JORNAL

Conviva

Associação de Deficientes Visuais e Amigos - Adeva

Ano VI - Nº 28 -maio/junho de 2005

EDITORIAL

Quando o mais importante é o relógio de pulso

Quantas vezes pela manhã você saiu de casa para o trabalho com a mesma disposição com que saiu do trabalho para casa?

Passamos a maior parte do tempo trabalhando. Há quem diga que é no local de trabalho que encontramos nossa segunda família. Se essa afirmação é realmente verdadeira, por que então ouvimos tanta gente reclamar de ter que ir trabalhar?

Se considerarmos que é no lar que encontramos o "porto seguro" e é junto dos entes queridos que renovamos nossas forças e nos sentimos felizes, uma vez que o ambiente de trabalho é uma extensão de nossas casas, seria esperado que sentíssemos prazer em lá estar. Se tal situação não ocorre é porque não estamos nos sentindo verdadeiramente em casa no nosso trabalho e, portanto, não estamos sendo felizes.

Durante toda a vida o Ser Humano, por mais que não tenha total consciência, apresenta um único desejo: SER FELIZ. Por isso, de forma inconsciente, se afasta de tudo o que não lhe proporciona bem-estar e alegria.

Desde que nascemos, travamos uma luta ferrenha pela conquista da felicidade. Já no primeiro choro reivindicamos o leite materno que matará nossa fome. Essa atitude "primitiva" nos traz a felicidade, bastando para isso termos a fome saciada.

O que é então a felicidade se não o bem-estar conquistado?

No decorrer da vida, ampliamos os espectros de nossas necessidades, então queremos cada vez mais, e o leite materno ou o brinquedo da infância já não são mais suficientes para nos dar prazer. Graças à Sabedoria da Força Maior que nos criou, somos eternamente insatisfeitos e curiosos. Somente estaremos satisfeitos se conquistarmos o que se nos apresenta como novos horizontes, pois se assim não fosse seríamos eternamente felizes com nossos brinquedos.

Graças também a esse tão sábio Criador, as coisas não são dadas gratuitamente. Se desejamos algo, precisamos nos submeter a inúmeras situações, por vezes desagradáveis para obtê-lo. É nessa caminhada que vivenciamos novas experiências, e ao atingirmos o objetivo, já não somos mais os mesmos. As pedras que recolhemos pelo caminho nos convidam à construção de outra estrada e nos mostram algo diferente a conquistar. Assim sendo, o que foi conseguido já não traz felicidade plena, queremos mais. Queremos investigar o novo. O que conquistamos já é pouco.

Vendo então por esse prisma, é tanto ou mais importante a caminhada do que o objetivo alcançado, pois é ela que abre a mente para possibilidades ainda desconhecidas. No entanto, se nos recusarmos a recolher as pedras, provavelmente teremos aproveitado muito pouco das oportunidades que foram oferecidas, conseqüentemente estaremos com escasso material para construir uma nova estrada. Se considerarmos que seremos um pouco mais felizes a cada conquista, sempre que falamos “não” para a vida estamos também negando tal oportunidade.

Se passamos a maior parte de nossas vidas no local de trabalho, não restam dúvidas de que é nele que estão as maiores oportunidades de sermos felizes.
Por que então muitas vezes ouvimos dizer que "nossas empresas estão nos matando”?

Porque por vários motivos não conseguimos enxergar as oportunidades ou, ainda pior, não queremos recolher as pedras em nosso dia-a-dia. Queremos nos afastar daquilo que, por ignorância, acreditamos roubar nossa felicidade. Então o trabalho não passa de um local que nos aprisiona, onde não vemos qualquer perspectiva. Uma solicitação a mais é motivo de desânimo e sentida como exploração por parte dos superiores. A coisa mais importante que temos é o nosso relógio de pulso, que consultamos freqüentemente, ávidos pela chegada da hora de ir para casa.

A partir do momento que decidirmos abraçar as oportunidades que aparecem, deixaremos de olhar para o relógio e passaremos a observar o que está ao nosso lado e em nossa frente. Perceberemos que a cada momento um novo desafio será apresentado, o que nos obrigará a vencê-lo para atingirmos nossos objetivos.

Abraçar uma oportunidade talvez signifique fazer um curso, mudar de emprego ou até mesmo de país. O fato é que existe a disposição de ir à luta. Certamente não venceremos todos os desafios, mas os que conquistarmos nos trarão muita alegria, e a perspectiva de experiências diferentes nos tornará pessoas mais felizes.

E você, qual a importância que tem dado para seu relógio de pulso?

Laercio Sant’Anna
Amigo e colaborador da ADEVA


INTERNET

http://www.dicionarioderuas.com.br - A história das ruas de São Paulo e do emplacamento dos logradouros públicos pode ser encontrada nesta página do Departamento do Patrimônio Histórico (DPH) e Secretaria Municipal de Cultura, que oferece também um campo para pesquisa da origem dos nomes de qualquer rua da capital.

http://www.socicam.com.br - A página da Socicam, empresa brasileira de tecnologia e serviços voltados para sistemas integrados de transporte, tem links para os terminais rodoviários de passageiros de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará e Sergipe, com endereço e planta de localização, instalações, serviços oferecidos e campo para consulta de partidas de ônibus de cada um dos terminais para qualquer cidade do país.

http://www.ouvidoriadoidoso.org.br - Site do Instituto Nacional Ouvidoria do Idoso, que orienta e encaminha reclamações dessa parcela da população aos órgãos públicos. O Instituto, criado há um ano, atua em prol dos direitos garantidos pelo Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003).

http://www.radios.com.br - Primeiro endereço on-line no Brasil a reunir links de emissoras de rádio. Oferece mais de 12 mil entradas para emissoras de rádios e TVs do mundo todo.


