CONVIVA
Associação de Deficientes Visuais e Amigos - Adeva
Ano VIII – nº 39– março/abril de 2007
EDITORIAL
- Pagar
para discriminar???
INTERNET
ANOTE
PODER
PODE... MAS NÃO DEVE
CONVIVAWARE
QUE
EU VOU SER QUANDO CRESCER
ESTIVE
LÁ E GOSTEI!
PREVENÇÃO
CURTAS
ADEVA
EM FOCO
PALESTRAS
ANÚNCIOS
EDITORIAL
Pagar para discriminar???
Nós,
da Associação de Deficientes Visuais e Amigos - ADEVA,
manifestamos nosso repúdio ao posicionamento da Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo - Fiesp com
relação às propostas de alteração
na Lei de Cotas, que garante a empregabilidade de pessoas com deficiência,
conforme matéria publicada na Folha de S.Paulo (GARÇON,
Juliana. Setor privado quer mudar lei sobre cotas. 27 mar. 2007.
Dinheiro: sociais&cias.).
Uma das propostas da Fiesp, citada pelo jornal, “permitiria
que a empresa remanejasse a cifra que despenderia na folha de pagamento
‘da cota’ para custear cursos ou para suprir outras
necessidades, como transporte, atenção médica
ou estímulos culturais”. Outra proposta, também
apresentada pelos empresários ao Poder Legislativo, propõe
“flexibilizar a legislação ou os prazos para
sua aplicação”.
A Lei nº 8.213, que estabelece cotas para a contratação
de pessoas com deficiência, existe desde julho de 1991, porém,
somente a partir de dezembro de 1999, com a publicação
do Decreto nº 3.298, é que começou um movimento
de trabalhadores e de fiscais a favor do seu cumprimento. Mas, como
se isso não bastasse, as Delegacias Regionais do Trabalho
tiveram que intensificar a fiscalização para o efetivo
cumprimento da Lei.
Em nossa opinião, o desespero das empresas não se
justifica, pois a Lei existe há 15 anos e só foi criada
devido à discriminação na contratação
de pessoas com deficiência. Desde então, as empresas
não se prepararam para de fato cumpri-la, só o fazendo
agora para fugirem das pesadas multas que vêm recebendo.
O baixo grau de instrução dos deficientes, citado
como justificativa pelos empresários, não se fundamenta,
pois não foge a realidade da educação da população
em geral. Qualquer empresa, ao procurar um profissional sem deficiência
para determinada função e não o encontrar capacitado
no mercado, terá de providenciar sua qualificação.
Portanto, deverá fazer o mesmo com os profissionais com deficiência,
podendo contar com o apoio das entidades representativas.
Relembrar o papel da sociedade e do governo não exime as
empresas de sua responsabilidade e nem de sua omissão no
cumprimento da Lei até então.
Não defendemos a mudança da Lei de Cotas, nem a prorrogação
dos prazos para seu atendimento. Porém concordamos com o
diretor de relações institucionais da Federação
Brasileira de Bancos - Febraban, sr. Mario Sergio Vasconcelos, que
defende a retomada do benefício da Lei Orgânica de
Assistência Social - Loas, caso a pessoa perca o emprego.
As entidades
que desenvolvem trabalhos para a colocação de profissionais
com deficiência sabem que convencer os empresários,
bem como os profissionais de RH, em relação ao potencial
de trabalho dos deficientes não é tarefa fácil.
Se não sabem o que fazer nem como fazer, as empresas devem
procurar as entidades que trabalham com a preparação
desses profissionais e, até mesmo, como disse a funcionária
de RH da Novartis, Tereza Cristina da Silva, as próprias
pessoas com deficiência podem trabalhar na seleção
de outras pessoas com deficiência.
Como bem se pronunciou a procuradora do trabalho, sra. Adélia
Augusto Domingues, os empresários estão querendo pagar
para discriminar, perpetuando o assistencialismo, a exclusão
e o preconceito, indo contra os princípios básicos
dos direitos humanos, preservados pela Constituição
brasileira.
Aos interesses de quem será que os deputados e senadores
irão atender: dos empresários ou das pessoas com deficiência?
Diretoria da ADEVA
INTERNET
http://www.netfontes.com.br
- Oferece download gratuito de fontes truetype, as mais diversas (mais
de 4.000), para todos os tipos de textos e documentos.
http://www.adoteumgatinho.com.br
- O site está no ar desde 2003, mantido por um grupo de voluntárias.
