e Amigos - Adeva

Ano IV - Nº 18 - setembro/outubro de 2003

Fiquei lisonjeado e assustado quando recebi da Sandra e do Markiano a incumbência de escrever o editorial deste Conviva. Na verdade, fiquei mais assustado do que lisonjeado. Afinal, um técnico da área de informática se meter a jornalista é muito complicado.

Foi então que, quando eu ouvia do meu leitor de telas as notícias do dia, me chamou a atenção mais uma das inúmeras reportagens sobre empregabilidade para pessoas com deficiência. Dava-se ênfase ao trabalho implacável do Ministério Público em fazer cumprir a lei de cotas. “As empresas que têm mais de 100 funcionários são obrigadas a empregar pelo menos...”

“Não! Não agüento mais a mesma coisa”, pensei. E resolvi explicar aos leitores do Conviva o porquê dessa minha reação.

Fico apreensivo quanto à obrigação de uma empresa contratar pessoas com deficiência, pois me pergunto: será que deram aos empresários a oportunidade de conhecer o potencial desses profissionais?

Vamos nos colocar no lugar do empregador. Quem contrataria alguém para executar uma tarefa se não acreditasse que ele é capaz de realizá-la? É isso mesmo. Existem muitos empresários que ignoram a capacidade de trabalho da pessoa deficiente. Embora o senso de 2000 aponte 24,5 milhões o total de pessoas com algum tipo de necessidade especial, ainda tem quem se admira ao saber que o deficiente visual toma ônibus, trabalha e caminha por aí desacompanhado.

Não discordo dos que afirmam que algo precisava ser feito. Apenas questiono: quem garante que depois de contratadas elas não ficarão “encostadas”? Um empresário desinformado pode acreditar ser mais barato pagar salário para alguém ficar em um canto, ou em casa, do que arcar com a multa por descumprimento da lei. Porém, se ele tiver oportunidade de conhecer as potencialidades e limitações de cada deficiência, ganharemos um parceiro.

Por outro lado, me incomoda ouvir dizerem "quero a vaga, é meu direito, está na lei". Quem faz esse comentário já se perguntou se está preparado para desempenhar a função oferecida? Penso que o mais correto seria afirmar "quero oportunidade para mostrar que sou capaz".

Entendo que enfrentamos dificuldades para estudar porque faltam escolas, materiais adaptados, professores qualificados. Mas não podemos usar isso como desculpa. Cabe a nós a cobrança de melhorias.

É confortável usar a lei quando ela nos beneficia, mas me preocupa o preço que podemos pagar no futuro. Se não buscarmos qualificação profissional, pouco adiantará uma lei que nos proteja, pois vivemos em um sistema capitalista - quem não dá lucro não serve. Se o empresário é convencido de que deve contratar, mas não encontra profissional capacitado, podemos estar também colaborando para que se crie o estigma que não temos categoria para disputar um lugar no mercado de trabalho.

Defendo, pois, a cobrança por condições e não por leis que obriguem, pois acredito que o time que ganha nem sempre é o melhor, mas sim aquele que suou a camisa no treino e deu o sangue no campo.
Penso que o assunto não se esgota aqui. Deve ganhar fóruns de discussão democrática e real, onde pessoas com deficiência, empresários, educadores, políticos, enfim, a sociedade interessada, possam acertar os rumos e desenvolver novos caminhos. Laercio Sant’Anna

INTERNET

www.uol.com.br/michaelis
Um bom dicionário de língua portuguesa on-line, útil também para compreender algumas regras ortográficas.
www.portaldoconsumidor.gov.br
Antes de consumir ou de assinar um contrato, entre no site Portal do Consumidor para tomar a decisão certa e fazer valer seus direitos.
claudiacozinha.abril.com.br/livre/hotsites/guia_alimentos
Guia de alimentos que define e dá as suas origens, separados em 28 categorias, como cereais, legumes e condimentos.
www.uol.com.br/bibliot/linhadotempo
A Linha do Tempo, uma viagem ao passado, enumera de maneira seqüencial alguns dos principais fatos dos últimos 5.400 anos.
www.videobook.com.br
Um site para os cinéfilos, que podem localizar no vídeo book títulos traduzidos e fichas técnicas de filmes lançados no Brasil.
www.muitoespecial.com.br
Portal voltado às pessoas portadoras de deficiência que possui também um espaço destinado ao preenchimento de currículos grátis.