ANOTE

Nossos recomendados!

VIVENDO, AMANDO E APRENDENDO – Leo Buscaglia (1924-1998), ed. Record. Livro gravado em fita-cassete, disponível para empréstimo na Biblioteca ADEVA, rua da Consolação, 1.289, 2º andar, telefone: 11 3151-4125, e impresso em braille, disponível na Biblioteca Braille do Centro Cultural São Paulo, r. Vergueiro, 1.000, tel.: 11 3277-3611.

BANDEIRANTES VAI ÀS COMPRAS – Programa que discute as tendências do mercado do ponto de vista do consumidor. É um espaço aberto para as novidades do mercado, opiniões dos empresários, produtores e principalmente dos ouvintes. Rádio Bandeirantes, 840 AM e 90,9 FM. Segunda a sexta, das 13h às 14h.

ESSAS MULHERES – Novela ambientada no século XIX, na cidade do Rio de Janeiro, livremente inspirada nos romances Senhora, Diva e Lucíola, de José de Alencar (Ceará, 1829-1870). Conta a história de mulheres excepcionais, que tiveram suas vidas transformadas por grandes histórias de amor. TV Record, segunda a sábado, às 19h15.

A DONA DA HISTÓRIA –Comédia romântica, 90 min, Brasil, 2004. Direção: Daniel Filho. Elenco: Marieta Severo, Débora Falabella, Antônio Fagundes, Rodrigo Santoro. Mulher de 50 anos dialoga com sua versão aos 20 anos sobre os vários caminhos que a vida poderia ter tomado se tivesse feito escolhas diferentes. Nas locadoras, em DVD e VHS.

HERANÇA DOS CZARES – Mostra que apresenta uma valiosa seleção de objetos dos museus do Kremlin de Moscou, alguns jamais exibidos além das fronteiras da Rússia. Fundação Armando Álvares Penteado, Museu de Arte Brasileira, rua Alagoas, 903, Higienópolis, telefone: 11 3662-7198. De 27 de abril a 26 de junho, terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h. Entrada franca.

A BOSSA ETERNA DE ELIZETH E CYRO – CD, em dois volumes, com gravações originais da Copacabana Records, com a cantora Elizeth Cardoso (1920-1990) e Cyro Monteiro (1913-1973), grandes intérpretes da música brasileira. EMI Musical do Brasil, 2004.


PREFEITURA CRIA SECRETARIA ESPECIAL PARA DEFICIENTES

Titular da nova pasta é a psicóloga e publicitária Mara Gabrilli

O prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), oficializou no dia 1º de abril a criação da Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (Seped), braço da administração pública que pretende modificar a relação da sociedade com as pessoas deficientes.

Segundo sua secretária, Mara Cristina Gabrilli, “só com uma pasta totalmente focada nesse tema é que vamos conseguir melhorar a cidade e a qualidade de vida dos deficientes, garantir o respeito que lhes é devido e o pleno exercício da sua cidadania”.

Mara entende desse assunto, pois está tetraplégica desde 1994, vítima de um acidente de carro, o que a levou a fundar a ONG Projeto Próximo Passo, voltada a portadores de deficiências paralisantes. Psicóloga e publicitária, ela é colunista na revista feminina TPM desde 2001 e foi candidata a vereadora na última eleição. Começou sua campanha faltando 45 dias para o pleito, sem recursos, apenas com “santinhos”. Recebeu 12.000 votos, se posicionando entre os vereadores mais votados, e acredita que isso não passou despercebido, tendo resultado na criação da Seped.

Em sua sala, no Edifício Matarazzo, Viaduto do Chá nº 15, centro de São Paulo (tel.: 3113-8520 e 3113-8521), ela recebeu a reportagem do Conviva e falou sobre suas propostas e projetos.

Segundo Mara Gabrilli, a Seped pretende ser um órgão articulador, com atuação em toda a Prefeitura, contando com a colaboração das diversas secretarias, subprefeituras, demais órgãos e instâncias públicas, “num trabalho intersetorial de fundamental importância para promover mudanças de comportamento e a extinção de todos os tipos de barreiras impostas aos deficientes”.

Assim que assumiu, ela visitou as outras pastas. Aproveitou para verificar suas condições de acessibilidade e pedir um interlocutor a cada uma. “A Seped não foi criada para isentar as outras pastas da responsabilidade com a pessoa deficiente, mas, ao contrário, veio para ser um agente facilitador e fazer com que elas realmente cumpram seus deveres com essa parcela da população paulistana”, ela esclarece.

O primeiro projeto da Seped se refere ao mercado de trabalho. Uma parceria com a secretaria municipal dessa área vai possibilitar a inauguração de dois Centros de Capacitação do Trabalhador. Serão “uma espécie de shopping center do trabalho, onde se vai oferecer, entre outras coisas, micro-crédito”. “E, por meio deles, poderemos começar a atuar em sinergia, ou seja, oferecer total acessibilidade aos deficientes, com linhas de ônibus adequadas até os locais, calçadas adaptadas, rampas de acesso.”

