EDITORIAL
O “ACHÔMETRO”
Parente muito distante do barômetro
e do fotômetro, o “achômetro” vem, cada
vez mais, se tornando popular e incorporando-se ao nosso dia-a-dia.
Ele vive no inconsciente (ou seria no consciente?) dos humanos,
não sendo um equipamento como seus primos mencionados. Muito
utilizado quando não se tem certeza do que se está
falando, confunde-se também com o desconfiômetro (ou
semancol).
Porém, é importante ressaltar a diferença entre
este último, o qual nasce em função do “achômetro”
e não a partir dele. Posso achar que este editorial tem uma
proposta incomum e, a partir daí, desconfiar que o texto
será ou não interessante. Também posso achar
que falo demais e me mancar de que tenho que me calar.
No primeiro caso, vemos que o “achômetro” é
fundamental nos dias atuais, pois não podemos acreditar em
tudo o que entra pelos nossos ouvidos ou que lemos como verdades
absolutas.
No processo de educação, por exemplo, educador e educando
devem juntos buscar o saber. Nesse caminho à procura de conhecimentos,
ambos encontram no “achômetro” a ferramenta necessária
para construir suas idéias e lutar pelos seus ideais. Particularmente,
penso que educar é substituir mentes vazias por mentes abertas.
Assim, entendo que achar é pensar. E quanto mais pensarmos
naquilo que apreendemos nas escolas mais estaremos construindo conhecimento
e caminhando para o saber. É bom desconfiar, mas pensar e
buscar a verdade é importante para não passarmos a
vida achando que isso ou aquilo seria ou não legal, ou ainda
que deveríamos ou não ter feito o que talvez nos trouxesse
felicidade.
No segundo caso, o “achômetro” nos faz refletir
sobre os nossos atos e, ponderando sobre eles, leva-nos a corrigi-los,
contribuindo para nossa evolução como seres humanos.
Ainda falando em educação, devemos sempre refletir
sobre o nosso papel de educador em busca da melhor didática
e metodologia no processo da aprendizagem e com relação
ao tipo de cidadão que estamos formando. Afinal de contas,
devemos ser os colaboradores, fornecendo dados e materiais, criando
situações para que os alunos reflitam. Uma pessoa
que não reflete sobre os seus atos e não busca o melhor
para si e para os seus não é dotado de “achômetro”.
Portanto, não pode desconfiar do bem ou mal e, muitas vezes,
não tem o semancol, acabando por tornar-se inconveniente.
Então, achar também é refletir e a reflexão
nos coloca como os filósofos dos tempos modernos. Os que
acham, desconfiam, pensam e, ao refletirem sobre o que ocorre consigo
e com a sociedade, acabam por discutir suas idéias com os
outros. Nesse processo, propomos mudanças, fazendo história,
baseados naquilo que achamos ser o melhor para nós e para
as gerações vindouras. Para que outros, por fim, no
futuro, possam achar, e achar, e achar...
Alexandre Barbosa é publicitário por formação
e educador por vocação. Atualmente, é aluno
do curso de pós-graduação em Docência
no Ensino Superior (FMU-SP), consultor de Tecnologias da Informação
(TI) da Unipro Cursos Profissionalizantes e professor de Rede de
Dados e Manutenção de Micros na Adeva.
INTERNET
http://www.einstein.br
– No site do hospital Albert Einstein, a seção
Espaço Saúde oferece orientação para
quem quer melhorar sua qualidade de vida. São informações
sobre dietas e alimentos saudáveis, sobre hábitos
prejudiciais à saúde e como corrigi-los, como prestar
os primeiros socorros e notícias atualizadas sobre as doenças
do momento.
http://www.freires.com.br
– Um site independente, sem propaganda nenhuma, de um publicitário
(Ricardo Freire), com roteiros comentados de 40 praias do Nordeste
e a promessa de mais um tanto para o litoral Sudeste e Sul do Brasil.
http://www.dominiopublico.gov.br/
– Endereço da biblioteca virtual (desenvolvida em software
livre), disponibilizada pelo Ministério da Educação,
que permite “baixar” clássicos da literatura
nacional (em língua portuguesa há mais de 700 obras)
e estrangeira, exibe telas de pintores famosos e onde também
se pode ouvir gratuitamente músicas em MP3 de alta qualidade.
http://www.dprf.gov.br –
Site da Polícia Rodoviária Federal onde é possível
cadastrar, no “Alerta”, o furto ou roubo de carro e
as informações serem repassadas, de imediato, para
todas as viaturas e postos do estado onde ocorreu o crime e também
para os estados vizinhos. Em uma delegacia normal a informação
demora até 36 horas para entrar no sistema.
ANOTE
Nossos recomendados!
MULHERES DO MUNDO – A idéia do programa é trazer
e compartilhar com os ouvintes o universo de vozes femininas das
mais distintas culturas e gerações. Apresentação
da compositora, cantora e violonista Badi Assad. Cultura FM, 103,3
MHz, aos sábados, às 15h30.
CINE BRASIL – Programa que apresenta o melhor da produção
cinematográfica brasileira, com a exibição
de filmes nacionais consagrados. Apresentação e comentários
da atriz Leona Cavalli. TV Cultura, toda sexta-feira, às
22h30.
