JORNAL

CONVIVA
Associação de Deficientes Visuais e Amigos - Adeva

Ano VI – nº 30 – setembro/outubro de 2005

EDITORIAL

INTERNET

ANOTE

NOSSOS TALENTOS

PREVENÇÃO

RECEITA

EM SÃO PAULO TEM...

NA REDE

NOSSOS PARCEIROS

CURTAS

ADEVA EM FOCO

ANÚNCIOS

EXPEDIENTE


EDITORIAL

Saber agradecer

Mestre verdadeiro é aquele que ajuda a esculpir nas almas as mais belas lições de sabedoria.

Verdadeiro professor é aquele que toma as mãos do homem, ainda criança, e o conduz pela estrada segura da honestidade e da honradez.

O verdadeiro mestre é aquele que segue à frente, sinalizando a estrada com os próprios passos, com o exemplo do otimismo e da esperança.

A perseverança da ADEVA e a sensibilidade da Unipro foram fatores determinantes para a concretização de uma parceria que viabilizou a formação da primeira turma de deficientes visuais para o curso de montagem e manutenção de microcomputadores.

A Unipro, uma empresa de S. Bernardo do Campo (SP), voltada para a educação de jovens (cursos profissionalizantes), não mediu esforços para tornar possível o que muitos sequer sonharam em realizar.

Sem dúvida nenhuma, o sucesso de uma grande empresa começa no momento em que seus dirigentes acreditam no verdadeiro potencial de seu produto. E isso ficou muito claro para a ADEVA quando foi procurada pela Unipro em 2005 para a confecção de uma apostila em braille que serviria a um de seus alunos que é cego.

O trabalho de impressão foi feito e a ADEVA solicitou uma reunião para conversar sobre a possibilidade de realizar um curso para portadores de deficiência visual.

O retorno foi rápido e a atenção que a ADEVA recebeu quando esteve em sua sede foi algo que jamais esquecerá.

Não demorou muito e uma turma foi formada, com 14 alunos, sendo 11 deficientes visuais e três videntes. E antes que alguém pudesse pensar em mais obstáculos, ali estava a Unipro realizando o curso de montagem e manutenção de microcomputadores.

Parece fácil, não é? Não só parece como se torna muito fácil, quando se deseja de verdade. Os mais sinceros agradecimentos aos verdadeiros mestres da Unipro: Miguel Pontes Leça (coordenador e supervisor), Alexandre Barbosa (professor), Anair Barbosa (monitora), Marli de Oliveira (diretora), Silmara Nallin (diretora), Debora Nelsohn (diretora).

A entidade certa, com a parceria certa, na hora certa. Foi isso que aconteceu, para felicidade de todos os envolvidos, que se beneficiaram grandemente com mais essa oportunidade, viabilizada por gente que acredita.

Sucesso, não existe outro caminho. Esse é o único caminho para vocês da Unipro.

Endereço: http://www.uniprocursos.com.br

e-mail: unipromiguel@uol.com.br

telefone: (11) 4124-7428

Márcio Ruiz Spoladore
Diretor da ADEVA

INTERNET

http//www.verbix.com - O site Verbix é uma dica para quem ainda se enrola com os verbos. O Verbix conjuga verbos online em 102 idiomas, fazendo a correspondência das palavras em diferentes línguas.


http://www.visitbritain.com.br/br
- Para quem gosta de viajar e conhecer novas culturas, vale a pena uma visita ao site do Departamento de Turismo Britânico. A página traz dicas de roteiros pela Grã-Bretanha, eventos que estão acontecendo em diversos países, ensina como economizar na viagem e indica links interessantes.


http://www.relnet.com.br
- O site Relnet, gerido pela Universidade de Brasília em conjunto com o Itamaraty, é o primeiro e mais importante site de referência para Relações Internacionais. Oferece gratuitamente notícias, resenhas, fórum de debates, webchat, links para outros endereços afins.


http://www.historiadobrasil.com.br
- Página direcionada para aqueles que gostam de história. Nesse endereço é possível encontrar todas as informações sobre o Brasil, desde o seu descobrimento, passando pelos regimes militares, até os dias atuais, com muitas curiosidades.

ANOTE

Nossos recomendados!

CÓDIGO DA VINCI – Um assassinato dentro do Museu do Louvre, em Paris, traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. Romance de Dan Brown. Ed. Sextante. 2004. Disponível para download no endereço http://www.supervirtual.com.br e para empréstimo na Biblioteca Braille do Centro Cultural São Paulo, r. Vergueiro, 1000, telefone: 11 3277-3611.


