Conviva
Associação
de Deficientes Visuais e Amigos - Adeva
Ano VII – nº 33– março/abril de 2006
EDITORIAL
CULTURA: patrimônio do povo
A cultura é um patrimônio que devemos valorizar
e proteger, pois o que caracteriza um povo é todo o
seu legado de conhecimentos.
Por mais que ignoremos este fato, cada um de nós é
construtor da cultura nacional e não apenas um simples
espectador. Afinal, uma das muitas de suas definições
diz que a cultura são “normas de conduta, crenças,
hábitos e valores de um povo, em um determinado local
e em um determinado momento histórico”.
Portanto, com a nossa conduta, nossas crenças, nossos
hábitos e valores estamos formando a cultura brasileira
do nosso tempo.
A Constituição Federal, promulgada em 1988,
ao tratar do tema Cultura, assegura, em seu art. 215 que “o
Estado garantirá a todos o pleno exercício dos
direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional,
e apoiará e incentivará a valorização
e a difusão das manifestações culturais”.
A Adeva, no decorrer de sua história, tem se pautado
por ações em consonância com o exposto
na Carta Magna, também em relação a essa
matéria. Convicta de que não devemos esperar
e nos contentar apenas com as ações governamentais,
apóia e incentiva as manifestações culturais
de seus alunos, colaboradores e associados.
Atualmente, mantém uma oficina de dança de salão,
às terças e quintas-feiras, das 14h às
16h, sob a orientação da profª Selma Silvestre,
e um grupo de canto coral, que se reúne às segundas
e quartas-feiras, das 17h às 18h30, sob a regência
do maestro Júlio de Brito, no centro de treinamento
da rua da Consolação, 1.289, 2º andar.
Abertas à participação de todos os interessados
e gratuitas, essas atividades são uma oportunidade
para quem quer fazer algo pela sua, pela nossa cultura.
Assim sendo, aqui fica nosso convite para que cada um dos
nossos leitores participe – escrevendo, dançando,
cantando, representando, criando – enriquecendo o nosso
patrimônio cultural.
O povo brasileiro agradece!
Sidney Tobias de Souza, diretor da ADEVA
INTERNET
www.vagalume.com.br
– Quem gosta de “soltar a voz” (mesmo que
na hora do banho apenas), tem neste endereço mais de
400 mil opções de letras (e cifras) de músicas
famosas e das que estão nas paradas de sucesso. A letra
pode ser copiada, impressa ou enviada por e-mail. Por meio
de um plugin para o Windows Media Player, pode-se também
ouvir a música e acompanhá-la com a letra que
aparece automaticamente na tela.
www.amigosdolivro.com.br/index.php – Um endereço
para estudo, pesquisa, divulgação e promoção
do livro e do hábito da leitura. Tem autores, editoras,
livrarias e sebos, gráficas, bibliotecas, grupos literários
e academias, prêmios e concursos, associações
literárias e culturais, noticias sobre o mercado e
o mundo do livro e serviços.
www.ibd.org.br
- Site do Instituto Brasileiro da Diversidade – IBD,
uma ONG que tem como foco a promoção de uma
cultura pró-diversidade no mercado de trabalho brasileiro.
Seus projetos e ações são desenvolvidos
em parceria com importantes entidades como o Instituto Paradigma,
Instituto Ethos, a Fundação Getulio Vargas –
FGV/SP, o Núcleo de Estudos da Mulher e Relações
Sociais de Gênero – Nunge/USP e o Centro de Estudos
das Relações do Trabalho e Desigualdade (Ceert).
www.meusalario.org.br
– Site criado pelo Departamento Intersindical de Estatística
e Estudo Socioeconômicos (Dieese) para que o trabalhador
brasileiro possa comparar seu salário com a média
internacional. O programa, coordenado pela Fundação
Wage Indicator, de Amsterdã, já existe no mercado
internacional (em 15 países) e foi iniciado pela Holanda
em 2000. No Brasil, o site está disponível em
fase experimental.
ANOTE
Nossos recomendados!
TODOS OS SENTIDOS – Programa de variedades, realizado
por e sobre pessoas com deficiência. Tem os áudios
legendados, usa a língua de sinais (Libra) e descreve
as imagens para que mesmo as pessoas com deficiência
possam acompanhar seus quadros. Produzido pela ONG Comunicação
Mulher (Comulher), pode ser visto na TV Universitária
(no horário da TV PUC/SP), canais 11 da NET e 71 da
TVA, a partir de maio.
NOITE
DE CHORINHOS & SERESTAS – Programa que apresenta
os inesquecíveis chorinhos e serestas brasileiros.
Domingo, das 21h à meia-noite. Rádio Tropical
FM 107,9 MHz.