ANOTE


Nossos recomendados!

OTELO – de William Shakespeare. Dir. Marco Antônio Rodrigues, com o grupo Folias d’Arte. Galpão do Folias (rua Ana Cintra, 213, telefone: 11 3361-2223), 5ª e 6ª, às 20h; sáb., às 21h; dom., às 19h. Até 26/10.
BIBLIOTECA SONORA – Rádio USP, FM 93,7 mHz, 2ª feira, às 12h30, com reapresentação na 3ª feira, às 23h.
CONTOS DE FADA – TV Cultura, sábado, às 17h30, e domingo, às 10h.
O PRESENTE – Danielle Steel, romance transcrito em braille (7 v.). Biblioteca Braille do Centro Cultural São Paulo (rua Vergueiro, 1000, telefone: 11 3277-3611)
SINFONIA DAS AVES BRASILEIRAS – CD de música clássica, com acompanhamento de sons e cantos de pássaros. Johan Dalgas Fhisch, EMI gravadora, 2003.

Apesar do dias frios de agosto, que convidavam ao aconchego do lar, a Adeva contou com a companhia de muitos amigos, colaboradores e parceiros nas comemorações dos seus 25 anos de fundação.

Na tarde de sábado, dia 16, eles lotaram a capela do Hospital Santa Catarina, em São Paulo, para celebrar a missa em ação de graças, juntamente com o Frei José Antonio da Cruz Duarte e o coral do hospital Santa Catarina. Ao final da cerimônia, foram brindados com uma apresentação especial do coral da Adeva, cantando músicas populares, canções sacras e eruditas, sob a regência do maestro Julio de Brito.
Na noite de quarta-feira, dia 27, todos foram recebidos de braços abertos por Markiano Charan Filho, diretor presidente, e Sandra Maria de Sá Brito Maciel, diretora vice-presidente da ADEVA, para um jantar entre amigos no Bar Brahma, localizado no ponto da cidade imortalizado por Caetano Veloso – na esquina da Ipiranga com a av. São João.

Em um clima de descontração e muita alegria, as 150 pessoas presentes, entre elas o secretário de Emprego e Relações do Trabalho, Prof. Dr. Francisco Prado de Oliveira Ribeiro, representando o governador Geraldo Alckmin, dirigentes e representantes de empresas e entidades parceiras, confirmaram seu apoio ao trabalho que a Adeva desenvolve.

Entremeado com boa comida e música ao vivo, houve sorteio de brindes e a apresentação da nova logomarca da entidade, criação do designer gráfico Felipe Duarte de Rezende Rocha. A logomarca e o projeto de identidade visual para a Adeva fazem parte do trabalho de conclusão de curso de Felipe. Segundo ele, a mão é a imagem da integração, do acolhimento, marcas registradas da entidade, e também representa o sentido do tato, por meio do qual o deficiente visual lê o mundo.

E a novidade não parou por aí. Todos os presentes ouviram o coral da Adeva apresentar, em primeira audição, o hino da entidade, composto especialmente para a comemoração do jubileu. Com letra de Lothar Bazanella e Laercio Sant’Anna, e música de Markiano Charan Filho e Laercio Sant’Anna, três constantes amigos de jornada, o hino é o manifesto em verso dos ideais que norteiam a entidade: respeito, união, amizade, integração, combate à discriminação.
Para finalizar, os cantores da casa, Roberto Luna e Altemar Dutra Jr., cumprimentaram a Adeva ao som do tradicional e bem-vindo “Parabéns a Você”.

Mara Alves

HINO DA ADEVA

Deficientes e amigos irmanados
No combate à discriminação
Vislumbraram o caminho a ser trilhado
Ao fundar a Adeva com esta missão
Respeitar as diferenças
Promover a integração
Encontrando sempre na diversidade
Um fator para a perfeita união.
Sempre unidos seu lema nos leva
A lutar por direitos iguais
Empunhando a bandeira da Adeva
Cumpriremos os seus ideais.
Nossa luta é por oportunidades
A quem quer por seus méritos vencer
Conquistando seu lugar na sociedade
Pela força do trabalho e do saber.
Respeitar as diferenças
Promover a integração
Encontrando sempre na diversidade
Um fator para a perfeita união.
Sempre unidos seu lema nos leva
A lutar por direitos iguais
Empunhando a bandeira da Adeva
Cumpriremos os seus ideais.