RÁDIO CULTURA FM - A Canção Francesa (apresentação de Cervantes Sobrinho), às 11h, Música Americana (com Vicente Adorno), às 11h30, e a Canção Italiana (com Sergio Casoy), às 16h, todos os sábados. Três programas que não se resumem em apresentar tão somente músicas de países diferentes do nosso, mas, sim, divulgar um pouco da cultura desses povos por meio da música.


ENCONTRO MARCADO – Programa de aconselhamento emocional, que discute as relações humanas e seus conflitos, procurando soluções. Sob a orientação do psicólogo Luiz Antonio Gasparetto, conta sempre com convidados e a participação interativa do auditório. Na RedeTV!, às 4ªs, 5ªs e 6ªs feiras, das 15h30 às 17h.

DOIS FILHOS DE FRANCISCO – História da vida da dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano, focada no sonho do pai, o lavrador Francisco, que quer fazer dos filhos músicos de sucesso. Direção: Breno Silveira. Com Ângelo Antônio, Dira Paes, Lima Duarte, Márcio Kieling, Paloma Duarte. Brasil, 2005. 120 min. Livre. Nos cinemas de todos os shoppings de São Paulo.

O FANTASMA DA ÓPERA – Musical de Andrew Lloyd Webber, que conta a história de um homem com o rosto desfigurado que se apaixona por uma das coristas e assombra as dependências da Ópera de Paris. Direção musical: Guy Simpson. Teatro Abril (av. Brig. Luis Antonio, 411, tel.: 6846-6000), 1500 lugares. De 4ª a 6ª: 21h; sábado: 17h e 21h; domingo: 16h e 20h. 150 min. Censura: 7 anos. Ingr.: R$ 65 a R$ 200. Até dezembro.

BATIDA DIFERENTE – CD inteiramente dedicado à bossa nova, basicamente instrumental, com os artistas Durval Ferreira (violonista de Os Gatos e do Tamba Trio, um ícone da bossa nova) e Maurício Einhorn. Guanabara Records, 2004.

O QUE EU VOU SER QUANDO CRESCER?

Secretária

Karollinne Salles (25) é mais um exemplo de que capacidade exclui qualquer preconceito. Formada em Letras, atua como SECRETÁRIA em uma empresa de pesquisa clínica, que estuda tudo que se refere a novos medicamentos.

Essa é uma área onde a maioria dos textos são em inglês ou espanhol e exigem, obviamente, o domínio dessas línguas. Além disso, pede um profissional responsável, centrado no que faz.

Karol, como é chamada pelos amigos, foi selecionada entre outros candidatos através do seu currículo, enviado via internet, onde consta sua deficiência visual (retinóide pigmentar). E isso não influenciou negativamente, pois sua formação acadêmica, que inclui um curso de informática na ADEVA, e capacidade profissional superaram a concorrência. “Me escolheram não para ocupar uma vaga reservada a deficientes físicos, mas porque tinha o perfil procurado pela empresa", completa.

Na contra-mão do alto índice de desemprego, Karol e sua irmã, Kléri, também portadora de retinóide, mostram que, para quem quer, é fácil transpor obstáculos. Karol trabalha das 12h às 18h e, no período da manhã, dá aulas particulares de inglês. Sua irmã (28) é psicóloga concursada e está ‘deslanchando’ na carreira.

Considera-se privilegiada por ter conseguido uma boa oportunidade no mercado de trabalho, porque “isso é muito difícil em função do preconceito que ainda existe, sim”, comenta. “As pessoas não têm conhecimento de nada que cerca o mundo dos deficientes visuais. Já participei de entrevistas de emprego em que me perguntaram, por exemplo, se eu ia precisar de um telefone especial”, ela acrescenta.

“Há muita ignorância a respeito da cegueira. O deficiente visual só não enxerga, de resto, tudo funciona normalmente. Rimos, choramos, sentimos raiva, carinho, amamos como qualquer outra pessoa. Mas eu não culpo as pessoas por isso. Acho que falta informação e também um contato mais próximo com os portadores de deficiência. Por isso, sou a favor da integração entre quem é e quem não é deficiente, para favorecer essa troca.”

“Nem sempre a culpa de guiar mal uma pessoa cega, por exemplo, é de quem se oferece. Muitas vezes cabe ao deficiente dar uns ‘toques’, dizer a melhor forma de se fazer isso. Já ouvi relatos de pessoas que foram ajudar um cego a atravessar a rua e acabaram ouvindo desaforo. Isso 'queima' nossa imagem; é como se todos nós, deficientes visuais, fôssemos mal-educados, indelicados. Claro que a gente não gosta quando alguém pega nosso braço e sai puxando, mas não custa nada dizer, ‘por favor, posso segurar no seu braço?’.”

