EDITORIAL
Quando o mais importante é o relógio
de pulso
Quantas vezes
pela manhã você saiu de casa para o trabalho
com a mesma disposição com que saiu
do trabalho para casa?
Passamos a maior parte do tempo trabalhando. Há
quem diga que é no local de trabalho que encontramos
nossa segunda família. Se essa afirmação
é realmente verdadeira, por que então
ouvimos tanta gente reclamar de ter que ir trabalhar?
Se considerarmos que é no lar que encontramos
o "porto seguro" e é junto dos entes
queridos que renovamos nossas forças e nos
sentimos felizes, uma vez que o ambiente de trabalho
é uma extensão de nossas casas, seria
esperado que sentíssemos prazer em lá
estar. Se tal situação não ocorre
é porque não estamos nos sentindo verdadeiramente
em casa no nosso trabalho e, portanto, não
estamos sendo felizes.
Durante toda a vida o Ser Humano, por mais que não
tenha total consciência, apresenta um único
desejo: SER FELIZ. Por isso, de forma inconsciente,
se afasta de tudo o que não lhe proporciona
bem-estar e alegria.
Desde que nascemos, travamos uma luta ferrenha pela
conquista da felicidade. Já no primeiro choro
reivindicamos o leite materno que matará nossa
fome. Essa atitude "primitiva" nos traz
a felicidade, bastando para isso termos a fome saciada.
O que é então a felicidade se não
o bem-estar conquistado?
No decorrer da vida, ampliamos os espectros de nossas
necessidades, então queremos cada vez mais,
e o leite materno ou o brinquedo da infância
já não são mais suficientes para
nos dar prazer. Graças à Sabedoria da
Força Maior que nos criou, somos eternamente
insatisfeitos e curiosos. Somente estaremos satisfeitos
se conquistarmos o que se nos apresenta como novos
horizontes, pois se assim não fosse seríamos
eternamente felizes com nossos brinquedos.
Graças também a esse tão sábio
Criador, as coisas não são dadas gratuitamente.
Se desejamos algo, precisamos nos submeter a inúmeras
situações, por vezes desagradáveis
para obtê-lo. É nessa caminhada que vivenciamos
novas experiências, e ao atingirmos o objetivo,
já não somos mais os mesmos. As pedras
que recolhemos pelo caminho nos convidam à
construção de outra estrada e nos mostram
algo diferente a conquistar. Assim sendo, o que foi
conseguido já não traz felicidade plena,
queremos mais. Queremos investigar o novo. O que conquistamos
já é pouco.
Vendo então por esse prisma, é tanto
ou mais importante a caminhada do que o objetivo alcançado,
pois é ela que abre a mente para possibilidades
ainda desconhecidas. No entanto, se nos recusarmos
a recolher as pedras, provavelmente teremos aproveitado
muito pouco das oportunidades que foram oferecidas,
conseqüentemente estaremos com escasso material
para construir uma nova estrada. Se considerarmos
que seremos um pouco mais felizes a cada conquista,
sempre que falamos “não” para a
vida estamos também negando tal oportunidade.
Se passamos a maior parte de nossas vidas no local
de trabalho, não restam dúvidas de que
é nele que estão as maiores oportunidades
de sermos felizes.
Por que então muitas vezes ouvimos dizer que
"nossas empresas estão nos matando”?
Porque por vários motivos não conseguimos
enxergar as oportunidades ou, ainda pior, não
queremos recolher as pedras em nosso dia-a-dia. Queremos
nos afastar daquilo que, por ignorância, acreditamos
roubar nossa felicidade. Então o trabalho não
passa de um local que nos aprisiona, onde não
vemos qualquer perspectiva. Uma solicitação
a mais é motivo de desânimo e sentida
como exploração por parte dos superiores.
A coisa mais importante que temos é o nosso
relógio de pulso, que consultamos freqüentemente,
ávidos pela chegada da hora de ir para casa.
A partir do momento que decidirmos abraçar
as oportunidades que aparecem, deixaremos de olhar
para o relógio e passaremos a observar o que
está ao nosso lado e em nossa frente. Perceberemos
que a cada momento um novo desafio será apresentado,
o que nos obrigará a vencê-lo para atingirmos
nossos objetivos.
Abraçar uma oportunidade talvez signifique
fazer um curso, mudar de emprego ou até mesmo
de país. O fato é que existe a disposição
de ir à luta. Certamente não venceremos
todos os desafios, mas os que conquistarmos nos trarão
muita alegria, e a perspectiva de experiências
diferentes nos tornará pessoas mais felizes.
E você, qual a importância que tem dado
para seu relógio de pulso?
Laercio Sant’Anna
Amigo e colaborador da ADEVA
INTERNET
http://www.dicionarioderuas.com.br
- A história das ruas de São Paulo e
do emplacamento dos logradouros públicos pode
ser encontrada nesta página do Departamento
do Patrimônio Histórico (DPH) e Secretaria
Municipal de Cultura, que oferece também um
campo para pesquisa da origem dos nomes de qualquer
rua da capital.
http://www.socicam.com.br
- A página da Socicam, empresa brasileira de
tecnologia e serviços voltados para sistemas
integrados de transporte, tem links para os terminais
rodoviários de passageiros de São Paulo,
Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará e Sergipe,
com endereço e planta de localização,
instalações, serviços oferecidos
e campo para consulta de partidas de ônibus
de cada um dos terminais para qualquer cidade do país.
http://www.ouvidoriadoidoso.org.br
- Site do Instituto Nacional Ouvidoria do Idoso, que
orienta e encaminha reclamações dessa
parcela da população aos órgãos
públicos. O Instituto, criado há um
ano, atua em prol dos direitos garantidos pelo Estatuto
do Idoso (Lei nº 10.741, de 1º de outubro
de 2003).
http://www.radios.com.br
- Primeiro endereço on-line no Brasil a reunir
links de emissoras de rádio. Oferece mais de
12 mil entradas para emissoras de rádios e
TVs do mundo todo.