Uma área desses centros já está funcionando com a oferta de cursos de capacitação para o trabalhador, palestras sobre inclusão para os empregadores, e cadastramento de quem procura emprego e de empresas contratantes. O recrutamento e a seleção, a cargo da Serasa, empresa nacional prestadora de serviços na área de informações para crédito e referência em empregabilidade de pessoas deficientes, são feitos em dois endereços (no fim da matéria).

Dentre suas propostas, Mara destaca a reestruturação da Comissão Permanente de Acessibilidade, antes vinculada à Secretaria de Educação. “Pretendo convidar para a equipe engenheiros, advogados, além de pedagogos, psicólogos, sociólogos, antropólogos, enfim, humanistas, que quando forem visitar uma escola observem tanto os sistemas como as atitudes, os acessos físicos, se há professores capacitados, se a educação é inclusiva, entre outros itens.”

Na área da saúde, para desafogar alguns centros de atendimento públicos, como o Hospital das Clínicas e a AACD, a secretária quer criar salas de reabilitação municipais. Sua experiência pessoal lhe mostrou a importância desses espaços. “Tive a oportunidade de fazer reabilitação nos melhores hospitais do Brasil e dos Estados Unidos. Passei por um conhecimento do meu corpo e aprendi a administrar a minha vida. Nunca precisei ter uma enfermeira ou qualquer outra pessoa pra me falar o que eu deveria fazer, sempre foi o contrário. Por falta de informação, muitos deficientes delegam a administração da sua própria vida para alguém e ninguém vai ter a competência de fazer isso melhor do que eles mesmos”.

Também por causa da sua história, tem planos de criar campanhas preventivas de deficiências causadas por acidentes, em parceria com outras secretarias e entidades.

Na área da educação, tem como meta equipar as escolas públicas para receberem pessoas deficientes (das 1.200 escolas municipais, apenas 200 atendem as condições adequadas de acessibilidade) e não descarta a aquisição de computadores com programas de voz para deficientes visuais e até impressoras braille.

E como não poderia deixar de constar do seu programa de gestão, Mara Gabrilli quer resolver o problema do sistema de transporte urbano por meio de um trabalho de conscientização dos empresários do setor, dos motoristas e cobradores, acabando principalmente com as barreiras arquitetônicas de acesso aos ônibus e terminais.

Lúcia Nascimento

Centros de Capacitação

INTERLAGOS
Av. Interlagos, 6.122
São Paulo (SP), CEP 04777-000

ITAQUERA
R. Gregório Ramalho, 12
São Paulo (SP), CEP 08210-430

PREVENÇÃO

Câncer de mama é grave problema de saúde pública

O câncer de mama, popularmente chamado de câncer do seio, representa um sério problema de saúde pública, principalmente no Ocidente, onde vem apresentando incidência crescente com altas taxas de mortalidade.

No Brasil, é o câncer que mais causa mortes entre as mulheres, superando o do colo do útero. O Ministério da Saúde estima cerca de 50.000 novos casos em 2005, com prevalência na região Sudeste (54%). Só o Município de São Paulo deve ser responsável por aproximadamente 6.000 registros novos este ano.

Sintomas e fatores predisponentes

O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres devido a sua alta freqüência e sobretudo pelos efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. Esse tipo de tumor é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima dessa faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente.

Os sintomas do câncer de mama palpável são o nódulo ou tumor no seio, acompanhados ou não de dor mamária. Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações ou um aspecto semelhante a casca de uma laranja, e nódulos palpáveis na axila.

Segundo o dr. Sérgio Simon, médico oncologista do Hospital Albert Einstein, de São Paulo (SP), a dieta ocidental moderna, com alto teor de gordura, a vida sedentária e a obesidade contribuem para o aumento do número de casos. A mulher que tem muito tecido gorduroso produz quantidade maior de hormônios. Existem enzimas nesse tecido que transformam o colesterol em hormônios femininos. Portanto, mulheres obesas têm nível maior de hormônio feminino circulante, o que as torna mais vulneráveis ao câncer de mama.

Além disso, são fatores predisponentes a reposição hormonal e a herança genética, responsável por 1% a 10% dos casos da doença.

Quanto maior o número de anos que a mulher ficar exposta à variação hormonal característica dos episódios da menstruação, maior risco corre de desenvolver a doença. Menstruação precoce e menopausa tardia estão associadas ao aumento do número de menstruações e, portanto, a mais tempo em que o estrógeno e a progesterona circulam pelo organismo. No passado, a mulher tinha dez ou doze gravidezes e conseqüentemente passava muitos anos sem menstruar. Hoje, ela tem um ou dois filhos, o que a torna mais vulnerável a variações hormonais importantes para o aparecimento do câncer de mama.

Ao longo da vida, o risco de uma mulher não obesa, que não faça reposição hormonal nem tenha histórico familiar da doença, gira em torno de 10%. Caso tenha mãe ou irmã com a doença, o risco sobe para 13%. Entretanto, se existem vários casos na família e se for detectada uma mutação genética em determinados genes, torna-se um risco altíssimo e a percentagem salta para 70% ou 80%.

Medidas preventivas

No início do século XX, quando começaram a ser realizadas as primeiras cirurgias de câncer de mama, as mulheres, em geral, procuravam o médico num estágio tão avançado da doença que inviabilizava a intervenção cirúrgica. Começou-se, então, a preconizar a importância do auto-exame.

Hoje, embora o auto-exame não deva ser abandonado, o interesse é diagnosticar precocemente o câncer numa fase em que nem a mulher nem o médico conseguem apalpar a lesão porque ela é ainda microscópica. Muitas vezes, o carcinoma é não-invasivo, está localizado num pequeno duto da mama e praticamente não apresenta risco, pois a chance de cura atinge 95% dos casos.