BACH – CD duplo contendo a Cantata BWV 147, na qual aparece,
em dois momentos, o coro “Jesus, Alegria dos Homens”,
corais de Natal e oito motetos, obras da autoria de J. S. Bach,
tendo como intérpretes o Coro King’s College de Cambridge,
solistas, acompanhados pela Orquestra Academy of St. Martin-in-The-Fields,
sob a regência de Sir David Willcocks. EMI, 1972.
SUAVE É A NOITE – Romance do escritor norte-americano
F. Scott Fitzgerald, ambientado na Riviera Francesa, em fins dos
anos 1920, conta a história de Dick Diver, um jovem e brilhante
psiquiatra, cuja carreira é interrompida ao casar-se com
uma jovem rica e doente. Disponível para empréstimo
na biblioteca braille do Centro Cultural São Paulo, r. Vergueiro,
1000, telefone: 11 3277-3611.
O PEQUENO PRÍNCIPE – Peça infantil, adaptação
da história escrita em 1946 por Antoine de Saint-Exupéry,
que narra o encontro de um Pequeno Príncipe, vindo de um
lugar distante, com um aviador perdido no deserto. Estrelada por
Luana Piovani. Teatro Shopping Frei Caneca, à rua Frei Caneca,
nº 569, em São Paulo. Sábados e domingos, às
16h. Vendas de ingresso pelo telefone 11 3089-6999. Levando uma
lata de leite, paga-se meia entrada.
CONVIVAWARE
Talvez alguns leitores tenham ficado intrigados com o último
Conviva, onde iniciei esta coluna, pois, infelizmente, ainda é
comum a admiração diante da possibilidade de um deficiente
visual (dv) usar o computador. Pensando nisso, decidi fazer um breve
histórico, contando a trajetória de profissionais
com esse tipo de deficiência no mundo da informática.
Espero, assim, contribuir para desmistificar o assunto.
No início dos anos 1970, um engenheiro da Burroughs (hoje,
Unisys), acreditando no potencial de dois dvs, ministrou-lhes um
curso informal de programação de computador. O conhecimento
adquirido permitiu que fossem contratados como estagiários
pelo Serviço Federal de Processamento de Dados – Serpro.
Tornaram-se assim, os dois primeiros programadores cegos no Brasil,
conferindo à unidade do Serpro de São Paulo o pioneirismo
nesse tipo de iniciativa. Posteriormente, eles dois e o engenheiro
organizaram outro curso, que ofereceram a 13 deficientes visuais,
no Liceu Coração de Jesus, em São Paulo.
Três anos depois, em janeiro de 1973, mais outros profissionais
deficientes visuais foram introduzidos no campo da informática,
por meio de um curso de Assembler e Cobol, voltado para computadores
IBM e patrocinado pelo ITT (depois Control Data), com bolsas de
estudo oferecidas também a alunos de outros estados brasileiros.
Desde então, o Instituto Brasileiro de Integração
Social – Ibis e, alguns anos depois, a Adeva passaram a ministrar
cursos de informática a dvs, colocando no mercado de trabalho
os participantes que mais se destacavam.
É importante ressaltar que a colocação do profissional
cego no mercado de trabalho foi e continua sendo muito difícil,
pela falta de crédito do empresário em relação
a eles. Por isso, a maioria tem sido contratada por empresas públicas.
Dentre as empresas contratantes, pode-se destacar o Serpro (em alguns
estados), a Cia. Energética de São Paulo – Cesp,
a Cia. de Transmissão de Energia Elétrica Paulista
– Cteep, a Cia. de Processamento de Dados do Município
– Prodam (SP), a Sadia (SP), os Bancos Itaú (SP), Bradesco
(SP), Banrisul (RS) e Banco do Brasil (DF), a Serasa (SP), a Cia.
de Processamento de Dados do Estado de São Paulo –
Prodesp (SP), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
– IBGE (RJ), a Data Mec (RJ), a Cia. Hidro Elétrica
do São Francisco – Chesf (PE), a Dow Química
(BA), a Cia. Estadual de Energia Elétrica – Ceee (RS),
entre outras.
Com o avanço tecnológico e o surgimento da microinformática,
abriram-se novos campos de trabalho para o deficiente visual, que
encontrou no uso do microcomputador um grande aliado. Hoje, são
inúmeras as atividades para as quais o uso do microcomputador
é indispensável e nas quais esses profissionais podem
ter um excelente desempenho.
As dificuldades nas adaptações para o uso da microinformática
vêm sendo, na medida do possível, superadas, principalmente
pela divulgação da importância que ela agrega
ao profissional cego ou com alguma deficiência visual. Entidades
de/e/para cegos, como a ADEVA, e algumas empresas como a Fundação
Bradesco e a Prodam têm oferecido treinamento nessas novas
tecnologias. Isso permite a capacitação dos dvs para
o uso da informática nas diversas áreas onde o computador
se faz presente, não só no campo profissional como
também nas atividades da vida diária.
E o deficiente visual tem respondido positivamente a isso. Como
um profissional importante para esse segmento, vem participando
ativamente no desenvolvimento e na popularização da
informática.
Portanto, se há 30 anos foi possível ser um profissional
de destaque, atualmente, não há a menor dúvida
de que, para isso e muito mais, a questão se resume ao deficiente
visual ter oportunidade de mostrar seu potencial.