ANOTE
Nossos
recomendados!
VIVENDO, AMANDO E APRENDENDO – Leo Buscaglia
(1924-1998), ed. Record. Livro gravado em fita-cassete,
disponível para empréstimo na Biblioteca
ADEVA, rua da Consolação, 1.289, 2º
andar, telefone: 11 3151-4125, e impresso em braille,
disponível na Biblioteca Braille do Centro
Cultural São Paulo, r. Vergueiro, 1.000, tel.:
11 3277-3611.
BANDEIRANTES
VAI ÀS COMPRAS – Programa que discute
as tendências do mercado do ponto de vista do
consumidor. É um espaço aberto para
as novidades do mercado, opiniões dos empresários,
produtores e principalmente dos ouvintes. Rádio
Bandeirantes, 840 AM e 90,9 FM. Segunda a sexta, das
13h às 14h.
ESSAS
MULHERES – Novela ambientada no século
XIX, na cidade do Rio de Janeiro, livremente inspirada
nos romances Senhora, Diva e Lucíola, de José
de Alencar (Ceará, 1829-1870). Conta a história
de mulheres excepcionais, que tiveram suas vidas transformadas
por grandes histórias de amor. TV Record, segunda
a sábado, às 19h15.
A
DONA DA HISTÓRIA –Comédia romântica,
90 min, Brasil, 2004. Direção: Daniel
Filho. Elenco: Marieta Severo, Débora Falabella,
Antônio Fagundes, Rodrigo Santoro. Mulher de
50 anos dialoga com sua versão aos 20 anos
sobre os vários caminhos que a vida poderia
ter tomado se tivesse feito escolhas diferentes. Nas
locadoras, em DVD e VHS.
HERANÇA
DOS CZARES – Mostra que apresenta uma valiosa
seleção de objetos dos museus do Kremlin
de Moscou, alguns jamais exibidos além das
fronteiras da Rússia. Fundação
Armando Álvares Penteado, Museu de Arte Brasileira,
rua Alagoas, 903, Higienópolis, telefone: 11
3662-7198. De 27 de abril a 26 de junho, terça
a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos
e feriados, das 10h às 18h. Entrada franca.
A
BOSSA ETERNA DE ELIZETH E CYRO – CD, em dois
volumes, com gravações originais da
Copacabana Records, com a cantora Elizeth Cardoso
(1920-1990) e Cyro Monteiro (1913-1973), grandes intérpretes
da música brasileira. EMI Musical do Brasil,
2004.
PREFEITURA
CRIA SECRETARIA ESPECIAL PARA DEFICIENTES
Titular da nova pasta é a psicóloga
e publicitária Mara Gabrilli
O
prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB),
oficializou no dia 1º de abril a criação
da Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência
e Mobilidade Reduzida (Seped), braço da administração
pública que pretende modificar a relação
da sociedade com as pessoas deficientes.
Segundo sua secretária, Mara Cristina Gabrilli,
“só com uma pasta totalmente focada nesse
tema é que vamos conseguir melhorar a cidade
e a qualidade de vida dos deficientes, garantir o
respeito que lhes é devido e o pleno exercício
da sua cidadania”.
Mara entende desse assunto, pois está tetraplégica
desde 1994, vítima de um acidente de carro,
o que a levou a fundar a ONG Projeto Próximo
Passo, voltada a portadores de deficiências
paralisantes. Psicóloga e publicitária,
ela é colunista na revista feminina TPM desde
2001 e foi candidata a vereadora na última
eleição. Começou sua campanha
faltando 45 dias para o pleito, sem recursos, apenas
com “santinhos”. Recebeu 12.000 votos,
se posicionando entre os vereadores mais votados,
e acredita que isso não passou despercebido,
tendo resultado na criação da Seped.
Em sua sala, no Edifício Matarazzo, Viaduto
do Chá nº 15, centro de São Paulo
(tel.: 3113-8520 e 3113-8521), ela recebeu a reportagem
do Conviva e falou sobre suas propostas e projetos.
Segundo Mara Gabrilli, a Seped pretende ser um órgão
articulador, com atuação em toda a Prefeitura,
contando com a colaboração das diversas
secretarias, subprefeituras, demais órgãos
e instâncias públicas, “num trabalho
intersetorial de fundamental importância para
promover mudanças de comportamento e a extinção
de todos os tipos de barreiras impostas aos deficientes”.
Assim que assumiu, ela visitou as outras pastas. Aproveitou
para verificar suas condições de acessibilidade
e pedir um interlocutor a cada uma. “A Seped
não foi criada para isentar as outras pastas
da responsabilidade com a pessoa deficiente, mas,
ao contrário, veio para ser um agente facilitador
e fazer com que elas realmente cumpram seus deveres
com essa parcela da população paulistana”,
ela esclarece.
O primeiro projeto da Seped se refere ao mercado de
trabalho. Uma parceria com a secretaria municipal
dessa área vai possibilitar a inauguração
de dois Centros de Capacitação do Trabalhador.
Serão “uma espécie de shopping
center do trabalho, onde se vai oferecer, entre outras
coisas, micro-crédito”. “E, por
meio deles, poderemos começar a atuar em sinergia,
ou seja, oferecer total acessibilidade aos deficientes,
com linhas de ônibus adequadas até os
locais, calçadas adaptadas, rampas de acesso.”
Uma área desses centros já está
funcionando com a oferta de cursos de capacitação
para o trabalhador, palestras sobre inclusão
para os empregadores, e cadastramento de quem procura
emprego e de empresas contratantes. O recrutamento
e a seleção, a cargo da Serasa, empresa
nacional prestadora de serviços na área
de informações para crédito e
referência em empregabilidade de pessoas deficientes,
são feitos em dois endereços (no fim
da matéria).