Para isso, é necessário estabelecer um programa rotineiro de mamografias (raio X da mama). Recomenda-se que a partir dos 40 anos mulheres que não apresentem fatores de risco nem história familiar da doença façam o exame a cada dois anos. A partir dos 50 anos até os 75 anos, porém, a mamografia deve ser repetida todos os anos. Depois dos 75 anos, o câncer de mama deixa de constituir risco significativo para a mortalidade da mulher idosa.

Em sua fase inicial, o câncer de mama aparece como pequenos focos de calcificação de aspecto muito sugestivo localizados dentro do duto mamário. À medida que o tumor cresce, vai adquirindo aspecto mais denso e a forma de uma lesão estrelada bastante característica.

A mamografia anual é indicada precocemente aos 25 anos para as mulheres que pertencem a famílias de risco. Devem fazer o exame também antes dos 40 anos as mulheres que apresentarem um nódulo ou outro qualquer sinal suspeito na mama.

É importante também que se faça exame clínico a cada seis meses.

Cistos mamários

Na grande maioria dos casos, o cisto mamário é uma lesão completamente benigna e consiste no acúmulo de líquido sem maior significado dentro da mama. É uma pequena bolha de água que pode ser esvaziada com uma agulha. O risco aumenta se existir uma parte sólida crescendo dentro dessa bolha, o que não costuma ocorrer com freqüência.

Filhos e amamentação

No passado, atribuía-se à amamentação a propriedade de diminuir o risco de a mulher ter câncer de mama. Hoje se sabe que se tal proteção existe ela é muito pequena. O que realmente pesa como fator protetor é o grande número de gestações uma vez que, durante a gravidez, a mama deixa de sentir os efeitos do ciclo menstrual.

Silicone

O risco de câncer de mama não aumenta com os implantes de silicone. O silicone pode apenas provocar uma doença reumática e dores articulares quando vaza da prótese.

Reposição hormonal

Nem todas as mulheres têm necessidade fisiológica de fazer reposição hormonal. Desaconselhada por motivos estéticos, é necessária para mulheres que apresentam alterações de comportamento, depressão e osteoporose, principalmente para aquelas em que a perda de cálcio pode implicar problemas graves no futuro como fraturas, dores, perda de altura, deformidades na coluna, pois os benefícios superam com vantagem o pequeno aumento no risco de incidência de câncer de mama.

Hormônio feminino

O câncer de mama também acomete os homens, porém é bastante raro. O motivo tem relação com uma das funções do hormônio feminino: manter as células do duto mamário em atividade, crescendo e produzindo leite. O hormônio feminino é, portanto, excitatório para as células da mama que, em certos casos, podem multiplicar-se desordenadamente. Como produz pouquíssimo hormônio feminino, o homem está menos sujeito a esse processo de excitação, embora não esteja livre dele. Em geral, os casos de câncer de mama masculinos estão ligados a fatores familiares.

Tratamento

O tratamento do câncer de mama evoluiu muito nos últimos anos. Há não muito tempo, retirava-se a mama inteira, o músculo abaixo dela, os gânglios todos da região axilar e a pele ficava ondulada sobre o gradeado costal, possibilitando distinguir com clareza a anatomia das costelas. Atualmente, com os diagnósticos cada vez mais precoces, é necessário apenas a retirada de pequenos fragmentos da mama e de alguns gânglios debaixo do braço. “Essa evolução no tratamento representou um grande avanço para a saúde da mulher e proporcionou melhor entendimento do processo da carcinogênese, isto é, do mecanismo que leva à transformação de uma célula normal em célula maligna”, esclarece o dr. Sérgio Simon.

Lúcia Nascimento

Fontes:
Site oficial dr. Drauzio Varella
http://www.drauziovarella.com.br/entrevistas/mama.asp
Instituto nacional de câncer
http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=336
Secretaria municipal da Saúde
http://www.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/saude/servicos/0017


NOSSOS TALENTOS

“Nasci de sete meses e precisei ficar na incubadora, o que causou um excesso de oxigenação e minha cegueira. Mas minha infância foi como a de qualquer outra criança e fiz muita ‘arte’. Certa vez, atirei um saquinho de leite na cozinha de casa, só pra ver que barulho fazia. De outra feita, meu alvo foi o telhado, que eu achava o lugar mais alto do mundo. Escolhi uma chave de bicicleta pra atirar lá em cima. Como eu não era suficientemente alto, a chave acertou a lâmpada da área de entrada. Mas a ‘brincadeira’ preferida era mesmo trancar meu tio e meu primo no banheiro.”

É assim que o Markiano da ADEVA, como é mais conhecido (Markiano Charan Filho é o nome de batismo) se apresenta para os leitores do Conviva. Hoje, com 41 anos de idade, continua muito brincalhão, um amigo de todas as horas, bom camarada, que divide seu tempo entre múltiplos interesses e algumas paixões, dentre elas, a Júlia, sua filha de 7 anos, e a ADEVA, onde é diretor-presidente.

“A ADEVA eu conheci por meio das suas circulares, que recebia em casa. A primeira vez que me encontrei com a Sandra (Maciel) foi num bazar promovido pela entidade, em 1979. Depois a procurei para um estágio, assim que terminei o colegial (ensino médio) técnico de processamento de dados. Tinha 19 anos.” Markiano estudou na Escola Técnica Federal de São Paulo, onde foi o primeiro aluno deficiente visual, e é graduado em Letras (língua e literatura inglesa) pela PUC-SP.