VINÍCIUS
– Documentário em homenagem ao cantor e compositor
Vinícius de Moraes, que reconstrói sua carreira
em meio às transformações por que passa
o Rio de Janeiro, cidade onde ele nasceu em 1913. Direção:
Miguel Faria Jr. Elenco formado por uma grande variedade de
atores e músicos. Brasil, 2005. Nas locadoras, em VHS
e DVD.
JK – CD com as músicas da trilha sonora do seriado
sobre Juscelino Kubitschek (1902-1976), que foi presidente
do Brasil entre 1956 e 1961, apresentado pela TV Globo. São
vinte sucessos da MPB pré-bossa nova (anos 1950 e 1960),
interpretadas por Dick Farney, Tito Madi e Maysa, entre outros.
Som Livre, 2006.
RODRIGO
ENXERGA TUDO – Livro infantil, de Markiano Charan Filho,
ilustrado, impresso em tinta e em braille, conta a história
de um menino cego e sua maneira de “ver” o mundo.
Lançado pela Nova Alexandria, é o segundo livro
da editora direcionado ao público infantil que trata
de portadores de necessidades especiais e inclusão
social. À venda nas livrarias (R$ 28,00) e distribuição
gratuita da versão em braille na Adeva.
O MARIDO
VAI À CAÇA – Uma trama policial em tom
de comédia, do final do século XIX, escrita
pelo francês Georges Feydeau. A temporada no Tuca, em
São Paulo, estréia em maio. Com Christiane Tricerri
e Cacá Rosset. Teatro da Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo, o Tuca, rua Monte Alegre,
1024, Perdizes, tel.: 3670-8453.
CONVIVAWARE
Ele estava vermelho... batia com força nas teclas e
apertava compulsivamente os botões do mouse... Dava
a impressão que iria soltar um sonoro palavrão
ou chutar tudo o que estava a sua volta. Tudo por causa do
computador que não fazia o que ele desejava...
Qualquer semelhança desta cena com alguma vivenciada
por você, leitor, ou com algum conhecido, muito provavelmente
não é mera coincidência. Infelizmente,
muitas vezes perdemos a paciência com o computador por
não fazer o que queremos.
O grande problema é que ele não faz o que desejamos,
e, sim, o que mandamos, e é aí que está
a dificuldade... Nem sempre sabemos mandar. Tenho certeza
que inúmeras vezes o amigo leitor levou muito tempo
para realizar uma tarefa que, ao pedir um socorro a alguém
mais experiente, foi realizada rapidamente e em poucos cliques.
Isso acontece graças à experiência que
as pessoas vão adquirindo com o uso. Quanto mais convívio
com essa máquina maravilhosa, mais aprendemos e descobrimos
macetes e dicas para facilitar e dar maior produtividade às
nossas tarefas.
No intuito de proteger a saúde física de seu
computador, e preocupado com seu coração e nível
de stress, o Conviva, a partir do próximo número
trará dicas rápidas e simples de informática.
Não se preocupe caso seu conhecimento no manuseio do
computador seja pouco. O objetivo é trocarmos experiências
e dicas que possam ser úteis não só para
os “papas” da ciência da computação,
mas também para aquele que está se aventurando
no envio de seus primeiros e-mails.
Não pretendemos nessa coluna aprofundarmos os assuntos
técnicos, mas trazer dicas e esclarecimentos acerca
dos temas do momento, com dicas e comentários de técnicos
e leitores que tenha algo para nos contar.
Por isso, pedimos que sua dica ou descoberta interessante
seja enviada para laércio@adeva.org.br.
Teremos o maior prazer em divulgá-la. Compartilhe seus
conhecimentos!
Laercio Sant’Anna
O
QUE EU VOU SER QUANDO CRESCER?
"Até cortar os próprios defeitos pode ser
perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta
nosso edifício inteiro".
Esta frase da escritora Clarice Lispector ilustra bem a história
de Marianna Maester de Oliveira, 17 anos. O hábito
de enrolar páginas de jornal e revistas o tempo todo,
que irritava sua mãe – "ela não gostava
da bagunça que eu fazia na sala e reclamava, me mandando
limpar tudo e parar com essa mania" – em breve,
revelaria um talento, que nem ela nem ninguém imaginava
existir.
Um dia, Marianna viu em um programa de televisão uma
aula de cestaria em jornal – arte de criar cestas formadas
por tirinhas de jornal artesanalmente enroladas e coladas.
Apesar da enxergar bem pouco – nasceu com glaucoma e
foi perdendo gradativamente a visão –, Marianna
conseguiu entender parte do processo e, na base da tentativa
e do erro, acabou aprendendo a técnica. “Minha
família foi a primeira a reconhecer a qualidade do
meu trabalho", afirma.
Depois dessa primeira experiência, pesquisou alguns
cursos para aprimorar seu dom e se especializou em cestas
de todos os tipos e tamanhos. “Recebo encomendas da
família e de amigos e, em abril, recebi um pedido de
cestas de Páscoa pela internet, da Bahia. Fico muito
feliz em saber que minhas cestas são apreciadas”,
comenta.