A proposta é, por meio deste endereço, achar um dono
para cada gatinho abandonado recolhido por elas, depois de passarem
pelo veterinário, serem cuidados e castrados.
http://www.gabrielasoudapaz.org
- Uma jovem de 14 anos, morta por bala perdida durante assalto no
metrô da Tijuca (Rio de Janeiro) em março de 2003, é
o agente motivador deste site, em nome de uma campanha contra a violência
e a impunidade que, no Brasil, mata pelo menos 100 inocentes todos
os dias.
ANOTE
Nossos recomendados!
GOSTOSO É SAMBAR –Dóris Monteiro, artista com
mais de 30 anos de sucesso, canta doze sucessos da melhor música
popular brasileira. CD, da Universal, 1963.
QUEM TEM MEDO DA MÚSICA CLÁSSICA? – Programa apresentado
pelo ex-senador Artur da Távola, que comenta e explica obras
musicais eruditas de forma didática e apaixonada. TV Senado,
canal 10, às sextas-feiras, às 24h. Reprise aos sábados,
às 10h e 18h, e aos domingos, às 10h, 18h e 24h.
ARNALDO JABOR – O cineasta e jornalista dá sua visão
humorada e irônica sobre assuntos do momento. De segunda a sexta,
às 8h05. Rádio CBN 90,5 FM e 780 AM.
CARTOLA – Documentário sobre o compositor mangueirense
(foi um dos fundadores da Estação Primeira de Mangueira),
nascido Angenor de Oliveira (1908-1980), autor de sucessos como As
rosas não falam, Quem me vê sorrindo, Ensaboa. Brasil,
2006. Em circuito comercial.
LEONARDO DA VINCI – Exposição sobre o legado do
gênio italiano renascentista, composta de 150 peças (réplicas)
que contemplam suas atividades como inventor, cientista, arquiteto,
engenheiro, filósofo, anatomista e pintor. Oca, parque do Ibirapuera,
av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3, subsolo.
Segunda a sexta, das 9h às 19h; sábado e domingo, das
10h às 20h. Até 29 de julho.
PODER
PODE... MAS NÃO DEVE
ETIQUETA E BOAS MANEIRAS
EM RESTAURANTES,
LANCHONETES, BARES E SIMILARES
A etiqueta, apesar de ser considerada supérflua ou fútil
por algumas pessoas, pode, no entanto, facilitar e promover um relacionamento
mais respeitoso e agradável com o próximo.
Para qualquer ambiente ou situação existem regras
básicas de boas maneiras. E as três palavrinhas mágicas
– por favor, com licença, obrigado – ficam bem
em qualquer tempo e lugar.
Em um restaurante self-service, por exemplo, são de grande
utilidade para pessoas cegas, pois, na hora de se servir, é
sempre preciso pedir a ajuda a um funcionário do estabelecimento
na escolha do que se quer comer, beber ou do local onde vai se sentar.
À mesa, são regras básicas mastigar de boca
fechada e não ruidosamente (principalmente, ao tomar sopa
ou qualquer outro caldo), não comer e engolir com sofreguidão,
assim como procurar não falar com a boca cheia. Por isso,
é de bom gosto comer pedaços e porções
pequenas de cada vez.
Os guardanapos, sejam de pano ou de papel, devem ser usados para
limpar os lábios antes e depois de beber qualquer líquido
(lembrete: o copo não deve ser levado à altura do
nariz). Guardanapo de pano deve ser colocado no colo, dobrado ao
meio, com as pontas da dobra em direção ao corpo,
usando-se apenas o avesso do tecido. Ao término da refeição,
basta colocá-lo sobre a mesa, ao lado direito do prato.
A faca, o garfo e a colher têm, cada um, sua utilidade. Para
os alimentos sólidos usa-se o garfo, para os líquidos,
a colher, e a faca deve ser usada apenas para cortar carnes, peixes
ou frutos do mar. As folhas das verduras devem ser “dobradas”
com o auxílio do garfo e da faca, para só depois serem
colocadas na boca.
Ossinhos, espinhas e caroços devem ser colocados no garfo
e depositados na borda do prato, mas nunca cuspidos.
E quanto ao famoso palito, uma pessoa bem-educada nunca, jamais,
em tempo algum deve utilizá-lo em público. O palito
foi majestade em épocas em que a escova de dentes não
existia (era um hábito real na época de Luís
XV, na França). Hoje, apenas na civilização
oriental mantém-se o costume do seu uso.
Yacopina Valdenini Resende
QUE
EU VOU SER QUANDO CRESCER
ANTENADO COM O MUNDO
Jean Schutz
tem 24 anos e desde criança quis trabalhar em rádio
ou na área de comunicação.