Minha vida e Minha obra

Henry Ford* (1863-1947)
“Com extrema facilidade nos inclinamos a crer, sem investigação alguma, que a perfeita posse de todas as faculdades constitui a condição para o melhor rendimento em qualquer classe de trabalho. Com o intuito de fazer um real juízo disto, mandei classificar todas as diversas operações da fábrica, segundo a espécie de máquina e do trabalho... A estatística demonstrou que se contavam na fábrica 7.882 espécies distintas de operações... Comprovou-se então que 670 trabalhos podiam ser confiados a homens sem ambas as pernas; 237 requeriam o uso de uma só perna; em dois casos podia-se prescindir dos dois braços. Em 715 casos de um braço, em dez casos a operação podia ser feita por um cego. Das 1.882 espécies de trabalho havia portanto... 1.634 que não exigiam o uso completo das faculdades físicas. Por conseguinte, uma indústria, sabiamente desenvolvida é capaz de proporcionar ocupações a um avultado número de pessoas, devidamente pagas, que habitualmente pesam sobre a comunidade.”
O regulamento foi publicado a 12 de janeiro de 1924. Nele vinham as declarações de que ninguém seria rejeitado em vista de suas condições físicas...

“Uma vez colocados no posto conveniente, conseguem fazer o mesmo trabalho que os outros, quando não os excedem em atividade. Assim, por exemplo, um cego foi colocado no armazém, com a obrigação de contar parafusos e porcas para remessa às sucursais. Na mesma ocasião se confiou o mesmíssimo trabalho a outros operários fisicamente perfeitos. Dois dias depois o mestre das obras enviava uma nota à seção das transferências, pedindo que se desse outro serviço aos sãos, porque o cego era capaz de fazer o trabalho dos companheiros além do seu próprio.”

“Um cego ou um mutilado é capaz... de efetuar o mesmo trabalho e ganhar o mesmo salário de um homem completamente são... Seria inteiramente oposto aos nossos fins que procurássemos dar colocação aos operários em vista dos seus defeitos físicos, com salário reduzido, contentando-nos com um tipo baixo de produção. É um desperdício empregar um homem perfeito num trabalho que pode ser executado por um deficiente. É desperdício horrível meter cegos a trançar cestos.”

“Nas sessões da indústria há postos para todos e, se a indústria estiver devidamente organizada, haverá nela mais lugares para cegos do que cegos para lugares. O mesmo pode dizer-se em relação aos outros deficientes. Em todos esses ofícios, o homem, que hoje é objeto de compaixão da caridade pública, pode ganhar a sua vida com o mesmo direito do operário mais hábil e robusto.”

“... Se o trabalho fosse convenientemente dividido até ao mais insignificante ponto da economia, não faltaria lugar onde homens fisicamente incapacitados pudessem desempenhar perfeitamente um serviço e receber, por conseguinte, um salário completo. Economicamente, fazer dos fisicamente incapacitados um peso para a humanidade é o maior despautério, como também lhes ensinar a fazer cestos ou qualquer outro mister pouco rendoso, com o fim de preveni-los contra o desânimo.”

Fonte: Revista Brasileira Para Cegos, jan./jun. 2003.
*(Fundador da fábrica de automóveis Ford e idealizador da linha de montagem na indústria.)

EDUCAÇÃO INCLUSIVA

A Adeva firmou convênio com a Faculdade Ítalo Brasileira (São Paulo) para o curso de Pós-Graduação em Educação Especial nas deficiências visual, auditiva, física e mental (de acordo com Resolução MEC nº 1 de 3/4/2001).

Atualmente, esse é o único curso de pós-graduação na área oferecido em São Paulo, depois que as Faculdades de Educação da USP e da UNESP de Marília encerraram os seus.

O curso é dirigido a professores, licenciados, pedagogos, com graduação em nível superior, interessados em ampliar o conhecimento teórico-prático sobre a atuação docente com alunos portadores de necessidades especiais, por meio de uma abordagem educacional que visa a inclusão escolar e uma intervenção pedagógica diferenciada.
Todos os interessados encaminhados pela ADEVA têm 20% de desconto nas mensalidades e para o primeiro inscrito a Ítalo Brasileira oferece uma bolsa de estudo integral.