Como qualquer jovem da sua idade, Karol curte a vida e tem suas preferências para as horas vagas. Gosta de estar em companhia da família, que considera a base de tudo, e dos amigos. “Adoro uma roda de violão e de ir a shows, principalmente de pop rock”, ela confessa. E, quando bate aquela fome, ela esquece as regras e diz que come tudo que faz mal à saúde: “hambúrguer, refrigerante, batata frita, pizza, etc.".

O segredo de sua vida feliz atribui a Deus, que “é a maior força positiva do universo", garante.

Mara Alves

SERVIÇO - O curso de Secretariado Executivo visa formar profissionais bacharéis com competência para promover e participar da melhoria do processo de gestão e desenvolvimento das organizações públicas e privadas. A profissão engloba diversidade de tarefas, domínio de vários idiomas, criatividade, iniciativa e sensibilidade. Voltado para as necessidades atuais do mercado de trabalho, garante a possibilidade de colocação profissional imediata. O curso é oferecido por diversas faculdades particulares, com duração variando de três a quatro anos, em nível de bacharelado.

PREVENÇÃO

Um transtorno que deve ser levado a sério

A síndrome do pânico ou transtorno do pânico é, certamente, uma das causas mais freqüentes de procura a psiquiatras e psicoterapeutas.

Ao longo da evolução da espécie humana, o cérebro desenvolveu sistemas fundamentais para responder a perigos próximos ou distantes que levem à destruição imediata do organismo. O pânico resulta da hiperatividade desse sistema cerebral que foi desenhado para produzir respostas imediatas ao perigo iminente.

É uma enfermidade que se caracteriza por crises absolutamente inesperadas de medo e desespero, que fazem com que a pessoa tenha a impressão de que vai morrer.

Quem padece de síndrome do pânico sofre durante as crises e ainda mais nos intervalos entre uma e outra, pois não faz a menor idéia de quando elas ocorrerão novamente, gerando tamanha insegurança que a qualidade de vida do paciente fica seriamente comprometida.

Se não tratada, pode evoluir para uma série de fobias, limitando a liberdade do indivíduo e podendo enclausurá-lo em sua própria casa durante décadas.

Sintomas

Segundo o dr. Márcio Bernik, médico psiquiatra e coordenador do Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo, os sintomas que o transtorno do pânico provocam são relativamente similares aos da ansiedade normal.

“Mas o que caracteriza o pânico é a forma abrupta e inesperada que eles aparecem e o fato de a crise atingir o ápice em dez minutos. Na verdade, bastam 30 segundos para o indivíduo ser tomado inexplicavelmente por tremores, taquicardia, falta de ar, mal-estar na barriga ou no peito, sufocamento, tonturas, boca seca, sudorese abundante.

Muitas vezes, tudo isso vem acompanhado da sensação de que algo trágico, como morte súbita ou enlouquecimento, está por acontecer. Nesses casos, é comum a pessoa ter uma reação comportamental de pânico e sair à procura de socorro. Aliás, a sala de espera dos prontos-socorros é um dos lugares onde o médico mais se depara com transtornos de pânico.”

Ansiedade antecipatória e agorafobia

A síndrome do pânico ocorre duas vezes mais em mulheres do que em homens, sendo sua maior incidência entre os 18 e 35 anos. É estatisticamente mais freqüente em indivíduos que tenham algum familiar que apresente o quadro.

A maioria dos pacientes tem a primeira crise entre 15 e 20 anos, desencadeada sem motivo aparente. Com o passar do tempo, as crises vão se repetindo de maneira aleatória. Não prever quando podem surgir novamente gera uma ansiedade chamada de antecipatória. A pessoa fica preocupada com o fato de que os sintomas possam aparecer numa situação para a qual não encontre saída nem ajuda, como dentro de elevadores, metrô, aviões, salas-de-espera de médicos e dentistas, congestionamentos de trânsito.

Se reagir de forma a evitar esses lugares, desenvolverá uma segunda doença, a agorafobia, quadro fóbico que se caracteriza por fugir de situações nas quais uma crise de pânico possa representar perigo, causar embaraço ou a sensação de se estar preso numa armadilha. Geralmente, sofre-se mais pela agorafobia do que pelo pânico em si. É o medo do medo. Alguns pacientes, depois de duas ou três crises, praticamente ficam presos em casa e, nos casos mais graves, não conseguem sair sozinhos.

A maioria das pessoas rapidamente desenvolve algum grau de limitação. Em geral, só conseguem ir trabalhar se puderem percorrer o mesmo caminho. Pegar um avião ou uma estrada congestionada num feriado é hipótese fora de cogitação.