Como todos aqueles que acreditam em seu sonho, ele foi atrás
de realizá-lo. Entrou na faculdade de sua cidade, a Unisul
de Florianópolis (SC), em 2001. Ele e um colega que estudava
Direito foram os primeiros alunos deficientes visuais a serem recebidos
na instituição. E a escola lhes ofereceu todo o apoio:
o material didático era escaneado e cada um tinha computador
com leitor de tela na sala de aula. E a sorte estava a seu favor.
Logo no primeiro ano do curso de Jornalismo conseguiu estágio
na assessoria de imprensa da Brasil Telecom, onde trabalhou até
maio de 2006. Depois, fez três meses de assessoria para o
candidato ao governo de Santa Catarina na época, Esperidião
Amin (PP).
Atualmente, comanda o programa de rádio Domingo Especial,
que vai ao ar às 13h30, na Rádio Difusora (AM 1060),
em Floripa.
O programa já existe há quatro anos e Jean é
o responsável pela produção, apresentação
e comercialização. “O Domingo Especial tem quadros
de esportes, resultado das loterias, previsão do tempo, música,
resumo da semana e flashback”, ele conta entusiasmado.
“O jornalismo abrange muitos assuntos, engloba todos os acontecimentos
diários da sociedade e faz com que estejamos antenados com
o mundo. Transmitir as notícias requer criatividade, boa
redação e um português supercorreto”,
explica Jean, apresentando os motivos que confirmam e explicam sua
escolha profissional.
Mesmo com essa carreira de sucesso, ele ainda sente que as empresas
não estão abertas a dar oportunidade a pessoas com
deficiência. “Acredito que a principal dificuldade que
ainda enfrento tem a ver com o preconceito: toda a imprensa me conhece
e tem o meu currículo, mas ninguém me dá a
oportunidade de fazer um teste.”
Derrubar essa barreira é seu principal objetivo para 2007.
JORNALISMO
– O jornalista é o profissional da notícia.
Seu campo de trabalho compreende as atividades de repórter,
redator, editor, correspondente de agências noticiosas, fotojornalismo,
assessoria de imprensa e a produção e apresentação
de programas de rádio e televisão. O curso tem duração
média de quatro anos. A Fundação Universitária
para o Vestibular (Fuvest) oferece 60 vagas (30 no período
matutino e 30 no período noturno) na escola de Comunicação
e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo. Piso salarial
estabelecido pelo sindicato da categoria: R$ 1.575,00 (5h).
CONVIVAWARE
TECLADOS
Nos últimos
anos, tornou-se comum a aquisição de teclados de computador
com uma série de pequenos botões na parte superior.
Embora estejam escritas suas funções, sempre que questionei
os usuários sobre a utilidade deles, me disseram não
terem o hábito de usar.
Dadas as facilidades do mouse, as pessoas normalmente não
conhecem o potencial das teclas de atalho dos programas. Acredito
que muitas operações poderiam ser executadas mais
rapidamente por meio do teclado do que com o mouse, se o usuário
soubesse qual a combinação de tecla correspondente.
Se considerarmos que alguns modelos já trazem atalhos prontos,
a vantagem chega a ser muito significativa. No caso das pessoas
cegas, que não usam mouse, esses teclados são verdadeira
mão na roda! No entanto, para que se possa tirar o melhor
proveito desses recursos são importantes alguns cuidados.
A primeira questão a se observar é quanto ao idioma.
É imprescindível adquirir um que esteja construído
para a língua portuguesa do Brasil, porque cada país
tem sua configuração específica, com disposição
de teclas e símbolos diferentes das nossas necessidades.
Para não haver problemas, a Associação Brasileira
de Normas Técnicas (ABNT) criou uma norma que padroniza a
disposição das teclas. Com isso, sempre que adquirirmos
um ABNT II, como são popularmente chamados os que seguem
as normas, teremos um teclado realmente brasileiro.
Um outro cuidado será quanto à conexão. Hoje
são vendidos teclados padrão OS2 e USB. As funcionalidades
e qualidades nada têm a ver com o tipo de conexão.
Aliás, alguns que testei, que eram para USB, quando usei
um adaptador de PS2 para USB, funcionaram perfeitamente bem, o que
deixa claro que é tão-somente uma questão de
porta de conexão.