Laercio Sant’Anna
ESTIVE
LÁ E GOSTEI!
SÃO ROQUE, TERRA DO VINHO PAULISTA
Esta denominação não é à toa.
Afinal, desde sua fundação, cultiva-se uvas nessa
cidade de topografia bastante acidentada e montanhosa.
Com o passar do tempo, imigrantes italianos e portugueses cobriram
as encostas dos morros com vinhedos, instalaram suas adegas e transformaram
São Roque na "terra do vinho".
Com um ótimo clima serrano, paisagens belíssimas e
povo hospitaleiro, a apenas 60 km de São Paulo, a estância
turística de São Roque oferece aos visitantes opções
de lazer, com ar puro e muita tranqüilidade.
Até hoje, seus atrativos mais típicos são as
adegas pertencentes a tradicionais famílias de vinhateiros,
que formam o conjunto mais expressivo da indústria vinícola
do estado de São Paulo. Por meio de estradas rurais pavimentadas,
podemos visitar adegas com pontos de vendas, bom atendimento e uma
atrativa degustação, é claro! Em algumas adegas,
é possível ver de perto a produção –
tonéis, engarrafamento e o acervo de máquinas antigas
usadas na produção do vinho.
Na Estrada do Vinho, na altura do km 59 da rodovia Raposo Tavares,
provei e aprovei a alcachofra em conserva. Aliás, se você
decidir visitar a cidade, entre o final de agosto e novembro, poderá
fazer o roteiro gastronômico da alcachofra, realizado no período
da safra dessa flor comestível. É possível,
então, conhecer as plantações, comprar conservas
e alcachofras dos próprios produtores, além de saborear
os mais apetitosos pratos onde elas são o ingrediente principal.
Para quem gosta de pescaria, nessa mesma estrada, encontram-se vários
pesqueiros que oferecem, nos seus tanques fartos, espécies
como pacu, tilápia, tambaqui, carpa, bagre e outros.
Mas se você quiser ver São Roque do alto, então
não deixe de ir ao Ski Mountain Park, considerado o maior
centro de lazer de montanha do Brasil. São 320.000 m2 de
natureza e ar puro, a 1.000m de altitude. Lá você poderá
usufruir a pista de esqui, o circuito de arborismo (na minha opinião,
muito bem feito), o paintball e praticar montaria, por 15 reais
cada atração.
Descer de tobogã e subir de teleférico custa 6 reais,
mas se você decidir subir a pé, como eu fiz, economiza
a metade desse valor. Lá você encontrará também
playground, arco e flecha, mountain bike, churrascaria, casa de
chá, taverna, vinhateria, lanchonete, ou seja, diversão
para toda a família.
Para os mais ecológicos, há boas opções.
Por exemplo, o Morro do Saboó, com, aproximadamente, 1.000
metros de altitude, que se alcança através de trilha
com caminhada de nível médio, com vista privilegiada
de toda região do seu topo. Em dias claros, dá para
visualizar a cidade de Sorocaba, que está a 40 km de São
Roque. Lembre-se que roupa confortável e um bom par de tênis
são sempre apropriados para as trilhas.
Outra opção é a Mata da Câmara, a maior
reserva ecológica da região, reconhecida pela Unesco
como patrimônio da humanidade. Encontra-se numa área
verde de 54 alqueires de Mata Atlântica, repleta de mananciais
e habitada por esquilos, lontras, veados, entre outros animais selvagens.
Acessibilidade
O site da cidade, felizmente, é acessível –
www.saoroque.sp.gov.br.
Já, os demais itens de acessibilidade são do tempo
dos bandeirantes, fundadores da cidade. Não há guias,
intérpretes de libras, banheiros acessíveis a cadeirantes
e tampouco folhetos de informações turísticas
em braille.
Como chegar
De carro, pela SP 280, rodovia Presidente Castelo Branco, ou pela
SP 270, rodovia Raposo Tavares, ambas pedagiadas.
Sidney Tobias de Souza
O
QUE EU VOU SER QUANDO CRESCER?
Seu nome é Cláudia Regina Graça. Tem 27 anos
e é PSICÓLOGA graduada pela Universidade São
Marcos.
Há 5 anos, atua na área de recrutamento e seleção
da Aché, considerada a maior indústria brasileira
no ramo farmacêutico. Suas tarefas: toda a rotina de uma área
de seleção, inclusive entrevistas e triagem de currículos.
Declara-se feliz com sua profissão, principalmente porque
“a psicologia tem o intuito de promover a melhora e o desenvolvimento
do ser humano e nós, psicólogos, somos o instrumento
importante para a conquista desse objetivo, o que vem ao encontro
de minhas crenças pessoais”.
Se lhe perguntarem a receita para ser bem-sucedida pessoal e profissionalmente,
sendo uma pessoa cega, ela tem a resposta pronta – “não
existe uma fórmula; cada um tem dentro de si algo de muito
valioso, então, basta saber isso para se conquistar grandes
vitórias. Acredito que todo mundo enfrenta obstáculos;
não precisa ter uma deficiência para ser alvo de pré-conceitos,
por exemplo. A diferença está nas nossas atitudes
em relação a eles”.