Outra característica da agorafobia é que, uma vez estabelecida, não constitui uma fase passageira da doença e não se cura sozinha. Além disso, as crises não desaparecem com a idade. Começam quando a pessoa é jovem e se manifestam até a idade madura.

Evolução

O paciente típico é uma mulher, mas a doença também pode ocorrer com evolução e sintomas idênticos nos homens. Essa freqüência maior no sexo feminino é atribuída à sensibilização das estruturas cerebrais pela flutuação hormonal, visto que a incidência de pânico aumenta no período fértil da vida.

Geralmente, depois da primeira crise, ocorrem outras – duas a quatro por semana – que vêm e passam. A partir de então, num período que se estende de um até cinco anos, uma série de conseqüências começa a manifestar-se.

A pessoa tranqüila de antes se torna tensa por dois motivos especiais: a expectativa da próxima e inesperada crise e, paradoxalmente, porque a tensão protege contra o pânico. Se antes possuía uma personalidade relaxada e autoconfiante, fica insegura e leva uma vida mais restrita por causa da agorafobia que pode se instalar.

Diagnóstico

É fundamental verificar se o quadro de pânico é secundário a outras patologias. O hipertireoidismo, por exemplo, pode provocar sintomas muito parecidos com os das crises de pânico.

Uma vez afastadas essa possibilidade, é relativamente simples firmar o diagnóstico clínico do Transtorno de Pânico. Os sintomas são muito claros.

Deve-se, ainda, tentar fazer uma análise funcional para estabelecer as limitações que a doença acarretou a fim de estimular uma melhora na qualidade de vida do paciente.

Tratamento

Consiste em combinar os medicamentos e terapia comportamental. É mais eficiente, segundo o dr. Márcio Bernik, pois é muito penoso para o paciente adotar um programa comportamental baseado na exposição a situações que provocam pânico, sistematicamente, de forma gradual e progressiva, até que ocorra a dessensibilização (tratamento que visa a introdução de doses preventivas, experimentais e/ou curativas da doença).

A terapia de exposição baseia-se na capacidade de o ser humano habituar-se ao estresse. É como se assistisse a um filme de terror 15 vezes. Na primeira vez, os cabelos ficam em pé. Na segunda, como já sabe o que vai rolar e que vai espirrar sangue no teto, a reação é menos intensa. Na última, o filme não desperta mais nenhuma resposta emocional. Todavia, os pacientes aceitam melhor o tratamento e melhoram mais depressa se simultaneamente tomarem antidepressivos, medicação que se torna obrigatória para os 60% daqueles que têm depressão associada ao pânico.

Duração

Segundo o Dr. Márcio Bernik, deve ser mantido por seis meses no mínimo e idealmente por um ano. A melhora costuma ocorrer entre duas e quatro semanas, mas parece que as alterações biológicas demoram meses para desaparecer. Desse modo, se o tratamento for interrompido nos primeiros sinais de melhora, 80% dos pacientes vão sofrer recidiva (recaída na doença, quando já se entrava em convalescença) em quatro a seis semanas.
Com a sua experiência com pacientes com síndrome do pânico, ele lembra que um a cada três abandona o tratamento porque os efeitos colaterais aparecem no primeiro dia e a melhora, só duas ou três semanas depois. Há ainda a agravante de que as crises de pânico pioram nas primeiras 48 horas do tratamento com remédios. Ele procura manter os seus pacientes tomando remédio pelo menos por um ano, o tempo ideal para evitar uma recidiva precoce.

O pânico é mais recidivante do que a depressão. No entanto, o remédio que funcionou na primeira crise vai funcionar nas outras. De qualquer forma, é importante alertar os pacientes de que, em 80% dos casos, as crises podem voltar. Mas, se voltarem, os medicamentos serão os mesmos porque não induzem tolerância.

Atividade física e família

Além de fazer bem para todo o mundo porque é excelente para o condicionamento cardiovascular, o exercício físico provoca algumas sensações semelhantes às da síndrome do pânico. O Dr. Márcio lembra que é impossível fazer um exercício físico vigoroso sem sentir taquicardia, sudorese, perna bamba. Por isso, não se pode diagnosticar transtorno de pânico se os sintomas ocorrerem após atividade física extenuante.

Entretanto, experimentar essas sensações de pânico num contexto agradável, por exemplo, numa partida de vôlei ou num jogo de futebol, ajuda no processo de dessensibilização. Por isso, se não houver contra-indicações, exercícios físicos mais vigorosos representam uma forma de terapia de exposição às sensações internas que o pânico causa.