Além de ser uma arte com retorno financeiro (uma cesta
para roupas, por exemplo, pode custar R$ 35,00), é
também terapêutica. Durante o período
de recuperação de uma delicada cirurgia no olho,
Marianna, proibida pelos médicos de fazer qualquer
atividade, conta que teria enlouquecido se não fosse
a possibilidade de passar o tempo fazendo cestas.
Atualmente, Marianna cursa o terceiro colegial no período
da manhã e dedica todo seu tempo livre à cestaria
em jornal. Como não poderia deixar de ser, sua paixão
é o artesanato, adora comer pizza e chocolate e tem
o sonho de enxergar.
Pretende cursar algum curso superior relacionado a artes e
seguir carreira aprimorando seu talento e técnica.
“Acredito que, em qualquer profissão, o segredo
do sucesso é estudar bastante e sempre se aperfeiçoar”,
ela afirma.
Mara Alves
Artes Plásticas – O curso forma profissionais
com preparo técnico e conhecimentos práticos
e teóricos que os habilitam às carreiras de
artistas, criadores e professores em áreas como escultura,
gravura, pintura e em campos afins. Os cursos gratuitos, em
nível de bacharelado e de licenciatura, são
oferecidos pela Escola de Comunicação e Artes
da Universidade de São Paulo – ECA/USP e a Universidade
Estadual Paulista – Unesp. Duração média:
quatro anos.
ESTIVE
LÁ E GOSTEI!
Tradição, arte e cultura. Onde? Bem pertinho,
a apenas 27 km da capital paulista, na estância turística
de Embu.
Fundada em 18 de julho de 1554, Embu é considerada
uns dos berços da arte nacional. Não é
sem razão, pois, desde 1920, pintores, escultores,
forjadores, entalhadores e ourives têm escolhido esta
cidade da Grande São Paulo para residir e/ou montar
ali seus ateliês.
Deu no que deu. Hoje ela é conhecida como Embu das
Artes, terra da dança, da música, da poesia
e do teatro. Essas manifestações podem ser vistas
e apreciadas no centro cultural, localizado no centro da cidade.
Aliás, antes mesmo de chegar no centro, na av. Elias
Yazbek, há cerca de 60 lojas especializadas em móveis
rústicos, em madeira maciça, para mobiliar do
dormitório ao jardim, tudo feito com muita beleza e
refinamento. Há também diversas galerias de
artes.
Mas talvez o que mais atraia os milhares de turistas que visitam
Embu nos fins de semana seja a feira de artes e artesanato
que, desde 1969, é realizada no centro histórico.
O trânsito das ruas N. Sra. do Rosário, Joaquim
Santana e da Igreja dos Jesuítas dá lugar a
milhares de artistas e artesãos com suas barraquinhas.
A feira
Tem bijuterias, vestuários, porcelanas, instrumentos
musicais, cestarias, rendados, utilitários e decorativos.
Tem de tudo, até estofados, onde confortavelmente descansei
um pouquinho depois de muito andar.
É possível também observar artistas construindo
suas obras ali mesmo na feira. E os preços... bem,
têm para todos os bolsos. Há peças de
R$ 0,50 a R$ 25.000,00.
Entre uma barraca e outra, é possível entrar
em um dos muitos antiquários e se encantar com peças
de grande valor histórico e artístico. Pode
também dar uma paradinha num dos barzinhos com música
ao vivo no meio da feira e curtir MPB, música andina
ou uma banda cover. Há também barracas de doces
e outras delícias. Eu provei e aprovei o gengibre cristalizado,
mas, cuidado, pois arde mais que a bala Halls extra forte.
Enfim o lugar é ótimo. Portanto, programe-se
e passe um dia agradável, em boa companhia.
Acessibilidade
Infelizmente, a acessibilidade é do tempo dos jesuítas,
fundadores da cidade. Não há guias, intérpretes
de Libras, banheiros acessíveis para cadeirantes e
tampouco folhetos de informações turísticas
em braille. Nem mesmo o site da cidade é acessível
(www.embu.sp.gov.br).
Como chegar
De carro – pela rodovia BR116, entre no km 279.
De ônibus – ônibus Engenho Velho, nas estações
Clínicas, Anhangabaú e Barra Funda do metrô.
Sidney Tobias de Souza
NOSSOS
TALENTOS
Além de professor, um mestre
Seu nome é Francisco Carlos Batista, ou melhor, prof.
Carlos, tem 37 anos e é um dos responsáveis
pelos cursos de informática da Adeva.
Quem quiser encontrá-lo, o endereço certo
é a sala nº 23, no centro de treinamento da
rua da Consolação, 1.289, 2º andar. De
segunda a sexta-feira, entre 8 e 12h e das 13h30 às
17h30, ele está sempre lá, à espera
dos seus alunos.