“Em 1983, me associei à ADEVA e fui a vários encontros de pessoas deficientes. Como tenho o hábito de anotar tudo em reuniões, logo me escalaram para ser o secretário.”

Ainda nesse ano, estagiou no Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (Daee). Em 1984, foi eleito diretor-secretário da ADEVA e, encaminhado por ela, começou a trabalhar na Cesp como programador trainee.

Assumiu os cargos de vice-presidente em 1986 e de 1990 a 1994, e de presidente em 1988 e de 1996 até os dias de hoje. “Como presidente, nunca atuei sozinho. As decisões são sempre tomadas em conjunto com os membros da Diretoria. Mas algumas realizações deixaram-me satisfeito, como a criação do jornal Conviva (1997). Os primeiros números em braille eram em papel termoforme, uma espécie de xerox, processo feito folha por folha, uma de cada vez. Lembro-me de várias noites e fins de semana ocupados com essa tarefa.”

Teve também a satisfação de ver aprovada a Lei nº 9.919, de 1998, garantindo o emprego das pessoas deficientes que trabalhavam em empresas estatais privatizadas.

Em 2000, então funcionário da Cteep, concluiu uma parceria com essa companhia para, com mais quatro colegas deficientes visuais, poder trabalhar em tempo integral no projeto da ADEVA. “Foi marcante, aquele 6 de outubro, quando o então governador Mário Covas assinou o Decreto nº 45.272, que autorizou o uso de salas da escola Marina Cintra para o Projeto Desenvolvendo Talentos. E mais feliz fiquei quando um ano depois (4 de outubro) inauguramos ali o Centro de Treinamento Mário Covas.” Outra inauguração importante, e que contou com a presença do governador Alckmin, foi a do Infocentro ADEVA em 2002, o primeiro para deficientes visuais.

“Administrar o Centro de Treinamento Mário Covas é uma tarefa de muita responsabilidade. Atendemos, em média, 650 usuários deficientes visuais por ano, imprimimos todo o material didático dos cursos que ministramos e recebemos diariamente estudantes, empresários, a mídia, órgãos públicos, o público em geral, da capital, de outras cidades e estados, interessados no nosso trabalho e em tudo que se refere ao deficiente visual. Felizmente, não faço isso sozinho. A vice-presidente, Sandra Maciel, e todos os membros da equipe são fundamentais nessa tarefa. Mas como tudo na vida é um aprendizado, aprendi muito e ainda há bastante para aprender. Tanto que sou candidato a presidente da ADEVA nas próximas eleições de agosto. Espero ser reeleito para dar continuidade a todo esse trabalho.”

Jogo rápido

Deus – É tudo em nossa vida.

O que mais gosta – Ouvir música, navegar pela Internet, ir ao cinema, ao teatro, ler, caminhar em parques, sair com amigos para jogar conversa fora num barzinho, viajar, conhecer pessoas, lugares novos e comer pratos típicos.

Hobby – Escrever. Tenho algumas poesias publicadas, mas gosto realmente de escrever crônicas. Pratico natação e arrisco umas partidinhas de xadrez. Também arranho um pouco de violão e flauta doce. Quando estou em casa, mesmo sozinho, faço algo pouco comum aqui em São Paulo: tomar chimarrão. Se encontro alguém que também gosta de tomar mate, aí fica muito mais agradável! Coincidência ou não, estou namorando atualmente uma gaúcha.

Cantores preferidos – Chico Buarque, Milton Nascimento, Phil Collins, The Beatles e Elvis Presley. Considero-me eclético em termos de música.

Um bom livro – Olga, de Fernando Moraes.

Religião – Católica

O amor – É a mola da vida.

Seu sonho – Dividir minha vida ao lado de um amor compreensivo e leal.

Uma frase – A vida é um dom de Deus e devemos aproveitá-la ao máximo.

Comida preferida - Gnoque e pudim de pão.

Para melhorar o mundo – Procurar interagir com as pessoas, de forma a poder ajudá-las.

Se fosse presidente por um dia – Investiria mais em educação e saúde.

Sobre o deficiente visual – A ADEVA representa para mim a possibilidade de ajudar outros deficientes visuais a conseguirem um espaço digno na sociedade, tal como aconteceu comigo. A conscientização do deficiente e do não-deficiente em relação à questão do preconceito e da discriminação deve ser bilateral, mas cabe a nós, deficientes, a obrigação de darmos o primeiro passo.


UM DIA INESQUECÍVEL

Ontem vivi uma situação inimaginável. Fui visitar uma cidadezinha na região das serras, nas proximidades de Campos do Jordão (SP). São Francisco Xavier é subdistrito de São José dos Campos. Pacatíssima a ponto de um ônibus de turismo, dessas excursões de um dia, tornar-se atração.

Visitamos um alambique, uma cachoeira etc., mas o que mais encantou, foi participar de uma roda de violeiros reunidos em frente ao Centro Cultural, na pracinha.

Ali vão chegando aos poucos, com o instrumento nas mãos e somando-se aos demais. Havia uma senhora e sua filhinha, de uns oito anos, ambas tocando e cantando com o grupo, num verdadeiro ritual de regagem e replantio das mais puras raízes do nosso folclore. Algo de emocionar.