Dentre suas propostas, Mara destaca a reestruturação
da Comissão Permanente de Acessibilidade, antes
vinculada à Secretaria de Educação.
“Pretendo convidar para a equipe engenheiros,
advogados, além de pedagogos, psicólogos,
sociólogos, antropólogos, enfim, humanistas,
que quando forem visitar uma escola observem tanto
os sistemas como as atitudes, os acessos físicos,
se há professores capacitados, se a educação
é inclusiva, entre outros itens.”
Na área da saúde, para desafogar alguns
centros de atendimento públicos, como o Hospital
das Clínicas e a AACD, a secretária
quer criar salas de reabilitação municipais.
Sua experiência pessoal lhe mostrou a importância
desses espaços. “Tive a oportunidade
de fazer reabilitação nos melhores hospitais
do Brasil e dos Estados Unidos. Passei por um conhecimento
do meu corpo e aprendi a administrar a minha vida.
Nunca precisei ter uma enfermeira ou qualquer outra
pessoa pra me falar o que eu deveria fazer, sempre
foi o contrário. Por falta de informação,
muitos deficientes delegam a administração
da sua própria vida para alguém e ninguém
vai ter a competência de fazer isso melhor do
que eles mesmos”.
Também por causa da sua história, tem
planos de criar campanhas preventivas de deficiências
causadas por acidentes, em parceria com outras secretarias
e entidades.
Na área da educação, tem como
meta equipar as escolas públicas para receberem
pessoas deficientes (das 1.200 escolas municipais,
apenas 200 atendem as condições adequadas
de acessibilidade) e não descarta a aquisição
de computadores com programas de voz para deficientes
visuais e até impressoras braille.
E como não poderia deixar de constar do seu
programa de gestão, Mara Gabrilli quer resolver
o problema do sistema de transporte urbano por meio
de um trabalho de conscientização dos
empresários do setor, dos motoristas e cobradores,
acabando principalmente com as barreiras arquitetônicas
de acesso aos ônibus e terminais.
Lúcia Nascimento
Centros
de Capacitação
INTERLAGOS
Av. Interlagos, 6.122
São Paulo (SP), CEP 04777-000
ITAQUERA
R. Gregório Ramalho, 12
São Paulo (SP), CEP 08210-430 |
PREVENÇÃO
Câncer de mama é grave problema de saúde
pública
O câncer de mama, popularmente chamado de câncer
do seio, representa um sério problema de saúde
pública, principalmente no Ocidente, onde vem
apresentando incidência crescente com altas
taxas de mortalidade.
No Brasil, é o câncer que mais causa
mortes entre as mulheres, superando o do colo do útero.
O Ministério da Saúde estima cerca de
50.000 novos casos em 2005, com prevalência
na região Sudeste (54%). Só o Município
de São Paulo deve ser responsável por
aproximadamente 6.000 registros novos este ano.
Sintomas e fatores predisponentes
O câncer de mama é provavelmente o mais
temido pelas mulheres devido a sua alta freqüência
e sobretudo pelos efeitos psicológicos, que
afetam a percepção da sexualidade e
a própria imagem pessoal. Esse tipo de tumor
é relativamente raro antes dos 35 anos de idade,
mas acima dessa faixa etária sua incidência
cresce rápida e progressivamente.
Os sintomas do câncer de mama palpável
são o nódulo ou tumor no seio, acompanhados
ou não de dor mamária. Podem surgir
alterações na pele que recobre a mama,
como abaulamentos ou retrações ou um
aspecto semelhante a casca de uma laranja, e nódulos
palpáveis na axila.
Segundo o dr. Sérgio Simon, médico oncologista
do Hospital Albert Einstein, de São Paulo (SP),
a dieta ocidental moderna, com alto teor de gordura,
a vida sedentária e a obesidade contribuem
para o aumento do número de casos. A mulher
que tem muito tecido gorduroso produz quantidade maior
de hormônios. Existem enzimas nesse tecido que
transformam o colesterol em hormônios femininos.
Portanto, mulheres obesas têm nível maior
de hormônio feminino circulante, o que as torna
mais vulneráveis ao câncer de mama.
Além disso, são fatores predisponentes
a reposição hormonal e a herança
genética, responsável por 1% a 10% dos
casos da doença.
Quanto maior o número de anos que a mulher
ficar exposta à variação hormonal
característica dos episódios da menstruação,
maior risco corre de desenvolver a doença.
Menstruação precoce e menopausa tardia
estão associadas ao aumento do número
de menstruações e, portanto, a mais
tempo em que o estrógeno e a progesterona circulam
pelo organismo. No passado, a mulher tinha dez ou
doze gravidezes e conseqüentemente passava muitos
anos sem menstruar. Hoje, ela tem um ou dois filhos,
o que a torna mais vulnerável a variações
hormonais importantes para o aparecimento do câncer
de mama.
Ao longo da vida, o risco de uma mulher não
obesa, que não faça reposição
hormonal nem tenha histórico familiar da doença,
gira em torno de 10%. Caso tenha mãe ou irmã
com a doença, o risco sobe para 13%. Entretanto,
se existem vários casos na família e
se for detectada uma mutação genética
em determinados genes, torna-se um risco altíssimo
e a percentagem salta para 70% ou 80%.
Medidas preventivas
No início do século XX, quando começaram
a ser realizadas as primeiras cirurgias de câncer
de mama, as mulheres, em geral, procuravam o médico
num estágio tão avançado da doença
que inviabilizava a intervenção cirúrgica.
Começou-se, então, a preconizar a importância
do auto-exame.