Gentil, bem humorado, de poucas palavras, mas precisas e
muitas vezes espirituosas, é um dos professores mais
queridos da Adeva. Ministra cursos básicos e avançados
de Windows, Jaws, Virtual Vision, Word, Excel, Access, Delphi
e também um treinamento específico para a
formação de instrutores de informática
para Deficientes Visuais (DVs).
Convicto da importância do seu trabalho, ele acredita,
e muito, no valor dos cursos de informática para
pessoas portadoras de deficiência visual, apenas com
uma ressalva. “Várias entidades oferecem cursos
e isso é bom; o único problema é que
geralmente o DV não tem como treinar, por não
possuir computador em casa, sendo forçado a fazer
o mesmo curso repetidas vezes, em escolas diferentes, para
não esquecer o que aprendeu”.
Participa do projeto Desenvolvendo Talentos desde que foi
iniciado em 2000. Mas conhece a Adeva há mais tempo.
Em 1994, “quando tive a necessidade de aprender a
programar, alguém (não me lembro quem) me
falou da Sandra Maciel, a atual vice-presidente”.
Foi procurá-la, teve aulas de Lógica de Programação
e Cobol e começou a trabalhar na área de informática
da Eletropaulo.
Depois disso, ainda fez o curso superior de Tecnologia em
Processamento de Dados, na Universidade Ibirapuera, entre
1992 e 1995, apesar de sofrer de doenças degenerativas
da retina desde o nascimento, que, com o passar do tempo,
foram se agravando. “Enxerguei com auxílio
ótico até os 17 anos, mas desde os 28 anos
não tenho nenhum resíduo visual”.
É casado há sete anos com a Leila, por quem
continua apaixonado, e eles têm um filhinho, o Gabriel,
de 3 anos.
Para conhecê-lo um pouco mais, siga as pistas do Jogo
Rápido.
Signo – Virgem.
Cor – Cinza, combinado com preto.
Comida preferida – As coxinhas de frango que a Leila
fritou ontem (25 de abril), acompanhadas daquele purê
que só ela faz.
Hobby - Atletismo. Um dia pratiquei, hoje, assisto pela
TV.
O que mais gosta na vida – Desfrutar do convívio
da família.
Um bom filme – Ghost - Do outro lado da vida (1990).
Um bom livro – O pequeno príncipe, de Antoine
de Saint-Exupéry.
Estilo de música – Música popular brasileira.
Música – Tudo que se quer, com Verônica
Sabino e Emílio Santiago.
Cantor e cantora preferido (a) – Caetano Veloso e
Elba Ramalho.
Sobre a deficiência visual – Uma oportunidade
de mostrar que o ser humano é capaz de superar qualquer
dificuldade que a vida lhe impõe.
Deus – Luz, em direção da qual devemos
caminhar sempre.
Religião – Serve para ajudar a encontrarmos
dentro de nós o Deus que na maioria das vezes procuramos
fora.
Família – O suporte que necessito para seguir
em frente.
Amigo – Aquele que oferece ajuda sem esperar que o
outro peça.
Amor – É dar a alguém, que não
conhecemos, aquilo que nos faz falta e não aquilo
que nos sobra.
O que fazer para viver melhor – Passear, conversar,
rir, cantar, ler, trabalhar, saber perder, saber ganhar
e não dar muita importância ao que tem pouca
importância.
O que faria se fosse presidente por um dia – Delegaria
poderes para quem o soubesse ser, pois eu não sei.
Motivo para agradecer – O fato de acordar vivo e com
saúde; a família maravilhosa e os amigos que
tenho; ter um trabalho e trabalhar no que gosto de fazer.
Seu sonho – Acordar e me dirigir para o meu local
de trabalho: um prédio de dez ou mais andares, onde
estariam reunidas, numa só, todas as entidades que
trabalham pelos DVs.
Uma frase – O que não serve para mim não
serve para o meu semelhante.
PREVENÇÃO
LEUCEMIA: câncer no sangue de causas desconhecidas
Leucemias são os cânceres da medula e dos glóbulos
brancos (leucócitos) de origem, na maioria das vezes,
desconhecida. Conhecido já na Grécia Antiga,
era chamada de “doença branca” por causa
da palidez extrema que provocava nos doentes. Até
poucas décadas atrás, era sinônimo de
morte. Mas, hoje, com o avanço das técnicas
de diagnóstico, o desenvolvimento de novos quimioterápicos
e a evolução dos transplantes de medula, esse
quadro vem mudando radicalmente.
A medula, conhecida popularmente por tutano, é o
local de formação das células sangüíneas.
Ocupa a cavidade dos ossos (principalmente esterno e bacia).
Nela são encontradas as células-mães
ou precursoras, que originam os glóbulos brancos,
os glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos)
e as plaquetas do sangue.