Como todas as doenças psiquiátricas, o pânico não dá pintas vermelhas no rosto como o sarampo nem febre alta. Por isso, é de importância fundamental a conscientização da família. O mal-estar que o paciente experimenta num congestionamento é muito diferente do desconforto que qualquer um possa sentir. Por outro lado, o excesso de compreensão pode favorecer a esquiva fóbica e a pessoa não sai mais de casa nem para ir à padaria. Na verdade, a agorafobia cresce com os bons cuidados. A família deve incentivar a atividade do doente, mostrando-lhe a importância de continuar indo à escola, ir ao clube, ir trabalhar e não pedir demissão, o que será melhor para sua auto-estima. “Repouso é bom para gripe. Para doenças crônicas como depressão e pânico, que muitas vezes a pessoa carrega pela vida afora, o pior é ficar em casa repousando. O certo é levar a vida o mais normal possível apesar das dificuldades”, alerta o psiquiatra.

Fontes: Site oficial Dr. Dráuzio Varella.
Disponível em:
http://www.drauziovarella.com.br/entrevistas/panico.asp


Acesso em: outubro 2005.

Instituto de Gestalt-terapia e atendimento familiar.
Disponível em:
http://www.geocities.com/HotSprings/
Oasis/8478/sindromedopanico.html

Acesso em: outubro 2005.

Lúcia Nascimento


NOSSOS TALENTOS

Ele conheceu a ADEVA quando tinha 18 anos de idade. “Fui office-boy na entidade”. Cego desde os 13 anos devido a uma inflamação intra-ocular (uveite), Sidney também já foi professor de Cobol pela ADEVA. Com múltiplos interesses, também fez parte do grupo de teatro amador formado em 2003 - “foi muito gratificante” - e sua atuação surpreendeu a todos na apresentação final, com casa cheia. Aliás, teatro é um dos seus hobbys, além das caminhadas em trilhas, em serras e montanhas.

Hoje, com 39 anos, casado e pai de dois filhos, Sidney Tobias de Souza não trabalha mais na ADEVA, mas continua por lá como um grande amigo e colaborador (faz parte da diretoria).

É analista de sistemas na Companhia de Processamento de Dados do Município de São Paulo, a Prodam, há 18 anos, responsável pelo sistema de arrecadação tributária.

Mas entrar na área de informática não foi fácil. “Na década de 1980, ainda não havia PCs e muito menos sintetizadores de voz. Ainda hoje é difícil fazer os cursos para atualização, promovidos pela empresa, pois os softwares normalmente não têm acessibilidade. É aí, então, que percebo a importância do trabalho da ADEVA, que oferece cursos pensando no deficiente visual, nas suas necessidades específicas. Recentemente, fiz lá os de Visual Basic e Delphi, contando com o suporte de sintetizador”, ele comenta.

Essa e outras dificuldades que enfrentou em decorrência da deficiência visual foram superadas “a partir do momento que eu aceitei a minha condição”, ele afirma. “Tudo ficou mais fácil, porque afinal não precisava esconder nada de ninguém; passei a agir com naturalidade e tem sido assim que as pessoas que convivem comigo agem: familiares, colegas de trabalho, da faculdade e meus irmãos de fé”, acrescenta.

“Evidentemente a cegueira impõe limitações, mas cabe a nós superarmos as dificuldades e expandir nosso espaço. Os obstáculos são como pedras e buracos numa trilha: ou você pula por cima deles ou, se não for possível pular, você os contorna.”

É o que ele vem fazendo. Este ano, conclui a faculdade de Administração de Empresas.

Jogo rápido

Signo – Irrelevante.

Cor – Azul.

Comida preferida – Arroz, filé e fritas, e muita salada.

Hobby - Trilha em montanhas e serras.

O que mais gosta na vida – Passar o tempo com minha família.

Um bom filme – A era do gelo (animação da Fox e Blue Sky Studios, 2002).

Um bom livro – O Velho e o Mar (Ernest Hemingway,1898-1961).

Estilo de música – Pop rock.

Cantor preferido – Herbert Vianna.

Sobre a deficiência visual – É algo com que aprendi a conviver.

Deus – É o soberano universal e ainda assim se importa comigo.

Religião – Testemunha de Jeová.

Família – Minha fonte de motivação.

Amigo – Importante para a vida.

Amor – Fundamental para a vida e para as relações humanas.

O que fazer para viver melhor – Valorizar a vida e não se prender a objetivos materiais.

Motivo para agradecer – Estar vivo.

Seu sonho – Ver a terra transformada em um paraíso.

Uma frase – “Só sei que nada sei.” (Sócrates, 470-399 a.C.)


RECEITA

GELATINA SOFISTICADA*

Ingredientes:
2 caixas de gelatina de pêssego
1 lata de pêssego em calda
2 xícaras (chá) de água quente
1 lata de creme de leite



Modo de fazer:
Dissolver a gelatina na água quente.