Hoje, embora o auto-exame não deva ser abandonado,
o interesse é diagnosticar precocemente o câncer
numa fase em que nem a mulher nem o médico
conseguem apalpar a lesão porque ela é
ainda microscópica. Muitas vezes, o carcinoma
é não-invasivo, está localizado
num pequeno duto da mama e praticamente não
apresenta risco, pois a chance de cura atinge 95%
dos casos.
Para isso, é necessário estabelecer
um programa rotineiro de mamografias (raio X da mama).
Recomenda-se que a partir dos 40 anos mulheres que
não apresentem fatores de risco nem história
familiar da doença façam o exame a cada
dois anos. A partir dos 50 anos até os 75 anos,
porém, a mamografia deve ser repetida todos
os anos. Depois dos 75 anos, o câncer de mama
deixa de constituir risco significativo para a mortalidade
da mulher idosa.
Em sua fase inicial, o câncer de mama aparece
como pequenos focos de calcificação
de aspecto muito sugestivo localizados dentro do duto
mamário. À medida que o tumor cresce,
vai adquirindo aspecto mais denso e a forma de uma
lesão estrelada bastante característica.
A mamografia anual é indicada precocemente
aos 25 anos para as mulheres que pertencem a famílias
de risco. Devem fazer o exame também antes
dos 40 anos as mulheres que apresentarem um nódulo
ou outro qualquer sinal suspeito na mama.
É importante também que se faça
exame clínico a cada seis meses.
Cistos mamários
Na grande maioria dos casos, o cisto mamário
é uma lesão completamente benigna e
consiste no acúmulo de líquido sem maior
significado dentro da mama. É uma pequena bolha
de água que pode ser esvaziada com uma agulha.
O risco aumenta se existir uma parte sólida
crescendo dentro dessa bolha, o que não costuma
ocorrer com freqüência.
Filhos e amamentação
No passado, atribuía-se à amamentação
a propriedade de diminuir o risco de a mulher ter
câncer de mama. Hoje se sabe que se tal proteção
existe ela é muito pequena. O que realmente
pesa como fator protetor é o grande número
de gestações uma vez que, durante a
gravidez, a mama deixa de sentir os efeitos do ciclo
menstrual.
Silicone
O risco de câncer de mama não aumenta
com os implantes de silicone. O silicone pode apenas
provocar uma doença reumática e dores
articulares quando vaza da prótese.
Reposição hormonal
Nem todas as mulheres têm necessidade fisiológica
de fazer reposição hormonal. Desaconselhada
por motivos estéticos, é necessária
para mulheres que apresentam alterações
de comportamento, depressão e osteoporose,
principalmente para aquelas em que a perda de cálcio
pode implicar problemas graves no futuro como fraturas,
dores, perda de altura, deformidades na coluna, pois
os benefícios superam com vantagem o pequeno
aumento no risco de incidência de câncer
de mama.
Hormônio feminino
O câncer de mama também acomete os homens,
porém é bastante raro. O motivo tem
relação com uma das funções
do hormônio feminino: manter as células
do duto mamário em atividade, crescendo e produzindo
leite. O hormônio feminino é, portanto,
excitatório para as células da mama
que, em certos casos, podem multiplicar-se desordenadamente.
Como produz pouquíssimo hormônio feminino,
o homem está menos sujeito a esse processo
de excitação, embora não esteja
livre dele. Em geral, os casos de câncer de
mama masculinos estão ligados a fatores familiares.
Tratamento
O tratamento do câncer de mama evoluiu muito
nos últimos anos. Há não muito
tempo, retirava-se a mama inteira, o músculo
abaixo dela, os gânglios todos da região
axilar e a pele ficava ondulada sobre o gradeado costal,
possibilitando distinguir com clareza a anatomia das
costelas. Atualmente, com os diagnósticos cada
vez mais precoces, é necessário apenas
a retirada de pequenos fragmentos da mama e de alguns
gânglios debaixo do braço. “Essa
evolução no tratamento representou um
grande avanço para a saúde da mulher
e proporcionou melhor entendimento do processo da
carcinogênese, isto é, do mecanismo que
leva à transformação de uma célula
normal em célula maligna”, esclarece
o dr. Sérgio Simon.
Lúcia Nascimento
Fontes:
Site oficial dr. Drauzio Varella
http://www.drauziovarella.com.br/entrevistas/mama.asp
Instituto nacional de câncer
http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=336
Secretaria municipal da Saúde
http://www.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/saude/servicos/0017
NOSSOS
TALENTOS
“Nasci de sete meses e precisei ficar na incubadora,
o que causou um excesso de oxigenação
e minha cegueira. Mas minha infância foi como
a de qualquer outra criança e fiz muita ‘arte’.
Certa vez, atirei um saquinho de leite na cozinha
de casa, só pra ver que barulho fazia. De outra
feita, meu alvo foi o telhado, que eu achava o lugar
mais alto do mundo. Escolhi uma chave de bicicleta
pra atirar lá em cima. Como eu não era
suficientemente alto, a chave acertou a lâmpada
da área de entrada. Mas a ‘brincadeira’
preferida era mesmo trancar meu tio e meu primo no
banheiro.”
É assim que o Markiano da ADEVA, como é
mais conhecido (Markiano Charan Filho é o nome
de batismo) se apresenta para os leitores do Conviva.
Hoje, com 41 anos de idade, continua muito brincalhão,
um amigo de todas as horas, bom camarada, que divide
seu tempo entre múltiplos interesses e algumas
paixões, dentre elas, a Júlia, sua filha
de 7 anos, e a ADEVA, onde é diretor-presidente.