Os principais sintomas da leucemia decorrem do acúmulo
dessas células na medula óssea, prejudicando
ou impedindo a produção dos glóbulos
vermelhos (causando anemia), dos glóbulos brancos
(causando infecções) e das plaquetas (causando
hemorragias). Depois de instalada, a doença progride
rapidamente, exigindo tratamento imediato.
Os diferentes tipos de glóbulos brancos – neutrófilos,
linfócitos, granulócitos, eosinóflos,
basófilos, monócitos – são capazes
de produzir anticorpos, se deslocar pelos vasos sanguíneos
até locais onde há ferimentos, cercar e isolar
células mortas, microrganismos estranhos, e destruí-los.
Nas leucemias, eles se multiplicam desordenadamente, atingindo
quantidades até dez vezes maiores que o normal. Perdem
sua função e são incapazes de trabalhar
na defesa do organismo contra invasores microscópicos,
o que desequilibra todo o sistema, afetando inclusive a
produção de glóbulos vermelhos e das
plaquetas, responsáveis pela coagulação
do sangue.
Como existem vários tipos de glóbulos brancos,
existem vários tipos de leucemias. Elas se dividem,
primeiramente, em crônicas e agudas.
As crônicas têm progressão lenta e se
caracterizam pela multiplicação de células
maduras do sangue, porém anormais. Podem levar meses
ou até anos para se desenvolver, sendo mais comuns
em pessoas idosas, embora possam aparecer em qualquer idade.
Às vezes, nem apresentam sintomas, daí a importância
da realização periódica de exames de
sangue. As agudas, mais comuns em adultos jovens, se caracterizam
pela rápida proliferação de células
imaturas e por sintomas como anemia, hemorragias, maior
suscetibilidade a infecções, entre outros.
Exigem tratamento rápido e agressivo.
As leucemias se dividem também em linfocíticas
(aguda e crônica), quando atingem os linfócitos,
e mielogênicas (aguda e crônica), quando afetam
os mielócitos, que são as células-tronco
precursoras dos granulócitos, monócitos, plaquetas,
glóbulos vermelhos e eosinófilos.
A incidência da Leucemia Linfocítica Aguda
(LLA) varia de acordo com a região, sendo mais comum
nos países desenvolvidos. Nos EUA, há estudos
mostrando que ela incide com maior freqüência
na faixa da população privilegiada em termos
socioeconômicos, o que pode apontar para algum fator
ambiental ou comportamental em ação. Em grandes
centros especializados, como o Hospital do Câncer
de São Paulo (SP), os índices de cura de adultos
com LLA giram em torno dos 60% a 80%.
Em relação à Leucemia Mielogênica
Crônica (LMC), avanços nos estudos sobre a
genética do câncer, resultaram na droga, de
nome comercial Glivec, que mantém até hoje
o recorde da mais rápida aprovação
de um remédio pelo Food and Drug Administration (FDA)
americano, em razão dos bons resultados apresentados
por pacientes tratados com ela.
Sintomas gerais
Muitos dos sintomas das leucemias são comuns a outras
doenças e somente um especialista é capaz
de diagnosticar corretamente a doença e seu tipo.
Os mais comuns são palidez, resultante da anemia,
cansaço, perda de apetite, perda de peso, sangramentos
que demoram a coagular, inchaço ou sangramento das
gengivas, dores nos ossos ou nas juntas, aparecimento de
manchas roxas pelo corpo, como as que surgem quando levamos
uma pancada, inchaço dos gânglios linfáticos,
dores de cabeça e vômitos.
Tratamento
O tratamento dos diferentes tipos desse câncer tem
o objetivo de destruir as células leucêmicas,
para que a medula óssea volte a produzir células
normais.
A associação de medicamentos (poliquimioterapia),
o controle das complicações infecciosas e
hemorrágicas e a prevenção ou combate
da doença no sistema nervoso central (cérebro
e medula espinhal) vem resultando em um grande progresso
na obtenção da cura total. Para alguns casos,
é indicado o transplante de medula óssea,
embora, no Brasil, o grande problema ainda seja encontrar
um doador.
O tratamento é realizado em várias fases.
A primeira tem a finalidade de atingir a remissão
completa, ou seja, um estado de aparente normalidade, que
se obtém após a poliquimioterapia. Esse resultado
é conseguido entre um e dois meses após o
início do tratamento (fase de indução
de remissão), quando os exames de sangue e da medula
óssea (remissão morfológica) e o exame
físico (remissão clínica) não
demonstram mais anormalidades, não mais evidenciam
células leucêmicas. Caso se comprove que ainda
restam no organismo muitas dessas células (doença
residual), é preciso continuar o tratamento para
evitar recaída.