Para ela, é importante também que as pessoas percebam
o deficiente visual como um ser humano como os demais: que tem defeitos,
qualidades e está longe de ser um super-herói. “Mas
também está longe de ser mera vítima de uma
deficiência, sem qualquer capacidade ou atributo que lhe permita
ter uma vida absolutamente normal, com algumas adaptações,
é claro!”
Graça possui deficiência visual ocasionada por retinose
pigmentar. Até os 15 anos, tinha visão subnormal –
enxergava, mas sem muitos detalhes. “Esse resíduo de
visão foi muito precioso, porque me proporcionou uma memória
visual fantástica, dos objetos, lugares e pessoas, que hoje,
sem ele, me auxilia em tudo o que faço”.
Esse tudo inclui passear, namorar, viajar, conhecer novas pessoas,
dançar, amar tudo que envolve música – “já
cheguei até a fazer parte de alguns corais, o que me proporcionou
muito prazer”.
E, por ser muito curiosa, Graça está sempre fazendo
algum curso, assistindo palestras, o que “acaba sendo um divertimento,
porque estar em contato com tudo aquilo que ainda não conheço,
sejam pessoas ou lugares, me interessa muito e me deixa alegre”.
Atualmente, é pós-graduanda em psicologia junguiana
pela Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo
e Centro de Ensino Superior de Homeopatia (Facis-Ibehe).
PSICOLOGIA – É o estudo dos fenômenos psíquicos
e do comportamento do ser humano, por meio de análise de
suas emoções, idéias e valores. O psicólogo
pode atuar em empresas, escolas, creches, órgãos públicos,
consultórios, hospitais, ambulatórios, centros de
saúde, em ONGs, e suas atividades são amplas: orientação
vocacional, psicologia social, esportiva, educacional, hospitalar,
jurídica, organizacional. O Instituto de Psicologia da Universidade
de São Paulo (pioneira no ensino superior de psicologia no
país) oferece 70 vagas para um curso de oito a dez semestres
em período integral.
NOSSOS
TALENTOS
DE ALUNO A DIRETOR: UMA HISTÓRIA DE DEDICAÇÃO
Márcio Ruiz Spoladore (41) é diretor da Adeva e um de
seus professores mais atuantes. Contudo, ele começou sua trajetória
no papel de um aluno incrédulo.
“Certo dia, minha esposa ouviu que uma entidade estava oferecendo
curso de informática para deficientes visuais (dvs). Achei
uma loucura, pois acreditava que dv não podia usar computador.
Mesmo assim, fui até lá. Infelizmente, a instrutora
voluntária não estava mais dando aula. Logo em seguida,
alguém me falou sobre a ADEVA. Sem pensar muito, liguei para
a Sandra (Maciel) e fiz minha inscrição em um dos cursos
oferecidos. Foi aí que descobri que deficiente visual pode
ser muito bom nisso.”
Daí para diante, foi um progresso só. “Lá
estava eu na ‘cegolândia’ e o mundo voltou a sorrir
pra mim.” Ele fez quase todos os cursos, sempre se esforçando
ao máximo, o que lhe rendeu um convite para dar aula –
de Excel. “Tremi um pouco, mas aceitei o desafio. Durante as
primeiras aulas fui monitorado pelo meu mestre, o prof. Carlos, mas
logo ele saiu para curtir suas merecidas férias e eu concluí
o curso com êxito.”
“Aprendi logo a amar o trabalho da Adeva, pois representava
uma oportunidade de impedir que injustiças como a que ocorreu
comigo se repetissem.” Casado há 21 anos com a Neuza
(“uma bela moça”), tem dois filhos (“maravilhosos”),
o Ricardo (19) e o Bruno (14), Márcio iniciou sua vida profissional
na área de Recursos Humanos, onde atuou por mais de 20 anos.
Mas, em razão da progressão de sua deficiência
visual “e por insensibilidade de um empresário”,
foi colocado fora do mercado de trabalho. “Abatido, pensei que
minha vida não teria mais sentido. Da noite para o dia, lá
estava eu, em casa, curtindo um tédio terrível.”
Desde criança, ele tem uma doença degenerativa da retina,
irreversível, que prejudica a parte central da visão.
Com apenas um resíduo visual na parte periférica, isso
lhe traz alguns transtornos: “tenho muita dificuldade para ler,
reconhecer pessoas e me locomover à noite”, o que não
o impede – “nem eu mesmo sei como” – de fazer
muitas coisas que as pessoas que enxergam fazem.
Hoje ele ministra aulas de informática, dá palestras
de conscientização, auxilia na administração
da Adeva, coordena projetos e eventos, trabalha na colocação
profissional de deficientes visuais e, o que é mais importante,
ajuda os deficientes visuais em sua integração na sociedade.
“Faço tudo com tanta força e amor que, às
vezes, sinto que gastei toda minha energia e fico simplesmente zerado.
Mas quando fico sabendo que um deficiente está integrado, minhas
forças são renovadas, minha felicidade aumenta e passo
a querer realizar cada vez mais. De vez em quando, sinto que preciso
pisar no freio, pois tenho tantos planos para a ADEVA que temo não
dar conta de tudo que penso fazer. O problema é que meu freio
anda falhando.”
JOGO RÁPIDO
Signo – Escorpião.
Cor – Azul.