Infelizmente, o tempo dessas excursões é curto. Este, então, foi curtíssimo, mas o que tornaria esse dia inesquecível para mim ainda estava por vir. Depois de almoçarmos, fomos visitar a fazenda que pertenceu a Monteiro Lobato, por herança do avô, de quem herdou também o nome, pois seu nome de batismo era José Renato, de que não gostava por rimar com rato, animal que ele detestava. As iniciais gravadas em dourado no cabo da bengala do seu avô e que mais tarde também seria sua, também fizeram com que ele adotasse o nome de José Bento, inclusive com o registro da alteração em cartório.

Depois de conhecermos a casa mais que centenária, com paredes de barro e esterco animal, de cômodos imensos, com teto e assoalho de madeira, cada um diferente dos demais ambientes, fomos dar uma volta pela fazenda. Após uma caminhada de uns dez minutos através de uma imensa área compartilhada por gansos, galinhas, gatos, cachorros, porcos e cavalos, todos, absolutamente livres, chegamos a um trecho de mata nativa de onde e para onde corre uma cascata quase gelada, cujo barulho das águas embala e leva, mata adentro, o pensamento e a imaginação da gente.

Não fossem as exclamações de admiração de quase quarenta pessoas, tenho absoluta certeza de que teria ouvido também a risada marota e os assovios do moleque saci que ele ouviu e soube tão bem transpor para os livros...

Dali, retornamos à casa grande onde a dona Lúcia, atual proprietária daquele paraíso, nos preparara uma surpresa ainda mais agradável que os bolos, doces, queijos, geléias e chás cheirosíssimos, tudo feito lá mesmo: numa das salas, também imensa, sentado num banco de madeira antiqüíssimo, com as costas apoiadas numa das paredes seculares, ouvi o próprio Monteiro Lobato, pela leitura do senhor José, contar-nos a emocionante história do "Jardineiro Thimóteo". Não consigo transmitir a sensação que senti naquele momento, naquele lugar mágico, naquela casa onde ele vive e completará 120 anos no ano que vem. Sabia que ele havia morrido em 1948, mas não é verdade! Estive com ele ainda ontem, 30 de setembro de 2001, à tarde!

Lothar Bazanella (texto escrito no dia seguinte ao passeio e que o autor quis dividir com os amigos, para “apenas compartilhar uma grande emoção”).


RECEITA

ARROZ DOCE*
Ingredientes:
2 xícaras de arroz
4 xícaras de água
2 copos de leite
4 colheres (sopa) bem cheias de açúcar
canela em pau
raspa de limão

Modo de fazer:

Lavar o arroz e colocá-lo para cozinhar na água. Quando estiver cozido, colocar o leite, açúcar, a canela em pau e pedacinhos da casca do limão. Deixar ferver durante 5 min. Se quiser mais úmido, acrescentar mais leite. Colocar em um pirex e polvilhar com canela em pó.

*Receita do curso de culinária da ADEVA, ministrado pela profª Yacopina Valdenini Resende


EM SÃO PAULO TEM...

Associação Paulista de Albergues da Juventude – Com a carteira de alberguista, é possível se hospedar em qualquer albergue nacional (mais de 70 hostels no país) ou estrangeiro (mais de 4.000 no mundo inteiro), pagando diárias, em quartos coletivos, que variam de 16 a 30 reais, no Brasil, e 10 a 40 dólares, no exterior. Não precisa ser estudante, nem de foto e não há limite de idade. Custo: R$ 35. Validade: um ano a partir da data de emissão, sem carência para utilização. Atendimento: Shopping Eldorado, av. Rebouças / Marginal Pinheiros, 2º subsolo, segunda a sexta, das 10h às 22h; sábado, das 10h às 18h.

Centro de Atenção Psicossocial – Unidade mantida pela secretaria estadual de Saúde há mais de 20 anos, que presta atendimento a adultos (a partir de 16 anos) com transtornos mentais (neuroses, psicoses, esquizofrenia). Conta com médicos, psiquiatras, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros e auxiliares de enfermagem. O tratamento inclui também a participação do paciente em programas de oficinas de marcenaria, artesanato, dança, teatro, cabeleireiro, costura, culinária, jardinagem. Enquanto durar o tratamento, recebem diariamente café da manhã, almoço e lanche da tarde. R. Itapeva, 700, Bela Vista, telefone: 11 3283-0005. Segunda a sexta, das 8h às 17h.

Assistência Jurídica – A seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), o Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) e o Projeto Educacional Capuano (PEC) mantém um escritório jurídico na Zona Leste da capital paulista para atender gratuitamente a população carente da região. O serviço é prestado por estagiários de Direito, sob a orientação da OAB-SP e oferece assistência em todas as áreas jurídicas. Segunda a sexta, das 13h às 18h, na r. Barão de Monte Santo, 426. Não é necessário agendar horário.

Bibliotecas com acervo em braille – Centro Cultural São Paulo, r. Vergueiro, 1000, Paraíso, tel.: 3277-3611, r/ 246; Bibliotecas Álvares de Azevedo e Pablo Neruda, pça. Joaquim José da Nova, s/nº, Vila Maria, tel.: 6954-3118 / 6954-2813; Presidente Kennedy, av. João Dias, 822, Santo Amaro, tel.: 5687-0513; Cassiano Ricardo, av. Celso Garcia, 4200, Tatuapé, tel.: 6192-4570; José Paulo Paes e Paulo Setúbal, av. Renata, 163, Vila Formosa, tel.: 6211-1508 / 6211-1507; Francisco Pati, r. Catão, 611, Lapa, tel.: 3672-0456; Biblioteca do Campus Senac, av. Engº Eusébio Estevaux, 823, Santo Amaro, tel.: 5682-7300.