Nas etapas seguintes, o tratamento varia de acordo com o
tipo de leucemia (linfóide ou mielóide), podendo
durar mais de dois anos nas linfóides e menos de
um ano nas mielóides. São três fases:
consolidação (tratamento intensivo com substâncias
não empregadas anteriormente); reindução
(repetição dos medicamentos usados na fase
de indução da remissão) e manutenção
(o tratamento é mais brando e contínuo por
vários meses). Por ser uma poliquimioterapia agressiva,
pode ser necessária a internação do
paciente nos casos de infecção decorrente
da queda dos glóbulos brancos normais pelo próprio
tratamento.
Prevenção
Como as causas das leucemias são desconhecidas, não
há procedimentos reconhecidos de prevenção.
Portanto, manda o bom senso que se vá ao médico
pelo menos uma vez por ano e que se faça periodicamente
os exames clínicos básicos: de sangue, urina
e fezes.
Os sintomas iniciais de algumas leucemias se assemelham
aos de uma gripe comum, somados a cansaço, dores
nas juntas e ossos. Persistindo, deve-se procurar um médico.
Além disso, valem as recomendações
da boa saúde: alimentação variada,
rica em fibras, frutas, legumes e verduras, pobre em carnes
vermelhas e gorduras; distância de uma vida sedentária
(dedique pelo menos meia hora diária à prática
de exercícios físicos), do fumo e do exagero
na consumo de bebidas alcoólicas.
Fontes: Dra. Jane Dobbin, chefe do Serviço de Hematologia
do Hospital do Câncer I, unidade hospitalar do Instituto
Nacional de Câncer – Inca, do Ministério
da Saúde, http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=344
e Cristiane Gonçalves, assessora de imprensa do Hospital
do Câncer – AC Camargo, rua Professor Antonio
Prudente, 211, Liberdade, São Paulo (SP), telefone:
11 2189-5000, http://www.hcancer.org.br.
Lúcia Nascimento
RECEITA
TORTA
HOLANDESA*
Ingredientes
1 tablete de manteiga sem sal de 200 g
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
1 gelatina em pó sem sabor
3 colheres (sopa) de açúcar
Cobertura
1 barra de chocolate doce de 200 g
1 barra de chocolate meio amargo de 200 g
1 lata de creme de leite
Modo de fazer
Bater a gelatina dissolvida em água morna e todos
os outros ingredientes (a manteiga, o leite condensado e
o açúcar) no liquidificador.
Despejar em um pirex.
À parte, amolecer as barras de chocolate em banho-maria
e bater no liquidificador com o creme de leite. Despejar
essa cobertura sobre a massa do pirex.
Colocar para gelar no congelador ou no freezer.
Opcional
1 pacote de bolacha Maizena.
Molhar as bolachas no soro do creme de leite ou em licor
e arrumá-las entre a massa e a cobertura.
*Receita do curso de culinária da ADEVA, ministrado
pela profª Yacopina Valdenini Resende.
EM
SÃO PAULO TEM...
MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA – Dedicado à
celebração do português falado no Brasil,
é um espaço único no mundo, pois se trata
da primeira instituição totalmente dedicada
ao idioma natal de um país. Seus visitantes são
convidados a uma viagem sensorial pela língua, por
meio das mais diversas mídias e de módulos interativos.
Inaugurado em março deste ano, está instalado
na Estação da Luz (fundado em 1901), em São
Paulo (SP). Ingressos: R$ 4,00. Estudantes pagam meia, crianças
até dez anos e pessoas acima de 60 têm entrada
gratuita. Terça a domingo, das 10h às 18h.
PINACOTECA – O edifício da Pinacoteca, em estilo
neo-renascentista italiano, foi construído entre os
anos de 1897 e 1900, sob orientação do escritório
de Ramos de Azevedo, com o propósito de abrigar o Liceu
de Artes e Ofícios. Em 1901, passou a abrigar também
a Pinacoteca do Estado. Em 1905, foi inaugurado como o primeiro
museu de arte da cidade de São Paulo. Praça
da Luz, 2, Jardim da Luz, São Paulo (SP), telefone:
11 3229-9844. Ingressos: R$ 4,00. Estudantes pagam meia, crianças
até dez anos e pessoas acima de 60 têm entrada
gratuita. Aos sábados, a entrada é gratuita
para todas as idades. Terça a domingo, das 10h às
18h.
JARDIM DA LUZ - Inaugurado em 1798 como Jardim Botânico,
foi reformado e reinaugurado no fim do século XIX como
o primeiro jardim público da cidade de São Paulo.
Entre suas alamedas encontra-se o busto de Giuseppe Garibaldi,
obra do escultor italiano Emilio Gallore. Está localizado
na av. Tiradentes, em uma área de aproximadamente 20.000
m². As copas de suas grandes árvores abrigam uma
população remanescente de preguiças.