Comida preferida – Pizza, chocolate e sorvete.
Hobby – Brincar com meu filho mais novo, o Bruno.
O que mais gosta na vida – Estar com minha esposa, meus filhos
e com meus amigos da ADEVA.
Um bom filme – Constantine, com Keanu Reeves.
Um bom livro – Operação Cavalo de Tróia,
de J.J. Benitez, editora Mercuryo.
Estilo de música – Rock.
Música – Relicário, do Nando Reis.
Cantora preferida – Alanis Morissette e Cássia Eller.
Cantor preferido – Nando Reis.
Bandas: Beatles e Iron Maidem.
Sobre a deficiência visual – Limita, mas não impede.
Deus – Somos Nós e tudo o que nos cerca.
Religião – Paz.
Família – São aqueles que me amam de verdade,
independentemente do DNA.
Amigo – São aqueles que nos ajudam nas horas difíceis.
Amor – Único caminho.
O que fazer para viver melhor – Valorizar as coisas mais simples
da vida.
O que faria se fosse presidente por um dia – Determinaria a
construção de casas populares para toda a população
sem teto e daria um edifício para a ADEVA.
Motivo para agradecer – O amor de minha esposa, filhos e amigos.
Seu sonho – Viver num mundo justo e fraterno.
Uma frase – Se a gula é um pecado, o inferno deve ser
ótimo pra fazer churrasco.
RECEITA
BOLO DE FUBÁ COZIDO
Ingredientes
2 xícaras de fubá
2 xícaras de açúcar
2 xícaras de leite
100 g de manteiga
4 ovos
1 pires de queijo meia cura
1 colher (sopa) de fermento em pó
uma pitada de sal
cravo e canela em pau
Modo de fazer
Colocar o fubá, o açúcar, o leite e a manteiga
em uma panela e levar ao fogo para cozinhar até que solte
do fundo.
Deixar esfriar.
Adicionar as 4 gemas e o queijo meia cura ralado.
Por último, misturar a essa massa as claras batidas em neve
e o fermento em pó.
Levar ao forno em forma retangular de tamanho médio.
PREVENÇÃO
Câncer de próstata: uma doença letal
A próstata é uma glândula, localizada na saída
da bexiga, por onde atravessa a primeira porção da
uretra, canal que leva a urina da bexiga para o meio externo. Ela
contribui para a formação do líquido seminal,
que é a maior parte do líquido liberado junto com
a ejaculação. Pode-se distinguir nela uma porção
glandular e central, que é por onde passa a uretra, e outra
predominantemente fibrosa, que envolve a glândula, chamada
de cápsula.
O câncer que a acomete – segunda causa de óbitos
por câncer em homens, superado apenas pelo de pulmão
– produz aumento tumoral da própria glândula,
pela ação hormonal da testosterona (hormônio
produzido principalmente pelo testículo) e ocasiona, geralmente,
uma obstrução da uretra prostática (que atravessa
a próstata), com diminuição do jato da urina
e dificuldade para urinar.
A célula cancerosa possui um comportamento que não
respeita as características de uma célula normal.
Ela não sabe quando deve parar de se multiplicar e invade
órgãos que estão localizados na sua vizinhança.
Na maioria dos casos, o tumor apresenta um crescimento lento, de
longo tempo de duplicação, levando cerca de 15 anos
para atingir 1 cm³. Acomete homens acima de 50 anos de idade
(80% dos casos) e tem maior incidência na raça negra.
Não se sabe ainda com exatidão a causa. Pesquisas
sugerem uma combinação de fatores hormonais e genéticos,
além de hábitos alimentares errados e condições
ambientais inadequadas.
Fatores de Risco
Dieta rica em gorduras e pobre em vegetais e frutas, o que baixa
as defesas do corpo contra o câncer; vida sedentária,
isto é, falta de exercícios físicos regulares
e peso acima do normal; e hereditariedade.
Sintomas
A maior parte dos cânceres de próstata cresce lentamente
e sem apresentar sintomas. Com o decorrer do tempo, pode surgir
dificuldade para expelir a urina, um jato urinário fraco
ou o aumento do número de micções. Esses sintomas
são comuns também nos casos de crescimento benigno.
Desse modo, a presença deles não indica, necessariamente,
a existência de câncer, mas exige, no mínimo,
uma avaliação médica.
Exames
Para o diagnóstico da doença, são recomendados
diversos tipos de exames. O PSA deve ser feito anualmente, a partir
dos 45 anos, por meio de um exame de sangue. Ele mede a quantidade
de antígeno prostático específico (PSA, sigla
em inglês), ingrediente do sêmen, que, se muito elevada,
de acordo com a idade, pode indicar anormalidade no órgão,
como também câncer de próstata.
O toque retal deve ser realizado uma vez por ano pelo médico.
É indolor e rápido, podendo indicar a presença
de alguma área irregular ou anormalidade e também
detectar o câncer em homens que ainda apresentam níveis
normais de PSA.
O ultra-som transretal aponta tumores pequenos ou localizados em
áreas da próstata, não alcançadas pelo
toque retal.
A biópsia consiste na retirada de uma amostra de tecido de
várias partes da próstata para confirmar a doença
e saber em que estádio se encontra. Após o diagnóstico,
se confirmada a presença do câncer, devem ser feitos
mais testes para verificar a existência ou não de metástases.