No liquidificador, colocar a gelatina dissolvida e 2 xícaras de chá de calda de pêssego, a lata de creme de leite e metade dos pêssegos em calda.

Bater bem, colocar em um pirex e levar à geladeira.

Antes de servir, decorar a gelatina já endurecida com o restante dos pêssegos e da calda.

*Receita do curso de culinária da ADEVA, ministrado pela profª Yacopina Valdenini Resende.

EM SÃO PAULO TEM...

COORDENADORIA DA MULHER – Órgão da Secretaria Municipal de Participação e Parceria, que coordena políticas públicas voltadas para o enfrentamento da violência contra a mulher. Oferece centros conveniados de atendimento psicossocial para mulheres em situações de violência e abrigo sigiloso a elas e seus filhos menores de 14 anos, quando em situação de risco de vida. Rua Líbero Badaró, 119, 7º andar, Centro, tel.: 3113-9766 / 3113-9765,
E-mail: coordenadoriadamulher@prefeitura.sp.gov.br

SOLAR DA MARQUESA DE SANTOS – Residência de D. Maria Domitília de Castro do Canto e Mello, que a comprou em 1843, alguns anos após ter rompido seu relacionamento com D. Pedro I. O solar era conhecido como Palacete do Carmo. Exposição permanente sobre a vida da Marquesa, mostras temporárias, arquivo de negativos de São Paulo em suas várias épocas, projeto da 3ª idade (com histórias da cidade e passeios culturais), serviço educativo para escolas públicas e atividades voltadas à preservação do patrimônio histórico e cultural. Rua Roberto Simonsen, 136-B, Pátio do Colégio, Centro, tel.: 3106-2218, 3ª a domingo, das 9h às 17h. Entrada franca.
MUSEU DO RELÓGIO – Cerca de 600 peças de várias partes do mundo compõem o acervo do museu, entre eles, relógios de sol, os primeiros modelos de relógios mecânicos e o que pode ter sido o primeiro relógio trazido ao Brasil pelos jesuítas na época da colonização (1532). Na categoria “relógios misteriosos”, há o tartaruga-relógio, que tem uma pequena tartaruga que bóia em um prato de água e indica as horas em escala no rebordo do prato, acionada magneticamente pelo mecanismo de corda dentro do vaso de mármore. Avenida Mofarrej, 840, Vila Leopoldina, de 2ª a 6ª, das 9h às 11h e das 14h às 17h30. Entrada franca.


DICAS DA GLENDA

CARBOIDRATOS II
Os carboidratos são substâncias orgânicas também chamadas de hidratos de carbono (carbo=carbono + hidrato/hidros=água). Isso porque existem dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio para cada carbono presente na molécula da maior parte deles, na mesma proporção existente na molécula de água.

Podem ser classificados em simples e complexos. Entre os simples, temos os monossacarídeos e os dissacarídeos, os açúcares, cuja propriedade importante é a solubilidade em água. Os complexos são os polissacarídeos amido, celulose e glicogênio, que são insolúveis.

Como os animais e o ser humano não têm capacidade de produzir os açúcares, eles têm que ser fornecidos ao organismo pelo consumo de vegetais, leguminosas, frutas, etc.

Os carboidratos monossacarídeos são a frutose (o açúcar das frutas), a glicose e a galactose. Os dissacarídeos são a lactose, encontrada no leite (na sua quebra, fornece a glicose e a galactose), a sacarose, encontrada na cana-de-açúcar e na beterraba (fornece glicose e frutose) e a maltose, encontrada no mate.

Quando os carboidratos são ingeridos junto com fibras, sua absorção ocorre de forma gradativa, isto é, um alimento fibroso vai demorar mais tempo no organismo do que um alimento que não tem fibras e carboidratos simples. As fibras (encontradas nos alimentos com casca, integrais e verduras) dão uma sensação de saciedade. Os carboidratos simples (dos doces, bolos e guloseimas), em compensação, são rapidamente absorvidos, aumentando a sensação de fome.

Para quem não tem restrição no consumo de açúcar de mesa, recomenda-se sua ingestão preferencialmente pela manhã, pois é nesse período do dia que se precisa de mais energia, o que favorece sua metabolização mais rápida, quase imediata. Ao contrário, consumindo doce antes de dormir, provavelmente ele será armazenado na forma de gordura no tecido adiposo do organismo. Portanto, à noite, os alimentos permitidos são os ricos em fibras, por terem uma absorção gradativa de carboidrato.

Então, para quem quer emagrecer, fica aqui uma recomendação: evite “assaltos” noturnos à geladeira.