“A ADEVA eu conheci por meio das suas circulares,
que recebia em casa. A primeira vez que me encontrei
com a Sandra (Maciel) foi num bazar promovido pela
entidade, em 1979. Depois a procurei para um estágio,
assim que terminei o colegial (ensino médio)
técnico de processamento de dados. Tinha 19
anos.” Markiano estudou na Escola Técnica
Federal de São Paulo, onde foi o primeiro aluno
deficiente visual, e é graduado em Letras (língua
e literatura inglesa) pela PUC-SP.
“Em 1983, me associei à ADEVA e fui a
vários encontros de pessoas deficientes. Como
tenho o hábito de anotar tudo em reuniões,
logo me escalaram para ser o secretário.”
Ainda nesse ano, estagiou no Departamento de Águas
e Energia Elétrica do Estado de São
Paulo (Daee). Em 1984, foi eleito diretor-secretário
da ADEVA e, encaminhado por ela, começou a
trabalhar na Cesp como programador trainee.
Assumiu os cargos de vice-presidente em 1986 e de
1990 a 1994, e de presidente em 1988 e de 1996 até
os dias de hoje. “Como presidente, nunca atuei
sozinho. As decisões são sempre tomadas
em conjunto com os membros da Diretoria. Mas algumas
realizações deixaram-me satisfeito,
como a criação do jornal Conviva (1997).
Os primeiros números em braille eram em papel
termoforme, uma espécie de xerox, processo
feito folha por folha, uma de cada vez. Lembro-me
de várias noites e fins de semana ocupados
com essa tarefa.”
Teve também a satisfação de ver
aprovada a Lei nº 9.919, de 1998, garantindo
o emprego das pessoas deficientes que trabalhavam
em empresas estatais privatizadas.
Em 2000, então funcionário da Cteep,
concluiu uma parceria com essa companhia para, com
mais quatro colegas deficientes visuais, poder trabalhar
em tempo integral no projeto da ADEVA. “Foi
marcante, aquele 6 de outubro, quando o então
governador Mário Covas assinou o Decreto nº
45.272, que autorizou o uso de salas da escola Marina
Cintra para o Projeto Desenvolvendo Talentos. E mais
feliz fiquei quando um ano depois (4 de outubro) inauguramos
ali o Centro de Treinamento Mário Covas.”
Outra inauguração importante, e que
contou com a presença do governador Alckmin,
foi a do Infocentro ADEVA em 2002, o primeiro para
deficientes visuais.
“Administrar o Centro de Treinamento Mário
Covas é uma tarefa de muita responsabilidade.
Atendemos, em média, 650 usuários deficientes
visuais por ano, imprimimos todo o material didático
dos cursos que ministramos e recebemos diariamente
estudantes, empresários, a mídia, órgãos
públicos, o público em geral, da capital,
de outras cidades e estados, interessados no nosso
trabalho e em tudo que se refere ao deficiente visual.
Felizmente, não faço isso sozinho. A
vice-presidente, Sandra Maciel, e todos os membros
da equipe são fundamentais nessa tarefa. Mas
como tudo na vida é um aprendizado, aprendi
muito e ainda há bastante para aprender. Tanto
que sou candidato a presidente da ADEVA nas próximas
eleições de agosto. Espero ser reeleito
para dar continuidade a todo esse trabalho.”
Jogo rápido
Deus – É tudo em nossa vida.
O que mais gosta – Ouvir música, navegar
pela Internet, ir ao cinema, ao teatro, ler, caminhar
em parques, sair com amigos para jogar conversa fora
num barzinho, viajar, conhecer pessoas, lugares novos
e comer pratos típicos.
Hobby – Escrever. Tenho algumas poesias publicadas,
mas gosto realmente de escrever crônicas. Pratico
natação e arrisco umas partidinhas de
xadrez. Também arranho um pouco de violão
e flauta doce. Quando estou em casa, mesmo sozinho,
faço algo pouco comum aqui em São Paulo:
tomar chimarrão. Se encontro alguém
que também gosta de tomar mate, aí fica
muito mais agradável! Coincidência ou
não, estou namorando atualmente uma gaúcha.
Cantores preferidos – Chico Buarque, Milton
Nascimento, Phil Collins, The Beatles e Elvis Presley.
Considero-me eclético em termos de música.
Um bom livro – Olga, de Fernando Moraes.
Religião – Católica
O amor – É a mola da vida.
Seu sonho – Dividir minha vida ao lado de um
amor compreensivo e leal.
Uma frase – A vida é um dom de Deus e
devemos aproveitá-la ao máximo.
Comida preferida - Gnoque e pudim de pão.
Para melhorar o mundo – Procurar interagir com
as pessoas, de forma a poder ajudá-las.
Se fosse presidente por um dia – Investiria
mais em educação e saúde.
Sobre o deficiente visual – A ADEVA representa
para mim a possibilidade de ajudar outros deficientes
visuais a conseguirem um espaço digno na sociedade,
tal como aconteceu comigo. A conscientização
do deficiente e do não-deficiente em relação
à questão do preconceito e da discriminação
deve ser bilateral, mas cabe a nós, deficientes,
a obrigação de darmos o primeiro passo.
UM
DIA INESQUECÍVEL
Ontem vivi uma situação inimaginável.
Fui visitar uma cidadezinha na região das serras,
nas proximidades de Campos do Jordão (SP).
São Francisco Xavier é subdistrito de
São José dos Campos. Pacatíssima
a ponto de um ônibus de turismo, dessas excursões
de um dia, tornar-se atração.
Visitamos um alambique, uma cachoeira etc., mas o
que mais encantou, foi participar de uma roda de violeiros
reunidos em frente ao Centro Cultural, na pracinha.
Ali vão chegando aos poucos, com o instrumento
nas mãos e somando-se aos demais. Havia uma
senhora e sua filhinha, de uns oito anos, ambas tocando
e cantando com o grupo, num verdadeiro ritual de regagem
e replantio das mais puras raízes do nosso
folclore. Algo de emocionar.