Tratamento
A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e
definida após conversa com o médico sobre seus riscos
e benefícios.
O tratamento do câncer
da próstata, para doença localizada, é feito
à base de cirurgia e radioterapia. Para a doença localmente
avançada, recomenda-se radioterapia ou cirurgia em combinação
com tratamento hormonal. Quando há metástase, a hormonioterapia.
As terapêuticas empregadas podem levar à impotência
masculina e sua incidência é proporcional à
idade do paciente. Nos indivíduos com 40 anos, a probabilidade
é de 6%; nos de 70, cerca de 70%. A impotência propriamente
dita só é aceita definitivamente após um ano
da cirurgia, pois o retorno da atividade sexual costuma desenvolver-se
ao longo desse período, nos indivíduos em que foi
possível a preservação dos nervos erigentes.
Prevenção
O câncer de próstata tem cura, especialmente quando
diagnosticado precocemente, ou seja, quando localizado dentro da
próstata. O Instituto Nacional de Câncer (Inca), do
Ministério da Saúde, recomenda que o controle da doença
seja baseado em ações educativas voltadas, em primeiro
lugar, à população masculina e, em segundo
lugar, aos profissionais de saúde.
Deve-se procurar um médico, a partir dos 50 anos, se o indivíduo
não for da raça negra e não tiver caso de câncer
na família; a partir dos 40 anos, se for negro ou tiver caso
de câncer na família, e, antes dos 40 anos, somente
se apresentar os sintomas da doença.
A melhor prevenção, porém, são os exames
anuais para um diagnóstico precoce, mas algumas estatísticas
mostram que determinados alimentos, como o tomate e as frutas, possuem
certa capacidade protetora contra a doença. Por isso, uma
alimentação saudável, sem gorduras, e equilibrada
também é altamente aconselhável.
Fontes: Dr. Wilson Bachega Jr., médico titular do Serviço
de Urologia do Departamento de cirurgia pélvica do Hospital
do Câncer - AC Camargo. Disponível em:
http://www.hcanc.org.br/outrasinfs/ensaios/prost1.html
Cirurgia endócrina. Disponível em:
http://www.cirurgiaendocrina.com.br/prostata.html
Instituto Brasileiro de Controle do Câncer. Disponível
em:
http://www.ibcc.com.br
Instituto Nacional de Câncer (Inca). Disponível em:
http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=339
Lúcia Nascimento
EM
SÃO PAULO TEM...
BAIRRO DO BIXIGA – Formado a partir de 1878 com a chegada
de imigrantes italianos, o Bixiga (também conhecido como
Bela Vista) tem a famosa festa religiosa de Nossa Senhora Achiropita.
Abriga um museu, fundado em 1980, que conta a história do
bairro e resgata a memória da colonização italiana
em São Paulo. A Igreja Nossa Senhora Achiropita tem a imagem
da santa, trazida pelos imigrantes calabreses por volta de 1910,
celebrada no dia 15 de agosto. A festa, contudo, acontece durante
todos os finais de semana do mês de agosto, nas ruas Treze
de Maio e São Vicente.
EDIFÍCIO ITÁLIA – Símbolo da imigração
italiana, o prédio com 44 andares foi inaugurado em 1965
como o mais alto de São Paulo. Projetado pelo arquiteto Franz
Heep, tem capacidade para 10 mil pessoas em atividades normais ou
população flutuante de 25 mil pessoas. No topo do
edifício fica o Terraço Itália, um dos mais
renomados restaurantes italianos de São Paulo e um ponto
privilegiado para se ver a cidade. Av. Ipiranga, 344 (esquina com
av. São Luiz), próximo ao Metrô República.
Entrada franca.
MEMORIAL DO IMIGRANTE – Local onde é estão expostos
documentos e objetos dos imigrantes que, a partir da década
de 1820, vieram para o estado de São Paulo. O memorial é
composto pelo Museu da Imigração, Centro de Pesquisa
e Documentação, Núcleo Histórico e Núcleo
de Estudos e Tradições. Conta, ainda, com várias
salas de exposições, entre elas a “São
Paulo Antiga”, a “Sala da Navegação”,
o “Ambiente da Hospedaria”, “Com o suor de seu
rosto" e, a mais recente, “Ouro Negro”, que conta
a história do ciclo do café. Aberto de terça
a domingo, das 10h às 17h, inclusive feriados. Ingresso:
R$ 4,00 e meia entrada para estudantes. Entrada gratuita para menores
de 7 anos e adultos com mais de 60 anos. Possui acesso a deficientes.
NOSSOS
PARCEIROS
UMA JOVEM E COMPETENTE PARCEIRA
Nesta edição, Nossos Parceiros homenageia, com muito
carinho, a Guinom Propaganda, em especial, a designer gráfica,
Fernanda Gussen Lorenzo (27), responsável pela diagramação
do Conviva em tinta. Em entrevista ao jornal, ela revela como nasceu
a Guinom, fala do incentivo dos pais à sua carreira e conta
como conheceu a ADEVA.
A Guinom foi fundada por seu pai, o farmacêutico Manuel Dario
Lorenzo Nodar (55), e por sua mãe, Terezinha de Fátima
Gussen Lorenzo (53), em 1993, na era Collor, quando as empresas
começaram o processo de terceirização.