Há cerca de 40 espécies de árvores, e
sua vegetação é, na maior parte, constituída
de espécies exóticas. Aberto de terça
a domingo, das 10h às 18h. Entrada gratuita
NOSSOS
PARCEIROS
UMA ONG ECOLOGICAMENTE CORRETA
Parceiros desde janeiro de 2003, o Instituto Recicle e Adeva,
cada um à sua maneira, tem em comum a preocupação
com a qualidade de vida neste planeta.
O Instituto Recicle é uma Organização
Não-Governamental (ONG), sem fins lucrativos, fundada
em 2000, a partir do projeto Recicle Milhões de Vidas.
Criado pela dra. Maria Emília Gadelha Serra, em 1998,
o projeto tinha como objetivo promover a educação
ambiental e captar recursos para atividades sociais a partir
da reciclagem de lixo.
Sua grande aceitação e adesão pela
população paulistana resultaram na fundação
do Instituto Recicle Milhões de Vidas, que, em seus
primeiros cinco anos de existência, realizou diversos
programas sócio-ambientais.
Hoje, sob o nome de Instituto Recicle, pretende ampliar
sua atuação, tornando-se referência
em educação ambiental. Oferece programas de
coleta seletiva (implantação e gerenciamento),
palestras, treinamentos, eco-exposições, oficinas
de recicláveis, intervenção cênica,
faxina cidadã e diversos outros eventos. Seu principal
projeto continua sendo o Recicle Milhões de Vidas,
que reverte parte dos recursos financeiros gerados com a
venda dos materiais recicláveis para cinco entidades
filantrópicas. Também desenvolve um grande
projeto no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em parceria
com a Infraero, cuja verba é revertida para entidades
de Guarulhos (SP).
A parceria com a Adeva se deu por meio da Companhia de Transmissão
de Energia Elétrica Paulista (Cteep). Segundo Roberta
Palma, responsável pela área de comunicação
e relações institucionais, “quando a
empresa implantou o projeto Recicle em sua sede, a ADEVA
foi indicada como beneficiária do programa. Gostamos
tanto da entidade que acabamos inserindo-a como uma das
beneficiárias fixas. O trabalho que desenvolve é
um exemplo de cidadania e de responsabilidade. Os cursos
de capacitação dos deficientes para a inclusão
no mercado de trabalho são fundamentais e a ADEVA
consegue alcançar resultados incríveis. Esperamos
poder contribuir cada vez mais para que seus sonhos sejam
realizados”, conclui ela.
Lúcia Nascimento
QUADRAS
AO GOSTO POPULAR
Fernando Pessoa (1888-1935)
Se eu te pudesse dizer
O que nunca te direi,
Tu terias que entender
Aquilo que nem eu sei.
Voam débeis e enganadas
As folhas que o vento toma.
Bem sei: deitamos os dados
Mas Deus é que deita a soma.
Saudades, só portugueses
Conseguem senti-las bem,
Porque têm essa palavra
Para dizer que as têm.
Poesias.
Porto Alegre: L&PM Pocket, 1999.
ADEVA
EM FOCO
CAMPANHA
PELA NOVA SEDE DA ADEVA
Sua contribuição pode ser depositada no banco
Real – ag. 0196 – conta 3729443.
NOITE
DE AUTÓGRAFOS
O presidente da Adeva, Markiano Charan Filho, faz o lançamento
de seu livro infantil “Rodrigo enxerga tudo”,
impresso em tinta e em braille, no próximo dia 23
de maio, em noite de autógrafos, promovida pela editora
Nova Alexandria, a partir das 19h30, na Biblioteca da Fundação
Memorial da América Latina, em São Paulo (SP).
Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda,
São Paulo (SP). Entrada pelo portão 4.
CHURRASCO
A Adeva convida seus amigos, parceiros, associados e simpatizantes
a participar do churrasco beneficente, a partir das 13h
do próximo dia 27 de maio, no Lar São José,
à rua Apotribú, 64, próxima à
estação Saúde do metrô. Os convites
podem ser adquiridos com a Sandra Maciel, telefones: 3667-5217,
3151-4125 e 3151-3603.
PALESTRAS
A Adeva está oferecendo palestras in company para
empresas, escolas e qualquer outra instituição
interessada em temas como A magia do sorriso, Administração
do estresse, Etiqueta empresarial, Técnicas de apresentação
em público, Vozes que trabalham, O trabalho e o meu
valor, Deficiente Visual: mito e realidade. A proposta é
promover o desenvolvimento pessoal e profissional de empregados
e empregadores, bem como conscientizar a sociedade sobre
o potencial da pessoa portadora de deficiência. Para
agendar dia e horário, é só entrar
em contato, pelos telefones 11 3101-7502 ou 3106-5440, com
Sandra ou Márcio, ou pelo e-mail marcio@adeva.org.br.
O investimento pode ser abatido do imposto de renda de pessoas
jurídicas.