Infelizmente, o tempo dessas excursões é
curto. Este, então, foi curtíssimo,
mas o que tornaria esse dia inesquecível para
mim ainda estava por vir. Depois de almoçarmos,
fomos visitar a fazenda que pertenceu a Monteiro Lobato,
por herança do avô, de quem herdou também
o nome, pois seu nome de batismo era José Renato,
de que não gostava por rimar com rato, animal
que ele detestava. As iniciais gravadas em dourado
no cabo da bengala do seu avô e que mais tarde
também seria sua, também fizeram com
que ele adotasse o nome de José Bento, inclusive
com o registro da alteração em cartório.
Depois de conhecermos a casa mais que centenária,
com paredes de barro e esterco animal, de cômodos
imensos, com teto e assoalho de madeira, cada um diferente
dos demais ambientes, fomos dar uma volta pela fazenda.
Após uma caminhada de uns dez minutos através
de uma imensa área compartilhada por gansos,
galinhas, gatos, cachorros, porcos e cavalos, todos,
absolutamente livres, chegamos a um trecho de mata
nativa de onde e para onde corre uma cascata quase
gelada, cujo barulho das águas embala e leva,
mata adentro, o pensamento e a imaginação
da gente.
Não fossem as exclamações de
admiração de quase quarenta pessoas,
tenho absoluta certeza de que teria ouvido também
a risada marota e os assovios do moleque saci que
ele ouviu e soube tão bem transpor para os
livros...
Dali, retornamos à casa grande onde a dona
Lúcia, atual proprietária daquele paraíso,
nos preparara uma surpresa ainda mais agradável
que os bolos, doces, queijos, geléias e chás
cheirosíssimos, tudo feito lá mesmo:
numa das salas, também imensa, sentado num
banco de madeira antiqüíssimo, com as
costas apoiadas numa das paredes seculares, ouvi o
próprio Monteiro Lobato, pela leitura do senhor
José, contar-nos a emocionante história
do "Jardineiro Thimóteo". Não
consigo transmitir a sensação que senti
naquele momento, naquele lugar mágico, naquela
casa onde ele vive e completará 120 anos no
ano que vem. Sabia que ele havia morrido em 1948,
mas não é verdade! Estive com ele ainda
ontem, 30 de setembro de 2001, à tarde!
Lothar Bazanella (texto escrito no dia seguinte ao
passeio e que o autor quis dividir com os amigos,
para “apenas compartilhar uma grande emoção”).
RECEITA
ARROZ DOCE*
Ingredientes:
2 xícaras de arroz
4 xícaras de água
2 copos de leite
4 colheres (sopa) bem cheias de açúcar
canela em pau
raspa de limão
Modo
de fazer:
Lavar o arroz e colocá-lo para cozinhar na
água. Quando estiver cozido, colocar o leite,
açúcar, a canela em pau e pedacinhos
da casca do limão. Deixar ferver durante 5
min. Se quiser mais úmido, acrescentar mais
leite. Colocar em um pirex e polvilhar com canela
em pó.
*Receita do curso de culinária da ADEVA, ministrado
pela profª Yacopina Valdenini Resende
EM SÃO PAULO TEM...
Associação
Paulista de Albergues da Juventude – Com a carteira
de alberguista, é possível se hospedar
em qualquer albergue nacional (mais de 70 hostels
no país) ou estrangeiro (mais de 4.000 no mundo
inteiro), pagando diárias, em quartos coletivos,
que variam de 16 a 30 reais, no Brasil, e 10 a 40
dólares, no exterior. Não precisa ser
estudante, nem de foto e não há limite
de idade. Custo: R$ 35. Validade: um ano a partir
da data de emissão, sem carência para
utilização. Atendimento: Shopping Eldorado,
av. Rebouças / Marginal Pinheiros, 2º
subsolo, segunda a sexta, das 10h às 22h; sábado,
das 10h às 18h.
Centro de Atenção Psicossocial –
Unidade mantida pela secretaria estadual de Saúde
há mais de 20 anos, que presta atendimento
a adultos (a partir de 16 anos) com transtornos mentais
(neuroses, psicoses, esquizofrenia). Conta com médicos,
psiquiatras, terapeutas ocupacionais, assistentes
sociais, enfermeiros e auxiliares de enfermagem. O
tratamento inclui também a participação
do paciente em programas de oficinas de marcenaria,
artesanato, dança, teatro, cabeleireiro, costura,
culinária, jardinagem. Enquanto durar o tratamento,
recebem diariamente café da manhã, almoço
e lanche da tarde. R. Itapeva, 700, Bela Vista, telefone:
11 3283-0005. Segunda a sexta, das 8h às 17h.
Assistência Jurídica – A seccional
paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP),
o Centro de Integração Empresa-Escola
(Ciee) e o Projeto Educacional Capuano (PEC) mantém
um escritório jurídico na Zona Leste
da capital paulista para atender gratuitamente a população
carente da região. O serviço é
prestado por estagiários de Direito, sob a
orientação da OAB-SP e oferece assistência
em todas as áreas jurídicas. Segunda
a sexta, das 13h às 18h, na r. Barão
de Monte Santo, 426. Não é necessário
agendar horário.
Bibliotecas com acervo em braille – Centro Cultural
São Paulo, r. Vergueiro, 1000, Paraíso,
tel.: 3277-3611, r/ 246; Bibliotecas Álvares
de Azevedo e Pablo Neruda, pça. Joaquim José
da Nova, s/nº, Vila Maria, tel.: 6954-3118 /
6954-2813; Presidente Kennedy, av. João Dias,
822, Santo Amaro, tel.: 5687-0513; Cassiano Ricardo,
av. Celso Garcia, 4200, Tatuapé, tel.: 6192-4570;
José Paulo Paes e Paulo Setúbal, av.