Na época, Dario deixou seu emprego no departamento de publicidade
de uma empresa farmacêutica e passou a ser prestador de serviço
de produtos gráficos. Nascia a Guinom, onde hoje ele é
o diretor de arte e Fátima, a diretora administrativa. “Assim,
a empresa especializou-se em propaganda ética, na área
farmacêutica e na área industrial, agregando também
a experiência da minha mãe, que trabalhara como representante
de ferramentas para metalúrgica", explica Fernanda.
Atualmente, com novos projetos e desafios, a Guinom conta com uma
equipe pequena, porém bem especializada de profissionais
capacitados nas áreas de editoração, produção
gráfica, mídia eletrônica e eventos.
Na época da criação da Guinom, a Fernanda cursava
o colegial técnico em patologia clínica e trabalhava
no laboratório de um hospital. Queria fazer medicina e se
especializar em engenharia genética. Seu sonho, porém,
sempre foi conhecer a Espanha. Os avós paternos e seu pai
nasceram lá e ela sempre teve a cultura espanhola muito presente
no seu dia-a-dia. Quando concluiu o colegial, arrumou as malas e
foi estudar espanhol em Salamanca. “Foram oito meses inesquecíveis.
Completei 18 anos lá.”
Mas a saudade da família e do Brasil trouxeram-na de volta.
Iniciou a faculdade de tradução e intérprete
em espanhol, mas, em relação à classe, seu
conhecimento do idioma era superior. Pensou em mudar para o inglês.
Mas nesse caso se deu justamente o inverso – não tinha
base para acompanhar a turma. Seguindo o conselho dos pais, matriculou-se
no cursinho. Decidiu fazer artes plásticas. “Sempre
gostei de desenhar, apesar de não ter muito o dom, e fazer
artesanato", confessa. O cursinho lhe mostrou várias
outras possibilidades e ela acabou optando por desenho industrial.
Completou o curso, com especialização em design gráfico,
na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap).
Começou a trabalhar na Guinom com 19 anos. “Meus pais
precisavam de alguém para ajudá-los no escritório.
Comecei arrumando os arquivos, fazendo livro-caixa, atendendo telefone,
indo aos bancos, enfim, secretariando", lembra. E, aos poucos,
ela foi percebendo que a faculdade tinha muito mais a ver com a
Guinom do que imaginava. Hoje, Fernanda, assume várias outras
responsabilidades e a coordenação de algumas campanhas.
Seu primeiro contato com a ADEVA também teve relação
com sua escolha profissional. “Eu queria algo desafiante para
o meu Projeto de Conclusão de Curso, que não tivesse
nada a ver com meu dia-a-dia. Talvez, uma revista para idosos, com
uma editoração especializada. Meu pai me incentivou
e me propôs ir além – fazer uma editoração
para pessoas cegas”. Ela topou na hora. Foi visitar diversas
instituições, inclusive a ADEVA, onde conheceu o CONVIVA.
De pronto, ofereceu ajuda.
“Menos de um ano depois, comecei a diagramar o jornal. Hoje,
acho que já completamos quatro anos trabalhando juntos e
devo confessar que adoro esse trabalho. Quanto a ADEVA, sempre fico
admirada com o entusiasmo e a dedicação de todos,
especialmente do Markiano. Acredito que se existissem mais pessoas
que superam as adversidades com muito bom-humor e felicidade como
o pessoal da ADEVA, o mundo com certeza seria bem melhor",
conclui.
Guinom Propaganda, rua Dr. Zuquim, 1.720, conj. 61, CEP 02035-022
São Paulo (SP), telefone: 11 6971-1746 e 6971-2338.
Lúcia Nascimento
DECISÃO
Hoje levantei cedo, pensando no que tenho a fazer antes que o relógio
marque meia-noite. É minha função escolher
que tipo de dia terei.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às
águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado
para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar de minha saúde ou dar graças por estar
vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo
o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com as tarefas da casa ou agradecer a
Deus por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar
com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei, posso ficar
feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode lhe dar forma. Tudo depende
de mim.
Você já parou para pensar em como pode decidir pela
felicidade ou infelicidade, a cada dia?
Já se deu conta de que tudo depende da forma como você
encara o que acontece?
Há tantos momentos desperdiçados com inutilidades
ou reclamações! Momentos que podem se transformar
em aflições ou em alegrias.
Em um momento apenas você pode resolver vencer ou se entregar
à derrota.
Libertar-se das velhas fórmulas de queixas ou prosseguir
acabrunhado e triste.
Lembre-se: a cada segundo você pode decidir o momento seguinte.
Por isso, resolva-se pela escolha da melhor parte, porque este é
o seu momento de decisão.
Autor anônimo
ADEVA
EM FOCO
CAMPANHA PELA NOVA SEDE DA ADEVA
Sua contribuição pode ser depositada no Banco Real
ag. 0196 – conta 3729443.
UM
JEITO DIFERENTE DE VER O MUNDO
Apesar do frio e da chuva do último dia 23 de maio, amigos
e admiradores de Markiano Charan Filho estavam lá, na biblioteca
do Memorial da América Latina, na capital paulistana, para
o lançamento do seu primeiro livro infantil – Rodrigo
enxerga tudo – e chegaram a enfrentar fila para ganhar um
autógrafo do autor. Rodrigo enxerga tudo conta a história
de um garoto que, assim como Markiano, é cego.