DEFICIENTE VISUAL

Geane Claudino Pereira (aluna da ADEVA)

Sou deficiente visual, mas na capacidade
de vocês, eu sou igual. Capacidade de
lutar, trabalhar e vencer.

Nos estudos, no trabalho, no esporte
e no lazer.
Mostro a todos que querer é poder.
Tenho inteligência, competência e
dignidade, então me respeite e
me trate com igualdade!

Porém se com os olhos não posso
enxergar, com meus outros
sentidos a vida vou enfrentar.
Pois não sou uma planta
no vaso a vegetar.

Sou um ser humano que tem direito
de lutar, lutar pelos meus sonhos,
conquistar o meu lugar.
Meu lugar na sociedade
que vai ter que me aceitar, porque
sou quem sou, nunca vou desanimar!


DICAS DA GLENDA

Colesterol

Antes de conversar sobre o colesterol, é preciso falar sobre as gorduras.

Elas se subdividem em vários grupos, mas vamos considerar apenas dois principais: o das saturadas (considerada a gordura ruim) e o das insaturadas. De regra, em temperatura ambiente, a gordura saturada é consistente. As líquidas, comumente conhecidas como óleos, são insaturadas (geralmente de origem vegetal).

A maioria das gorduras saturadas é de origem animal, provinda de carnes, leite e derivados, gema de ovo e da gordura de frituras, mas também do óleo de coco, do óleo de palma, da manteiga de cacau. Isso porque, apesar do colesterol só ser encontrado em produtos de origem animal, os alimentos de origem vegetal podem fornecer substrato para a sua produção em nosso organismo.

Quanto às gorduras insaturadas, é preciso tomar cuidado com seu uso, pois a exposição a altas temperaturas, a hidrogenação – processo para deixar a gordura mais consistente – é prejudicial ao organismo.

Colesterol

O ser humano, como todos os animais, produz colesterol, um tipo de gordura fabricado pelo fígado e necessário para o funcionamento do organismo, importante por participar do revestimento das membranas celulares e por auxiliar na produção de ácidos biliares, de vitamina D, além de alguns hormônios.

O homem moderno, em função de rotinas sedentárias e do alto consumo de gorduras (substrato e de origem animal) aumenta consideravelmente sua dosagem de colesterol, acarretando uma sobrecarga no organismo. Em níveis elevados, o colesterol provoca problemas cardiovasculares – depositado nas artérias, causa sua obstrução e o “ataque do coração”, quando a obstrução ocorre em uma artéria que leva sangue ao cérebro, provoca o “derrame”.

Nos exames de sangue, o LDL (o colesterol ruim) deve estar sempre no mínimo. Quanto ao HDL (o colesterol bom), ao contrário, quanto maior o seu limite, melhor, porque é ele que “carrega” o colesterol ruim.

Para uma vida mais saudável, devemos ter uma alimentação rica em fibras, consumir frutas, verduras, reduzir a ingestão de carnes vermelhas, ter horários regulares para as refeições, evitar as gorduras e praticar atividade física de forma constante. Parar por muito tempo também aumenta o colesterol. Isso porque, nosso organismo, já acostumado a um certo ritmo, sente falta e gasta menos energia (calorias), enquanto continuamos comendo a mesma quantidade de alimentos.

Glenda Felippe Silva dos Santos, nutricionista (CRN 16863-P)


NOSSOS PARCEIROS

Logo Fundação VitaeUMA CONVIVÊNCIA DE LONGA DATA

Tudo começou em 1999, com o projeto Desenvolvendo Talentos da ADEVA. Enviado para a Fundação Vitae, teve aprovação e se concretizou em maio de 2000, com a compra de microcomputadores, impressora braille, softwares leitores de tela e a capacitação de instrutores para os cursos de informática. A Vitae é uma associação civil sem fins lucrativos, que apóia projetos nas áreas de educação, cultura e promoção social.

A ADEVA pôde então inaugurar seu primeiro centro de treinamento, na Praça da Bandeira, 61, e as turmas foram se sucedendo sem parar. Cerca de 150 alunos com deficiência visual receberam instrução em digitação, windows e word, internet e telemarketing nesse ano.

A parceria deu certo e teve continuidade. Mais uma vez em 2002, e novamente em 2004, o projeto Desenvolvendo Talentos recebeu aporte da Fundação “porque pudemos observar profissionalismo e dedicação ao trabalho”, segundo a assistente de projetos da Vitae, Rose Meire Litrenta.

A oferta foi ampliada com a inclusão dos cursos de vendas externas, culinária, português, inglês, matemática, educação para o trabalho, estenotipia e vários outros na área de informática.

No total, a parceria Vitae-ADEVA resultou em 1.000 atendimentos, focados na reciclagem e capacitação de deficientes visuais para o trabalho. “E nossa equipe sente-se honrada por ter cooperado com uma entidade que obteve crescente progresso ao viabilizar o ingresso de portadores de deficiência visual no mercado de trabalho”, declara Rose.

Infelizmente, o tempo da Vitae entre nós se aproxima do fim. Sua mantenedora é a Fundação Lampadia, de Liechtenstein, constituída em 1985 pelos acionistas do grupo Hochschild, que desenvolveu atividades econômicas predominantemente na América do Sul. E, como informa o gerente geral da Vitae no Brasil, Getúlio Carvalho, as últimas alocações de fundos acontecem este ano. No país, desde sua inauguração em 1985, as aplicações em promoção social somaram US$ 18 milhões; na área de educação, US$ 51 milhões; e US$ 33 milhões em cultura.