Renata, 163, Vila Formosa, tel.: 6211-1508 / 6211-1507;
Francisco Pati, r. Catão, 611, Lapa, tel.:
3672-0456; Biblioteca do Campus Senac, av. Engº
Eusébio Estevaux, 823, Santo Amaro, tel.: 5682-7300.
DEFICIENTE
VISUAL
Geane Claudino Pereira (aluna da ADEVA)
Sou
deficiente visual, mas na capacidade
de vocês, eu sou igual. Capacidade de
lutar, trabalhar e vencer.
Nos
estudos, no trabalho, no esporte
e no lazer.
Mostro a todos que querer é poder.
Tenho inteligência, competência e
dignidade, então me respeite e
me trate com igualdade!
Porém
se com os olhos não posso
enxergar, com meus outros
sentidos a vida vou enfrentar.
Pois não sou uma planta
no vaso a vegetar.
Sou
um ser humano que tem direito
de lutar, lutar pelos meus sonhos,
conquistar o meu lugar.
Meu lugar na sociedade
que vai ter que me aceitar, porque
sou quem sou, nunca vou desanimar!
DICAS
DA GLENDA
Colesterol
Antes de conversar sobre o colesterol, é preciso
falar sobre as gorduras.
Elas se subdividem em vários grupos, mas vamos
considerar apenas dois principais: o das saturadas
(considerada a gordura ruim) e o das insaturadas.
De regra, em temperatura ambiente, a gordura saturada
é consistente. As líquidas, comumente
conhecidas como óleos, são insaturadas
(geralmente de origem vegetal).
A maioria das gorduras saturadas é de origem
animal, provinda de carnes, leite e derivados, gema
de ovo e da gordura de frituras, mas também
do óleo de coco, do óleo de palma, da
manteiga de cacau. Isso porque, apesar do colesterol
só ser encontrado em produtos de origem animal,
os alimentos de origem vegetal podem fornecer substrato
para a sua produção em nosso organismo.
Quanto às gorduras insaturadas, é preciso
tomar cuidado com seu uso, pois a exposição
a altas temperaturas, a hidrogenação
– processo para deixar a gordura mais consistente
– é prejudicial ao organismo.
Colesterol
O ser humano, como todos os animais, produz colesterol,
um tipo de gordura fabricado pelo fígado e
necessário para o funcionamento do organismo,
importante por participar do revestimento das membranas
celulares e por auxiliar na produção
de ácidos biliares, de vitamina D, além
de alguns hormônios.
O homem moderno, em função de rotinas
sedentárias e do alto consumo de gorduras (substrato
e de origem animal) aumenta consideravelmente sua
dosagem de colesterol, acarretando uma sobrecarga
no organismo. Em níveis elevados, o colesterol
provoca problemas cardiovasculares – depositado
nas artérias, causa sua obstrução
e o “ataque do coração”,
quando a obstrução ocorre em uma artéria
que leva sangue ao cérebro, provoca o “derrame”.
Nos exames de sangue, o LDL (o colesterol ruim) deve
estar sempre no mínimo. Quanto ao HDL (o colesterol
bom), ao contrário, quanto maior o seu limite,
melhor, porque é ele que “carrega”
o colesterol ruim.
Para uma vida mais saudável, devemos ter uma
alimentação rica em fibras, consumir
frutas, verduras, reduzir a ingestão de carnes
vermelhas, ter horários regulares para as refeições,
evitar as gorduras e praticar atividade física
de forma constante. Parar por muito tempo também
aumenta o colesterol. Isso porque, nosso organismo,
já acostumado a um certo ritmo, sente falta
e gasta menos energia (calorias), enquanto continuamos
comendo a mesma quantidade de alimentos.
Glenda Felippe Silva dos Santos, nutricionista (CRN
16863-P)
NOSSOS
PARCEIROS
UMA
CONVIVÊNCIA DE LONGA DATA
Tudo começou em 1999, com o projeto Desenvolvendo
Talentos da ADEVA. Enviado para a Fundação
Vitae, teve aprovação e se concretizou
em maio de 2000, com a compra de microcomputadores,
impressora braille, softwares leitores de tela e a
capacitação de instrutores para os cursos
de informática. A Vitae é uma associação
civil sem fins lucrativos, que apóia projetos
nas áreas de educação, cultura
e promoção social.
A ADEVA pôde então inaugurar seu primeiro
centro de treinamento, na Praça da Bandeira,
61, e as turmas foram se sucedendo sem parar. Cerca
de 150 alunos com deficiência visual receberam
instrução em digitação,
windows e word, internet e telemarketing nesse ano.
A parceria deu certo e teve continuidade. Mais uma
vez em 2002, e novamente em 2004, o projeto Desenvolvendo
Talentos recebeu aporte da Fundação
“porque pudemos observar profissionalismo e
dedicação ao trabalho”, segundo
a assistente de projetos da Vitae, Rose Meire Litrenta.
A oferta foi ampliada com a inclusão dos cursos
de vendas externas, culinária, português,
inglês, matemática, educação
para o trabalho, estenotipia e vários outros
na área de informática.
No total, a parceria Vitae-ADEVA resultou em 1.000
atendimentos, focados na reciclagem e capacitação
de deficientes visuais para o trabalho. “E nossa
equipe sente-se honrada por ter cooperado com uma
entidade que obteve crescente progresso ao viabilizar
o ingresso de portadores de deficiência visual
no mercado de trabalho”, declara Rose.
Infelizmente, o tempo da Vitae entre nós se
aproxima do fim. Sua mantenedora é a Fundação
Lampadia, de Liechtenstein, constituída em
1985 pelos acionistas do grupo Hochschild, que desenvolveu
atividades econômicas predominantemente na América
do Sul. E, como informa o gerente geral da Vitae no
Brasil, Getúlio Carvalho, as últimas
alocações de fundos acontecem este ano.