Glenda Felippe Silva dos Santos, nutricionista (CRN 16863-P)

NOSSOS PARCEIROS

UMA PARCERIA COM MUITA ENERGIA

“Sinto-me extremamente feliz quando vejo ações que contribuem para o desenvolvimento econômico e social da comunidade e que proporcionam o verdadeiro exercício da cidadania”, declara o presidente da Transmissão Paulista, a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista – Cteep, prof. Sidnei Martini, referindo-se ao trabalho da ADEVA, em entrevista ao Conviva.

Aproveitando a oportunidade, fez um breve resumo da história da empresa e relembrou o início da bem-sucedida parceria com a ADEVA.

Conviva: Qual a origem da Cteep?

Prof. Sidnei: Tudo começou com a reestruturação do setor elétrico brasileiro e a separação das áreas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica das antigas concessionárias. A Cteep, criada a partir da cisão da Cesp, iniciou suas operações em 1º de abril de 1999. Em novembro de 2001, incorporou a Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica S.A. - EPTE, oriunda da cisão da Eletropaulo - Eletricidade de São Paulo S.A., resultando em uma empresa bem maior. Foi a partir dessa alteração que foi adotada a marca fantasia - Transmissão Paulista -, utilizando-se das palavras mais significativas da razão social da nova empresa e que indicam sua atividade principal.

Conviva: Qual a missão da Companhia?

Prof. Sidnei: É operar, manter, expandir e explorar sistemas de transmissão de energia elétrica com excelência na prestação do serviço, satisfação aos usuários, sustentabilidade ambiental e retorno adequado aos acionistas, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da comunidade. A Transmissão Paulista opera uma complexa infra-estrutura composta por mais de 11.800 quilômetros de linhas de transmissão que se estendem por todo o Estado de São Paulo, ultrapassando 18.000 quilômetros de circuitos. Tem 103 subestações. Toda essa operação é monitorada por um sistema integrado de coordenação, supervisão e controle do sistema elétrico. Esse complexo dispõe ainda de sistema próprio de telecomunicações. Para executar os serviços, a empresa conta com empregados de alto nível, preparados para atender as demandas de um mercado continuamente exigente.

Conviva: Como e quando o senhor ingressou na empresa e desde quando ocupa a presidência?

Prof. Sidnei: Iniciei minhas atividades em 18 de outubro de 1999, atendendo a um convite do secretário Mauro Arce (secretário estadual de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento) para presidir as duas empresas de transmissão de energia elétrica sob controle do Governo do Estado que existiam na época – a Cteep e a Epte. Uma das missões era fazer a unificação das duas empresas. Em 2001, a Cteep incorporou a Epte e, desde então, exerço a presidência da Transmissão Paulista.

Conviva: Como e quando começou a parceria com a ADEVA?

Prof. Sidnei: O projeto “Desenvolvendo Talentos”, da ADEVA, cujo objetivo é instrumentalizar e capacitar deficientes visuais por meio de atividades que promovam a sua habilitação ou reabilitação para inserção no mercado de trabalho, faz parte do Programa Cidadania, da Cteep, que reúne vários projetos na área da Responsabilidade Social. Desde 2000, mantemos essa parceria, com resultados muito satisfatórios. O Markiano Charan Filho e mais outros quatro funcionários deficientes visuais da Cteep respondem pela coordenação e execução das atividades e dos cursos oferecidos pela entidade. Em 2001, quando a ADEVA conseguiu, através de decreto estadual, a cessão de um espaço da Escola Estadual Profª Marina Cintra, para montar o “Centro de Treinamento Mário Covas”, a Transmissão Paulista colaborou, cedendo materiais e equipamentos especialmente destinados a essas atividades e auxiliou ainda na montagem e na adequação das instalações das salas de aula.

Conviva: Como vê o trabalho da ADEVA?

Prof. Sidnei: É gratificante ver a ADEVA, por meio dos seus centros de treinamento, oferecendo os mais diversos cursos, de leitura e escrita braille, telemarketing, vendas, estenotipia, educação para o trabalho, além dos cursos de informática, e promovendo também atividades culturais e de lazer. Sinto-me extremamente feliz quando vejo obras nessa linha, que proporcionam o verdadeiro exercício da cidadania. As pessoas têm a oportunidade de transformarem suas vidas, desenvolvendo-se e passando a colaborar para uma sociedade melhor. Isso para mim é a efetiva inclusão social.

Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista - Cteep, rua Bela Cintra, 847, Consolação, São Paulo (SP) – Brasil - http://www.cteep.com.br

Lúcia Nascimento

VINTE LIÇÕES

1. A cada duas horas de trabalho, no máximo, faça pausas de dez minutos. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.

2. Aprenda a dizer "não" sem sentir culpa ou achar que magoou alguém. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.