As aulas são dadas aos sábados, em período integral, ou em dois dias da semana, no período noturno. Com carga horária de 360 h/a (um ano), oferece teoria, experiências e estágio, organizados em módulos temáticos comuns e módulos específicos, de acordo com a deficiência escolhida.

A Ítalo Brasileira está localizada na av. Jandira, 452/455, Moema, tel. 11 5055-2988 e 5052-6303, E-mail: posgraduacao@italo.br site: www.italo.br


Educação para todos

A Educação Inclusiva tem como alvo a integração da criança portadora de deficiência na comunidade, por meio da inclusão dos portadores de necessidades especiais ou de distúrbios de aprendizagem na rede comum de ensino em todos os seus graus e modalidades.

Para tanto, o Ministério da Educação e Cultura determina que “os sistemas de ensino devem constituir e fazer funcionar um setor responsável pela educação especial, dotado de recursos humanos, materiais e financeiros que viabilizem e dêem sustentação ao processo de construção da educação inclusiva” (Parágrafo único do Art. 3º da Resolução CNB/CEB nº 2, de 11 de setembro de 2001, que regulamenta as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica).


Censo Escolar 2003

Da creche ao ensino médio, o Brasil tem 57 milhões de alunos matriculados. Desse total, 87% estão em escolas públicas. O contingente de estudantes na educação básica corresponde a quase um terço da população brasileira. É o que mostram os dados preliminares do Censo Escolar 2003, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC) em parceria com as Secretarias Estaduais e Municipais de Educação e divulgados em 1º de setembro deste ano.

No Brasil, de cada cem estudantes com necessidades educativas especiais, 29 estudam com os demais alunos em classes comuns do ensino regular e 71 estão matriculados em escolas exclusivamente especializadas ou classes especiais.

Em 2002, a educação inclusiva representava 24% das matrículas da educação especial e, em 1998, quando teve início a coleta sobre essa modalidade de ensino, equivalia a 15% do total.

De acordo com o Censo Escolar 2003, a matrícula dos estudantes com necessidades especiais em classes comuns aumentou 30,6% em relação ao ano passado e totaliza 144.583 alunos. O número de estudantes em escolas ou classes exclusivamente especiais cresceu 6,2% e agora soma 358.987 alunos. As necessidades especiais consideradas no levantamento são: visual, auditiva, física, mental, múltipla, superdotados, portadores de condutas típicas e outras classificações adotadas pelas próprias escolas.
Total de matrícula/2002 Total de matrícula /2003 Rede pública/2003
Ed. Especial 337.897 358.987 139.177
Fonte: Inep/MEC

A estenotipia, técnica de digitação que vem ganhando mercado no País, já está tomando o lugar da datilografia e da taquigrafia em vários ambientes de trabalho.

A função do estenotipista consiste em registrar depoimentos, audiências, debates, palestras ou mesmo uma simples conversa por escrito/digitalizado com a mesma velocidade em que é falado, e simultaneamente. Para isso, utiliza o estenótipo, um teclado especial com 24 teclas. Essas teclas podem ser batidas ao mesmo tempo, oferecendo uma infinidade de combinações, ao contrário de um computador ou de uma máquina de escrever nos quais se tecla letra por letra.

Conectado a um computador, com o auxílio de um software de transcrição, o estenótipo traduz para a Língua Portuguesa todos os códigos, abreviaturas e contrações que são digitadas. No software há um dicionário para que possam ser acrescentadas novas palavras com o objetivo de abastecer o banco de dados e melhorar o desempenho.

Um digitador experiente pode registrar 65 palavras por minuto em um computador enquanto um estenotipista iniciante alcança 180 palavras em média.

Um taquígrafo suporta, no máximo, 10 minutos de apanhamento, devido aos inúmeros movimentos manuais. Já um estenotipista pode fazê-lo por uma hora e quarenta e cinco minutos em média.

O estenotipista pode trabalhar nas mais diversas áreas: jurídica, legislativa, médica, executiva, administrativa, educacional e de comunicação. “Mas para ser um bom profissional é fundamental ter excelente conhecimento da língua portuguesa, habilidade de concentração, boa memória e saber informática”, avisa Débora Santos de Souza, há cinco anos na profissão, produzindo legendas para programas do SBT, da TV Assembléia e da TV Câmara.