No país, desde sua inauguração
em 1985, as aplicações em promoção
social somaram US$ 18 milhões; na área
de educação, US$ 51 milhões;
e US$ 33 milhões em cultura.
Sua presença vai deixar saudade, pois ultrapassou
o investimento em dinheiro. A Fundação
Vitae investiu, principalmente, crença no potencial
de realização da pessoa deficiente.
Além da ADEVA, beneficiou o Instituto de Psicologia
da Universidade de São Paulo (USP), com a preparação,
publicação e distribuição
do Dicionário da Língua de Sinais Brasileira;
o Instituto Brasileiro de Defesa dos Direitos da Pessoa
Portadora de Deficiência (IBDD), no Rio de Janeiro,
com a implantação de um centro de capacitação
profissional; a Coordenadoria Executiva de Cooperação
Universitária e de Atividades Especiais (Cecae)
da USP e a Rede SACI, na promoção de
informação e cooperação
entre portadores de deficiência, profissionais,
órgãos públicos, instituições
de ensino e pesquisa, formadores de opinião,
movimentos e entidades da sociedade civil.
À Fundação Vitae, obrigada!
SERVIÇO
O
Conselho Municipal da Pessoa Deficiente (CMPD) realiza,
no próximo dia 25 de junho, das 8h às
17h, o seminário Trabalho: um direito de todos,
no San Raphael Hotel, Largo do Arouche, 150, Centro
de São Paulo (SP).
O evento é aberto ao público em geral,
mas há necessidade de inscrição
prévia, pelo telefone: 11 3113-9674, com Arthur.
ADEVA
EM FOCO
QUEM SE ENVOLVE, SE DESENVOLVE
A ADEVA é uma associação sem
fins lucrativos. Os cursos e serviços que oferece
são gratuitos, mantidos com a colaboração
de sócios e parceiros. Junte-se a eles. Para
doações, faça um depósito
no Banespa, agência 0154, conta corrente 1303457-9.
ELEIÇÃO
A eleição para a escolha dos membros
da diretoria executiva da ADEVA, gestão 2005-2008,
acontece no próximo dia 20 de agosto, às
9h30, no centro de treinamento da rua da Consolação,
1.289 (2º andar).
A chapa apresentada pela situação tem
como candidatos Markiano Charan Filho para diretor-presidente;
Sandra Maria de Sá Brito Maciel, vice-presidente;
Augusto Alves Filho, diretor financeiro; Carlos Norberto
Gomes Corrêa, relações públicas;
Maria Lúcia Nascimento, para diretora sócio-cultural;
Márcio Ruiz Spoladore e Miryan Regina Berti
Marcussi, diretores secretários, Sidney Tobias
de Souza e Marisa Rodrigues Freitas de Souza, para
diretores suplentes.
Às 11h30, tem início a Assembléia
Extraordinária de atualização
do seu estatuto para atender a exigências legais.
CAFÉ
DA MANHÃ
A ADEVA ofereceu, dia 31 de maio passado, no Centro
de Treinamento Mario Covas (r. da Consolação
1.289), um café da manhã a seus parceiros
de longa e recente data – empresas, órgãos
públicos e entidades da sociedade civil.
Essa foi a forma de agradecer a confiança que
eles têm depositado no trabalho da entidade.
Todos receberam o certificado Empresa/Entidade Amiga
do Deficiente Visual: Cteep, Microsoft do Brasil,
Senai-SP, Instituto Recicle, Micropower, D’Espinola,
o deputado federal Walter Barelli, deputado estadual
Ítalo Cardoso, o Programa Acessa São
Paulo, as secretarias estaduais de Emprego e Relações
do Trabalho, da Cultura, de Energia, Recursos Hídricos
e Saneamento, de Educação e a secretaria
Especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade
Reduzida.
REATCH
A ADEVA esteve presente na IV Feira Internacional
de Tecnologias, Reabilitação e Inclusão,
a Reatch 2005, que aconteceu no Centro de Exposições
Imigrantes de São Paulo (SP), no mês
de abril. Nos quatro dias de evento, seu stand foi
visitado por 1.500 pessoas, deficientes visuais e
não-deficientes, interessadas em conhecer os
cursos que a entidade oferece, os softwares leitores
de tela, a impressão em braille e a estenotipia,
uma técnica que possibilita a digitação
de grande número de palavras com pequena quantidade
de toques.
SOLAR DAS ANDORINHAS
Associados, membros e funcionários da ADEVA
estiveram juntos, no início de abril, no Hotel
Fazenda Solar das Andorinhas, em Campinas, interior
de São Paulo. Durante três dias, todos
puderam desfrutar das delícias do lugar, do
serviço cinco estrelas oferecido pelo hotel
e, principalmente, da convivência entre amigos.
ANÚNCIOS
TELEMENSAGENS
AMOR E CARINHO
Emocione a qualquer momento, em todas as ocasiões,
de uma forma diferente. Mensagens de bom dia, aniversário,
reconciliação, congratulações,
românticas, de otimismo, de saudade e para datas
especiais.
Ligue 4667-5848, com Edvando
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em Língua Portuguesa - Egle & Liane.
Telefones: 11 9911-3290 / 9103-5327
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escola ou ir às compras, ligue: 11 9683-9040
e fale com o Manuel. Desconto especial para os associados
da Adeva em dia com o pagamento da anuidade.
CURSOS
DE CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL
INSCRIÇÕES ABERTAS NA ADEVA
Informações: 11 3667-5210 (Sandra) e
3151-5761 / 3151-4125 (Edvando)
GARILLI
Pré-impressão e Impressão –
Garilli.
http://www.garilli.com.br - tel.: 11 6694-328