3. Planeje seu dia, mas deixe sempre um bom espaço para improviso, consciente de que nem tudo depende de você.

4. Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.

5. Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.

6. Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.

7. Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom-senso de pedir às pessoas certas.

8. Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os, porque são perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.

9. Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.

10. Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.

11. Família não é você: ela está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.

12. Entenda que princípios e convicções fechados podem ser um grande peso, a trava do movimento e da busca.

13. É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e com quem falar abertamente, próxima de você ou, no máximo, num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.

14. Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.

15. Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.

16. Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.

17. A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.

18. Uma hora de intenso prazer substitui, com folga, três horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.

19. Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.

20. Entenda, de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: você é aquilo que fizer de você mesmo.

Autor anônimo

SENABRAILLE

O Centro Universitário Senac sedia, entre 30 de novembro e 3 de dezembro, a IV edição do Senabraille, evento que promove o encontro de todas as pessoas e entidades interessadas em debater temas relacionados à deficiência visual.

Neste ano, as questões discutidas sobre a inclusão social do deficiente visual serão focadas nas áreas educacional, digital e profissional. Na programação, consta também a apresentação de trabalhos e pôsteres relacionados ao tema da inclusão social do deficiente visual.

O evento é gratuito.

Endereço: Centro Universitário Senac Biblioteca - Espaço Braille, Av. Eng. Eusébio Stevaux, 823, CEP 04696-000 São Paulo (SP), telefone: (11) 5682-7453 / 7458 / 7459

ADEVA EM FOCO

QUEM SE ENVOLVE, SE DESENVOLVE

A ADEVA é uma associação sem fins lucrativos. Os cursos e serviços que oferece são gratuitos, mantidos com a colaboração de sócios e parceiros. Junte-se a eles. Para doações, faça um depósito no Banespa, agência 0154, conta corrente 1303457-9.

CARTAS
Caro leitor, a equipe do CONVIVA quer conhecer você. Este espaço está aberto para receber sua opinião, sugestões de matérias, colaboração e críticas. Mande sua mensagem para o E-mail: liane@adeva.org.br. Será um prazer atendê-lo.

Parabéns! Além da reportagem falando dos "frutos" dos projetos, a edição toda (Conviva 29), está uma delícia e não consegui parar de ler. Sigam em frente: o trabalho de vocês é maravilhoso!

Abraços,

Rose Meire Litrenta, Assistente de Projetos
Vitae Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social


Obrigada pelo CONVIVA. Gostei muito. Parabéns a todos, pela ADEVA e pelo
CONVIVA!
Beijos,
Graça (Maria da Graça Maciel)


Parabéns pelo Conviva. Está muito bom!
Um abraço.
Lothar (Antenor Bazanella)

Oi, Liane
Fico contente de você sempre se lembrar de mim.
Beijão e obrigada.
Roseli (Cunha)

Querida Liane,
Jesus a abençoe.
Recebi o CONVIVA. Cada vez melhor, porque uma grande mulher está por trás da produção.
Abraço do,
Carlos (Norberto Gomes Corrêa)

DEMÔNIOS DA GAROA

Para comemorar seus 27 anos, a ADEVA (fundada em 9 de agosto de 1978) convida para um jantar no próximo dia 9 de novembro, no Bar Brahma, a partir das 20h.

Famoso ponto de encontro nos anos 50 e 60, o Bar Brahma retoma suas raízes com uma programação musical diária que inclui também cantores e grupos nacionais de tradição.

Os convidados da ADEVA terão o prazer de ouvir os Demônios da Garoa, grupo formado em 1943 e que está no Guinnes Book como o conjunto vocal mais antigo do Brasil em atividade.

Reservas e convites à venda com Sandra Maciel pelos telefones 3667-5210, 3106-5440 e 3101-7502.

*Bar Brahma: av. São João, 677, esquina com a av. Ipiranga, Centro, telefone: (11) 3333-0855.

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Expediente

Conviva - Associação de Deficientes Visuais e Amigos - Adeva - Ano VI – nº 30 – setembro/outubro de 2005

Jornalista responsável: Liane Constantino (MTb 15.185). Colaboradores: Celso de Oliveira, Glenda dos Santos, Lúcia Nascimento (MTb 29.273), Mara Alves, Márcio Spoladore, Markiano Charan Filho, Sandra Maciel, Sidney Tobias de Souza.

Correspondência: Praça da Bandeira, 61, cj. 61- CEP 01007-020 - São Paulo (SP)

Telefone: 11 3151-5761 e 3151-4125 - Fax: 11 3151-3603 - E-mail: adeva@adeva.org.br Site: http://www.adeva.org.br Editoração: Fernanda Lorenzo. Revisão: Célia Aparecida Ferreira.