A estenotipia vem oferecendo um novo mercado de trabalho para os deficientes visuais. Elinaldo Camelo Paiva, 26 anos, deficiente visual, descobriu a profissão por acaso. Soube de um curso que oferecia bolsas de estudo para deficientes. Atuando há três anos na cobertura de reuniões nos diversos Ministérios em Brasília, onde reside, busca sempre se aperfeiçoar. “Hoje, produzo 130 palavras por minuto e busco aprimorar a velocidade, ouvindo rádio, acompanhando os locutores".

É também um profissional cego quem faz o registro das reuniões do Ministro de Segurança Alimentar e Combate à Fome, José Graziano da Silva, para o Programa Fome Zero.

Profissional valorizado e bem remunerado

A Steno do Brasil é a empresa que detém a tecnologia da estenotipia computadorizada no País, trazida em 1994 e adaptada à Língua Portuguesa em um trabalho conjunto com o Tribunal de Justiça de São Paulo. Depois de São Paulo, os tribunais do Rio Grande do Sul, Brasília e Goiás passaram a utilizar o recurso.
O cargo de estenotipista ainda não existe. Quem exerce a função são escreventes técnicos judiciários, que recebem gratificação específica para tanto. Nos concursos para o cargo há sempre reserva de vagas para portadores de deficiência. Um estenotipista de primeira linha chega a receber R$ 150 por hora trabalhada.
O TJ paulista tem 362 estenotipistas, distribuídos entre capital e interior.

Mercado em expansão

Várias emissoras de televisão (Globo, SBT, TV Câmara e TV Assembléia) já utilizam a estenotipia computadorizada na produção das legendas de palavras (captions), seguindo o que dispõe a Lei Federal nº 10.098/00, em seu Art. 19 - "os serviços de radiodifusão sonora de sons e imagens adotarão plano de medidas técnicas com o objetivo de permitir o uso da subtitulação, para garantir o direito de acesso à informação".

As legendas de palavras são um fator decisivo para a educação e informação dos deficientes auditivos, ou seja, cerca de 7% da população. Tem utilidade em hospitais, aeroportos, hotéis, etc., onde o volume dos aparelhos de televisão é controlado, e beneficia também idosos com baixa audição, crianças em fase de alfabetização e os estrangeiros.

Adeva sai na frente

Sempre atenta às necessidades do mercado de trabalho, a ADEVA inicia seu primeiro curso de estenotipia computadorizada em setembro. As aulas, ministradas pela profª Audrey Andrade Pereira, da Steno do Brasil, acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, no Centro de Treinamento Bandeira, à praça da Bandeira 61, cj. 61, próximo à Estação Anhangabaú do metrô.
Fontes: revista Sentidos, abril 2003 e Steno do Brasil


A Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein (SBIBHAE) lançou o primeiro Guia Einstein Para Portadores de Deficiência Visual, no último dia 3 de setembro.

O Guia, que passa de uma página de 10 x 21 cm para um caderno de dez páginas de 21,5 x 29 cm, contém as informações que os pacientes do Albert Einstein já dispõem em folder, transcritas para o braille. O objetivo é disponibilizar ao público deficiente visual um material sobre promoção e manutenção da saúde.

Serão seis temas mensais, 30 ao todo nos próximos cinco meses, num total de 90 mil exemplares. Cuidados com a fala, com audição, primeiros socorros, hipertensão arterial, doenças infecciosas do inverno e o que saber sobre menopausa e climatério são os primeiros temas transcritos.

O material será distribuído para mais de 800 organizações de todo Brasil pela Fundação Dorina Nowill.

Segundo o gerente do Instituto de Responsabilidade Social do Einstein, Luiz Maria Ramos Fº, o guia em braille expande as orientações sobre prevenção de diversas doenças dadas pelo Espaço da Saúde do Instituto de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, além de colaborar com política de inclusão do deficiente visual no mercado de trabalho.

Temas
Cuidados com a Fala / Cuidados com a audição / Primeiros Socorros / Hipertensão arterial / Doenças infecciosas do inverno / O que saber sobre menopausa e climatério (em setembro);

Prevenção do câncer de pulmão / diabético saudável / Prevenção e detecção do câncer de colo de útero / Prevenção do câncer de mama / Prevenção do câncer de próstata / Aleitamento materno (em outubro);
Cuidados com o recém-nascido / Varizes: Saiba o que são e como tratá-las / Terceira idade / Conhecendo a osteoporose / DST: Doenças Sexualmente Transmissíveis / Aids (em novembro);

O que saber sobre automedicação / Esclarecendo dúvidas sobre adolescência / A importância do sono / Dor de cabeça / O que saber sobre depressão / alimentação infantil (em dezembro);

Com fogo não se brinca / Ansiedade e estresse / O que saber sobre fibromialgia / Vacinação / Infertilidade conjugal / Prevenção de traumas no esporte (em janeiro).