Estudante de uma escola onde
apenas ele não enxerga, às vezes, isso lhe traz alguns
contratempos. Então, com a ajuda de sua professora, Rodrigo,
brincando, ensina aos colegas de classe seu jeito de ver, que é
igual ao jeito de todo mundo, mas diferente. Confuso? Não
é, não. Leia e verifique você mesmo. Classificado
como literatura infantil, o livro é altamente recomendado
para jovens e adultos interessadas no tema da inclusão social
de pessoas portadoras de deficiência.
Rodrigo enxerga tudo. Markiano Charan Filho. São Paulo: ed.
Nova Alexandria, 2006.
À venda nas livrarias (R$ 28) e distribuição
gratuita da versão em braille na Associação
de Deficientes Visuais e Amigos – Adeva, rua da Consolação,
1.289, 2º andar, telefone: 3151-3603
PALESTRAS
Com o objetivo de promover o desenvolvimento pessoal e profissional
de empregados e empregadores, bem como conscientizar a sociedade sobre
o potencial da pessoa portadora de deficiência, a Adeva oferece
palestras sobre temas como “A magia do sorriso”, “Administração
do estresse”, “Etiqueta empresarial”, “Técnicas
de apresentação em público”, “Vozes
que trabalham”, “O trabalho e o meu valor”, “Deficiente
Visual: mito e realidade”. Para agendar dia e horário,
entre em contato com Sandra Maciel ou Márcio pelos telefones
11 3101-7502 e 3106-5440 ou pelo e-mail marcio@adeva.org.br. As palestras
podem ser ministradas in company e seu valor abatido do imposto de
renda de pessoas jurídicas.
CURSOS
DE INFORMÁTICA
Estão abertas as inscrições para os cursos de
Digitação, Windows e Word, no centro de treinamento
Mário Covas, à rua da Consolação, 1.289,
2º andar. Os interessados devem telefonar para 3151-4125 (falar
com Edvando) ou 3101-7502 (falar com Sandra Maciel).
NO
MERCADO DE TRABALHO
Os alunos da Adeva estão fazendo bonito!
Depois de terem participado dos cursos de capacitação,
hoje atuam profissionalmente em empresas de porte.
Entre eles, Fernando José da Silva e Tiago de Almeida Lemos,
na Serasa; Kátia Regina da Silva e Rodrigo Ricarte Marques
de Araújo, no Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança
com Câncer (Graacc); Marcelo Lima de Oliveira, Maria Nalva Ferreira
Faustino, Tatiana Carla Rocha de Lima e Luiz Carlos Gomes de Oliveira,
na Indiana Seguros; Pamela Aparecida Dell’Isola, na Cia. Souza
Cruz; Samuel Alessi Leandro, no Credicard; Iraci de Jesus e Rosana
da Silva Alcântara, na Prefeitura de São Paulo; Tânia
Waidemann Fuentesal, na Universidade Cidade de São Paulo (Unicid).
NOVIDADE
Aulas de Biodança, com a professora Marina Tschiptschin Francisco,
a partir de agosto.
Os interessados podem se inscrever por meio do telefone
11 3151-5761 e 3151-4125, com Edvando.
A Biodança tem como proposta combater a ansiedade, a depressão,
o estresse, a insônia, o vazio existencial e disfunções
neurovegetativas, males do homem contemporâneo.
Criada há mais de 35 anos, foi introduzida no Brasil por
volta de 1976. É considerada uma filosofia de vida muito
mais do que uma técnica terapêutica e profilática.
Seu idealizador, o professor de antropologia médica da Universidade
Católica de Santiago e psicólogo, Rolando Toro de
Arañeda (1924- ), baseou a técnica dessa “dança
da vida” na síntese de diversas linhas de pensamento
e formas de expressão, como, por exemplo, os rituais dos
povos chamados primitivos.
ANÚNCIOS
TELEMENSAGENS AMOR E CARINHO
Emocione a qualquer momento, em todas as ocasiões, de uma
forma diferente.
Mensagens de bom dia, aniversário, reconciliação,
congratulações, românticas, de otimismo, de
saudade e para datas especiais. Ligue 4667-5848, com Edvando
©PRONTO-SOCORRO DO TEXTO
Elaboração e Revisão
de textos em Língua Portuguesa
Egle & Liane
Telefones: 11 8160-1830 / 5572-5933
MANUEL TAXISTA
Para quem quer ser atendido com cortesia e hora marcada, fazer
o melhor trajeto, viagens, levar o filho à escola ou
ir às compras, ligue: 11 9683-9040 e fale com o Manuel.
Desconto especial para os associados da ADEVA em dia com o
pagamento da anuidade.
CURSOS DE CAPACITAÇÃO
PROFISSIONAL
INSCRIÇÕES ABERTAS NA ADEVA
Informações: 11 3667-5210 (Sandra)
e 3151-5761 / 3151-4125 (Edvando)
GARILLI
Pré-impressão e Impressão – Garilli.
http://www.garilli.com.br
tel.: 11 6694-3288