CURTAS
SEM ESTRESSE
A Prefeitura de São Paulo oferece, gratuitamente, à
população paulistana, práticas corporais
como tai chi chuan, lian gong, yoga, lien chi, i qui gong
e dança circular. As aulas são ministradas por
monitores do Núcleo de Medicina Tradicional Chinesa,
da Secretaria Municipal de Saúde, nos fins de semana,
em meio ao verde e o silêncio dos parques Buenos Aires,
Aclimação, Trianon, Previdência, na praça
Roosevelt e no Elevado Costa e Silva. Para mais informação,
ligue 11 3218-4000, ramal 4149.
DIREITO
À COTA EM MORADIA DA CDHU
A Secretaria de Estado da Habitação, por meio
da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano –
CDHU, destina 7% das moradias populares para pessoas com
algum tipo de deficiência, comprovada por médicos.
Além dos imóveis acessíveis às
suas necessidades, os beneficiados assumem prestações
de acordo com sua renda. Os critérios para pleitear
uma dessas moradias são: ter renda familiar de no
mínimo um e no máximo 10 salários mínimos,
ter família constituída (não pode morar
sozinho), residir ou trabalhar no município há
três anos e não possuir imóvel ou financiamento
habitacional no município ou estado. Para as pessoas
idosas (com idade acima de 60 anos), exige-se renda entre
um e cinco salários mínimos, podendo morar
sozinhas. Para mais informações, basta ligar
gratuitamente para 0800 7723633 (Disque Poupatempo), de
segunda a sexta-feira, das 6h às 22h, e, aos sábados,
das 6h às 17h.
PRAÇA
DA INCLUSÃO
A subprefeitura Jabaquara reinaugurou a praça Barão
de Japurá, na Vila Guarani, zona sul da capital,
agora transformada na primeira praça inclusiva da
cidade de São Paulo. Isso porque os acessos da calçada
para a praça foram rebaixados e os brinquedos (dois
balanços e um carrossel) ali instalados podem ser
utilizados também por crianças que possuem
necessidades especiais (cadeirantes), pois têm travas
metálicas e fitas de tecido que amarram as cadeiras
de roda. A Praça da Inclusão fica na Vila
Guarani, zona sul da capital.
LEI nº 8.213/91
A Lei federal nº 8.213, de julho de 1991, que obriga
as empresas a contratar pessoas portadoras de deficiência,
tem levado empresários de todo o país a "correr
atrás” desse tipo de mão-de-obra para
evitar multas e indenizações. O número
de contratados subiu de 601, em 2001, para 35,8 mil, no
final de 2005, só no estado de São Paulo.
Normatizada pelo Decreto nº 3.298/99, essa Lei estabelece
cotas para a contratação de portadores de
deficiência (cerca de 25 milhões de brasileiros,
segundo dados do IBGE em 2000). Dependendo do porte da empresa,
a reserva de vagas pode variar de 2% (para empresas com
mais de 100 e até 200 empregados) a 5% (acima de
1.001 empregados) do total de funcionários. As multas
estabelecidas pela Delegacia Regional do Trabalho –
DRT variam de acordo com o número de portadores de
deficiência não-contratados: o valor é
de R$ 1.101,75 por pessoa.
ANÚNCIOS
TELEMENSAGENS AMOR E CARINHO
Emocione a qualquer momento, em todas as ocasiões, de uma forma
diferente. Mensagens de bom dia, aniversário, reconciliação,
congratulações, românticas, de otimismo, de saudade
e para datas especiais. Ligue 4667-5848, com Edvando
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de textos em Língua Portuguesa
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CURSOS DE CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL
Informações e inscrições na ADEVA
Informações: 11 3667-5210 (Sandra)
e 3151-5761 / 3151-4125 (Edvando)
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http://www.garilli.com.br
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Expediente
Conviva
- Associação de Deficientes Visuais e Amigos -
Adeva - Ano VII – nº 33 – março/abril
de 2006
Jornalista responsável: Liane Constantino (MTb 15.185).
Colaboradores: Celso de Oliveira, Laercio Sant’Anna, Lúcia
Nascimento (MTb 29.273), Mara Alves, Márcio Spoladore,
Markiano Charan Filho, Sandra Maciel, Sidney Tobias de Souza.
Correspondência: Praça da Bandeira, 61, cj. 61-
CEP 01007-020 - São Paulo (SP)
Telefone: 11 3151-5761 e 3151-4125
Fax: 11 3151-3603
E-mail: adeva@adeva.org.br
Site: http://www.adeva.org.br
Editoração: Fernanda Lorenzo.
Revisão: Célia Aparecida Ferreira.
Fotolitos e Impressão: cortesia Garilli Artes Gráficas
Ltda. Tel.: 11 6696-3288 - E-mail: garilli@garilli.com.br
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Tiragem: 1.000 exemplares.
Distribuição gratuita.
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