RECEITA

MOÇA DA ROÇA

Ingredientes
2 latas de milho verde
2 xícaras (de chá) de água
1 lata de leite condensado
duas vezes a mesma medida (da lata) de leite
canela em pó
canela em pau

Modo de fazer

Bata no liquidificador o milho verde com a água. Peneire esse suco de milho e despeje novamente no copo do liquidificador. Junte o leite condensado e o leite e bata para misturar bem todos os ingredientes.

Em uma panela, leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até ferver, por cerca de cinco minutos.

Distribua em canecas ou copos com alça, polvilhe canela em pó, decore com canela em pau e sirva a seguir.

ERRATA

BOLO SEM FARINHA DE TRIGO

Pedimos desculpas aos leitores. A receita do Bolo Sem Farinha de Trigo (Conviva 17) não estava correta, por isso vamos repeti-la.
Ingredientes
1 lata de leite condensado
4 ovos
1 colher (sopa) de margarina
1 pacote de 100 g de coco ralado
1 colher (sobremesa) de fermento em pó

Modo de fazer

Misture no liquidificador os ovos e a margarina.

Acrescente o leite condensado, o coco ralado e o fermento. Misture até formar uma massa homogênea.

Despeje a massa em uma assadeira de buraco no meio (média), untada.
Asse em forno médio pré-aquecido.


A meningite pode ser curada sem deixar seqüelas

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, que acomete pessoas de qualquer idade, principalmente crianças menores de cinco anos. “É uma doença grave”, alerta a enfermeira sanitarista, Helena Barbosa, do grupo de doenças respiratórias do Centro de Controle de Doenças (CCD), da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, em entrevista ao jornal Conviva. “Pode ser originada por bactérias, vírus e fungos, resultando daí seus diversos tipos, nem todos contagiosos”, ela acrescenta.

A meningite bacteriana é causada por várias bactérias, sendo as mais comuns a meningococo, pneumococo e haemóphilos, e requer tratamento com antibióticos. A meningocócica é contagiosa, podendo ser transmitida pelo doente ou portador por meio da fala, tosse, espirro e beijo.

Dentre as bactérias, a meningococo é a mais comum e tem importância pela possibilidade de causar surtos e epidemias, como a ocorrida em 1974. Segundo a enfermeira Helena, ela não sobrevive no meio ambiente, fora do corpo humano. “Nem todos que são contaminados ficam doentes, pois o organismo se defende com os anticorpos que cria no contato com a bactéria”, ela explica. “É o portador assintomático que não fica doente, mas transmite” acrescenta. As crianças menores de cinco anos são mais vulneráveis porque geralmente ainda não desenvolveram anticorpos para barrar a doença.
A meningite viral pode ser originada também por vários vírus. As causadas por enterovírus (echo, coxsachie) ocorrem mais freqüentemente e são benignas. Podem ser transmitidas por via oral (tosse e espirro) ou por via fecal-oral (falta de higiene, água contaminada).

A transmitida por fungos é extremamente rara e o agente mais comum é o fungo cryptococcus. Ocorre principalmente em pessoas com o sistema imunológico deprimido por doenças como Aids ou leucemia.

Sintomas e sinais

No início do quadro, segundo Helena, a meningite pode não ser de fácil diagnóstico, pois, na maioria das vezes, os sintomas são semelhantes aos da gripe. “Podem apresentar-se em dois dias, mas, às vezes, ocorrem em poucas horas. É o caso da meningococcemia, que aparece através de petéquias e púrpuras (manchas avermelhadas na pele), sinais de gravidade”, ela explica.

Os bebês podem apresentar febre, mãos e pés frios, vômito, falta de apetite, diarréia, inquietação com choro, irritabilidade, convulsões, rigidez de nuca, dificuldade em acordar, além das manchas vermelhas.
Nas crianças maiores e nos adultos, os sintomas são vômitos, febre alta, dor de cabeça, rigidez de nuca, aversão à luz, sonolência, dor nas articulações e convulsões.