Sua presença vai deixar saudade, pois ultrapassou o investimento em dinheiro. A Fundação Vitae investiu, principalmente, crença no potencial de realização da pessoa deficiente. Além da ADEVA, beneficiou o Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), com a preparação, publicação e distribuição do Dicionário da Língua de Sinais Brasileira; o Instituto Brasileiro de Defesa dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (IBDD), no Rio de Janeiro, com a implantação de um centro de capacitação profissional; a Coordenadoria Executiva de Cooperação Universitária e de Atividades Especiais (Cecae) da USP e a Rede SACI, na promoção de informação e cooperação entre portadores de deficiência, profissionais, órgãos públicos, instituições de ensino e pesquisa, formadores de opinião, movimentos e entidades da sociedade civil.

À Fundação Vitae, obrigada!



SERVIÇO

O Conselho Municipal da Pessoa Deficiente (CMPD) realiza, no próximo dia 25 de junho, das 8h às 17h, o seminário Trabalho: um direito de todos, no San Raphael Hotel, Largo do Arouche, 150, Centro de São Paulo (SP).

O evento é aberto ao público em geral, mas há necessidade de inscrição prévia, pelo telefone: 11 3113-9674, com Arthur.


ADEVA EM FOCO

QUEM SE ENVOLVE, SE DESENVOLVE

A ADEVA é uma associação sem fins lucrativos. Os cursos e serviços que oferece são gratuitos, mantidos com a colaboração de sócios e parceiros. Junte-se a eles. Para doações, faça um depósito no Banespa, agência 0154, conta corrente 1303457-9.

ELEIÇÃO

A eleição para a escolha dos membros da diretoria executiva da ADEVA, gestão 2005-2008, acontece no próximo dia 20 de agosto, às 9h30, no centro de treinamento da rua da Consolação, 1.289 (2º andar).

A chapa apresentada pela situação tem como candidatos Markiano Charan Filho para diretor-presidente; Sandra Maria de Sá Brito Maciel, vice-presidente; Augusto Alves Filho, diretor financeiro; Carlos Norberto Gomes Corrêa, relações públicas; Maria Lúcia Nascimento, para diretora sócio-cultural; Márcio Ruiz Spoladore e Miryan Regina Berti Marcussi, diretores secretários, Sidney Tobias de Souza e Marisa Rodrigues Freitas de Souza, para diretores suplentes.

Às 11h30, tem início a Assembléia Extraordinária de atualização do seu estatuto para atender a exigências legais.

CAFÉ DA MANHÃ

A ADEVA ofereceu, dia 31 de maio passado, no Centro de Treinamento Mario Covas (r. da Consolação 1.289), um café da manhã a seus parceiros de longa e recente data – empresas, órgãos públicos e entidades da sociedade civil.

Essa foi a forma de agradecer a confiança que eles têm depositado no trabalho da entidade.

Todos receberam o certificado Empresa/Entidade Amiga do Deficiente Visual: Cteep, Microsoft do Brasil, Senai-SP, Instituto Recicle, Micropower, D’Espinola, o deputado federal Walter Barelli, deputado estadual Ítalo Cardoso, o Programa Acessa São Paulo, as secretarias estaduais de Emprego e Relações do Trabalho, da Cultura, de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento, de Educação e a secretaria Especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida.

REATCH

A ADEVA esteve presente na IV Feira Internacional de Tecnologias, Reabilitação e Inclusão, a Reatch 2005, que aconteceu no Centro de Exposições Imigrantes de São Paulo (SP), no mês de abril. Nos quatro dias de evento, seu stand foi visitado por 1.500 pessoas, deficientes visuais e não-deficientes, interessadas em conhecer os cursos que a entidade oferece, os softwares leitores de tela, a impressão em braille e a estenotipia, uma técnica que possibilita a digitação de grande número de palavras com pequena quantidade de toques.

SOLAR DAS ANDORINHAS

Associados, membros e funcionários da ADEVA estiveram juntos, no início de abril, no Hotel Fazenda Solar das Andorinhas, em Campinas, interior de São Paulo. Durante três dias, todos puderam desfrutar das delícias do lugar, do serviço cinco estrelas oferecido pelo hotel e, principalmente, da convivência entre amigos.


ANÚNCIOS

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Informações: 11 3667-5210 (Sandra) e 3151-5761 / 3151-4125 (Edvando)

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Conviva - Associação de Deficientes Visuais e Amigos - Adeva - Ano VI - nº 28 - maio/junho de 2005
Expediente - Jornalista responsável: Liane Constantino (MTb 15.185). Colaboradores: Celso de Oliveira, Laercio Sant’Anna, Lothar Bazanella, Lúcia Nascimento (MTb 29.273), Mara Alves, Markiano Charan Filho, Sandra Maria de Sá Brito Maciel, Sidney Tobias de Souza. Correspondência: Praça da Bandeira, 61, cj. 61- CEP 01007-020 - São Paulo (SP) - Telefone: 11 3151-5761 e 3151-4125 - Fax: 11 3151-3603 - E-mail: adeva@adeva.org.br Site: http://www.adeva.org.br Editoração: Fernanda Lorenzo. Revisão: Célia Aparecida Ferreira. Fotolitos e Impressão: cortesia Garilli Artes Gráficas Ltda. - Tel.: 11 6694-3288 - E-mail: garilli@garilli.com.br - Tiragem: 1.000 exemplares. Distribuição gratuita.