Tratamento e prevenção

Todos os casos de meningite devem ser notificados e diagnosticados para receberem o tratamento adequado. Quando tratados rapidamente, têm grande chance de evoluir bem, chegando à cura. Após o paciente receber alta, deve ter um bom controle ambulatorial, envolvendo exames oftalmológicos e de audição.

As meningites bacterianas precisam de tratamento imediato com antibióticos, em hospitais. Pessoas que tiveram contato íntimo e prolongado com o doente com meningite meningocócica e/ou meningococcemia devem ser medicadas, depois de avaliadas por profissionais de saúde. A enfermeira Helena deixa bem claro que quem come e dorme com o paciente tem de ser tratado para erradicar o meningococo, pois o mesmo se aloja na garganta. “Como portador, (se não tratado), ele continuará transmitindo durante três a dez meses”, alerta.

O tratamento da meningite viral é baseado em repouso e bons cuidados, sem a necessidade de antibióticos.

No inverno, o risco de contrair meningite é bem maior. “As pessoas ficam em ambientes mais fechados, o que facilita o contágio, além de um aumento das infecções respiratórias, quando o aparelho respiratório fica menos protegido”, explica a médica pediatra e epidemiologista, Rachel Paradela Fernandes, também do grupo de Doenças Respiratórias do CCD, da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

Em 2002, foram registrados 383 casos de doença meningocócica só em residentes no município de São Paulo.


“As vacinas estão disponíveis nos Centros Imunobiológicos especiais e são indicadas por médicos”, explica Helena. Há vacinas contra os sorogrupos A, C, Y e W135, porém não são eficazes nos menores de 18 meses e induzem proteção de curta duração (cerca de três anos em adultos e crianças).

No Brasil, os sorogrupos que causam a doença são o B e o C. Desde 2002, existe uma vacina contra o meningococo C, eficaz em crianças menores de dois anos, que induz proteção de longa duração. Não existem ainda, entretanto, vacinas efetivas contra o meningococo do sorogrupo B.

Em 1999, a vacina efetiva contra a doença causada pelo haemóphilo influenza b foi introduzida no calendário vacinal. Mas, ao contrário do que muitos pensam, essa vacina não protege contra outros tipos de meningite.

Contra o pneumococo, a vacina é recomendada para as pessoas de alto risco (mais suscetíveis ao pneumococo) como aquelas com anemia falciforme, ou que tiveram o baço removido, além de idosos e portadores de algumas doenças crônicas, como diabetes.

Alertas

- Esteja atento aos sinais e sintomas de meningite, principalmente em crianças menores de cinco anos.

- Em caso de suspeita, procure imediatamente um médico para diagnóstico precoce e tratamento eficaz. Procure um médico também se tiver febre alta, para saber a causa.

- Comunique a escola de seu filho se ele contrair meningite. Após o tratamento, ele pode voltar às aulas e manter contato com todos.

- O meningococo não sobrevive no ar e nos objetos. Portanto, não feche escolas ou creches quando ocorrer um caso de meningite.

- Não inutilize objetos de uso do doente. Basta a limpeza habitual.

Lúcia Nascimento


Gemas não podem ser polidas sem fricção, homens não podem ser aperfeiçoados sem provas. (Ditado chinês)

Aprendemos a voar como pássaros e a nadar como peixes, não aprendemos a viver como irmãos. (Martin Luther King, líder pacifista negro e pastor americano)

O mundo é um livro, e quem fica sentado em casa lê somente uma página. (Santo Agostinho, teólogo e filósofo cristão)

A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original. (Albert Einstein, físico alemão naturalizado americano)

O tirano morre, e seu reino acaba. O mártir morre, e seu reino começa. (Soren Kierkegaard, filósofo dinamarquês)

Procuremos sempre olhar as virtudes e as coisas boas que virmos nos outros e tapar-lhes os defeitos com os nossos grandes pecados. (Santa Teresa de Jesus, santa espanhola da Ordem das Carmelitas)

Um objeto, mesmo que não tenha sido adquirido por meio de roubo, deve ser no entanto considerado furtado se o possuímos sem dele precisarmos. (Mahatma Gandhi, político e religioso indiano, lutou pela independência da Índia)

O trabalho espanta três males: o vício, a pobreza e o tédio. (Voltaire, filósofo, historiador e ensaísta francês)

O que é esmola? Nada para quem dá, muito para quem recebe, tudo para Deus. (Coelho Neto, poeta e romancista maranhense)

Não há progresso sem mudança. E, quem não consegue mudar a si mesmo, acaba não mudando coisa alguma. (George Bernard Shaw, dramaturgo e crítico literário irlandês)

Sendo o fim doce, que importa que o começo amargo fosse? (Shakespeare, poeta e dramaturgo inglês)

O que um príncipe aprende melhor é a equitação, porque o seu cavalo não o lisonjeia. (Plutarco, filósofo grego)

A sutileza do pensamento consiste em descobrir a semelhança das coisas diferentes e a diferença das coisas semelhantes. (Montesquieu, filósofo francês)

A serenidade não é jardim para os seus dias dourados. É suprimento de paz para as decepções de seu caminho. (André Luiz, psicografado por Chico Xavier)

Não se contente em fazer biscoitos. Ouse, antes, construir pirâmides. (João Guimarães Rosa, escritor e romancista mineiro)

Às vezes, ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar vale a pena ter nascido. (Fernando Pessoa, poeta português)

O destino é apenas o acaso com mania de grandeza. (Mario Quintana, poeta gaúcho)

Não importa o que você faça ou sonhe que possa fazer; comece logo. A audácia, por si só, atrai criatividade, poder e magia. (Goethe, poeta e cientista alemão)

Fonte: Revista Brasileira Para Cegos, julho/dezembro 2002.


INSCRIÇÕES ABERTAS NA ADEVA

CURSOS DE CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL
Telecurso 2º grau, Vendas Externas, Qualidade no Atendimento, Marketing Pessoal, Liderança, Relações Interpessoais, Técnicas de Atendimento Telefônico, Educação para o Trabalho, Culinária, Virtual Vision e Windows.
Informações: 11 3667-5210, com Sandra e 11 3151-5761 / 3151-4125, com Edvando.

COMPACT BLUE - SUA PORTA PARA O FASCINANTE MUNDO DA MÚSICA
DVDs e grande variedade de CDs, nacionais e importados, você encontra nas lojas Compact Blue. Aceitamos encomendas.
Dois endereços para melhor atendê-lo: Rua Luís Coelho, 117b, Cerqueira César - Tel.: (11) 3141-9511; Av. Paulista, 807, loja 69, esquina com a Joaquim Eugênio de Lima - Tel.: (11) 3141-6111.

MANUEL TAXISTA
Para quem quer usar táxi, ser atendido com toda a cortesia e com hora marcada, sem acréscimo, fazer o melhor trajeto, fazer viagens, levar o filho à escola, fazer compras. Ligue: 9683-9040. Desconto especial para os associados da Adeva, em dia com o pagamento da anuidade.

BK CONSULTORIA E SERVIÇOS
Rua Antonio Carlos, 582 - cj. 1B - CEP 01309-010, São Paulo (SP) - Tel.: (11) 3257-1152 - Fax: (11) 3257-2874 - www.bkinformatica.com
E-mail: bk@bkinformatica.com

CLÍNICA VETERINÁRIA SANTA TEREZINHA
• Clínica Médica
• Clínica Cirúrgica
• Banho
• Tosa
Rua Dom Henrique Mourão, 240 - Santa Terezinha
02405-030, São Paulo (SP) - tel./fax: (11) 6283.0115
Desconto especial para os associados da ADEVA, em dia com o pagamento da anuidade.

Pré-impressão e Impressão
Garilli – www.garilli.com.br - tel.: 6694-3288

Expediente

Jornalista responsável: Liane Brandimarti (MTb 15 185)

Colaboradores: Celso Oliveira, Laercio Sant’Anna, Lúcia Nascimento (MTb 29.273), Mara Alves, Markiano Charan Filho, Sandra Maria de Sá Brito Maciel, Sidney Tobias de Souza.

Correspondência:
Praça da Bandeira, 61, cj. 61
CEP 01007-020 - São Paulo (SP)
Telefone: 11 3151-5761, 3151-4125
Fax: 11 3151-3603
E-mail: adeva@adeva.org.br
Site: http://www.adeva.org.br
Editoração: Fernanda Lorenzo
Revisão: Célia Aparecida Ferreira
Fotolitos e Impressão: cortesia Garilli Gráfica Editora Ltda.
Tel.: 11 6694-3288
E-mail: garilli@garilli.com.br
Tiragem: 1000 exemplares
Distribuição gratuita