Uma outra denominação importante, a saber, é
a que os fabricantes chamam de teclado multimídia. O multimídia
é aquele que, além das “tradicionais”,
também possui teclas com funcionalidades para o controle
de volume, avançar e voltar faixa de música de um
CD, dentre outras. Podem ainda trazer uma série de pequenos
botões na parte superior destinados à abertura de
aplicativos. Normalmente, os aplicativos abertos são: Word,
Excel, Power Point, calculadora, Meu computador, em alguns modelos,
e Windows Explorer, em outros. Também possuem vários
botões para facilitar o uso do Internet Explorer como: voltar
e avançar a página (quando for o caso), atualizar
e ir para favoritos. A maioria também possui barra de rolagem
para o mouse.
Os teclados, além de ABNT II e Multimídia, podem ser
Office. São Office quando possuem teclas para edição
como: copiar, colar, recortar e selecionar. Alguns possuem ainda
alternar entre as janelas abertas e fechar aplicativos. A maioria
tem um botão que altera as funções das “f(s)”.
Dessa forma, a “f2” faz a função de novo
arquivo (ctrl+n), a “f3” de abrir arquivo (ctrl+o),
etc.
Neste ponto, temos que tomar um cuidado muito grande, principalmente
os usuários de leitores de tela, que pensam haver conflito
entre o teclado e o leitor por este último não realizar
suas funções corretamente. Na verdade, é porque
o botão que muda a função das “f(s)”
está ativado. Basta desativá-lo que tudo volta ao
normal.
Contudo, para que a maioria desses recursos funcione bem é
fundamental a instalação do CD que acompanha o produto.
Caso contrário, o teclado funcionará como se esses
recursos não existissem, e a série de botões
da parte superior do dispositivo ficará “morta”.
Aliás, esta é a situação mais comum.
As pessoas adquirem computadores que trazem teclado multimídia,
e às vezes até Office, mas não instalam o driver,
deixando de se beneficiar das facilidades avançadas.
Para as pessoas que têm visão normal, não há
qualquer problema na instalação do software que vem
com o teclado. Porém, para os usuários de leitores
de tela não é assim tão simples. O driver de
alguns modelos infelizmente conflita com nossos leitores de tela.
No Brasil, temos os modelos da Clone, Maxton e da Leaderchip, que
conseguem executar quase todas as funções sem a necessidade
de se instalar o software se o sistema operacional for o Windows
XP. Isso já não ocorre com os da Upsom.
Embora a qualidade deixe muito a desejar em comparação
com os modelos da Microsoft e Genius, não encontrei nestes
últimos um conjunto de funcionalidades tão completas
quanto nos citados acima.
Atualmente, recomendo o teclado da Clone 09148 ou o Slim 09154 para
quem gosta de modelo Slim. Para quem não sabe, o Slim é
aquele fininho. Suas teclas são mais baixinhas; se assemelham
muito a um teclado de Notebook.
Sugiro também o Goldchip da Leaderchip (é o que tenho).
O Goldchip pode ser adquirido tanto para USB como para PS2. Cuidado
na hora da compra para não levar o errado para sua máquina.
Caso isso ocorra, basta arranjar um adaptador que tudo funcionará
perfeitamente bem.
Por último... o preço. Um teclado ABNT II, Multimídia
e Office, da Clone ou Leaderchip, custa, em São Paulo, entre
R$ 90,00 e R$ 110,00 com fio. Sem fio, o modelo da Clone, que tem
essas funcionalidades, custa cerca de R$ 190,00, mas também
traz um mouse sem fio.
Laercio Sant’Anna
ESTIVE
LÁ E GOSTEI!
FRIO E SOL: UMA COMBINAÇÃO PERFEITA
Estamos no outono. Logo chegará o inverno e com ele tudo o
que há de bom. Um lugar para ir? Campos do Jordão, a
1.700 metros de altitude. Com um clima superior ao de Davos Platz,
nos Alpes suíços, bem como um teor de oxigenação
superior ao de Chamonix, estância francesa famosa pela pureza
do ar, esta cidade paulista, com o seu clima tropical de montanha,
tem o sol presente praticamente o ano todo. A temperatura no inverno
chega a cair até 5 graus Celsius negativos.
Por isso, Campos do Jordão tornou-se a mais importante estância
climática do Brasil. Mas essa cidade da serra tem mais a oferecer
além do excelente clima. Ótima malharia, deliciosos
chocolates caseiros, doces e compotas, além das águas
minerais que correm das fontes mais puras da montanha local.
Quando lá cheguei, no último inverno, fui direto à
Vila Capivari, turística por excelência. É nela
e em seus arredores que se concentram os melhores hotéis e
restaurantes, confeitarias e shoppings, além de luxuosas residências
que lembram chalés suíços e palacetes imponentes,
de estilo normando.
É nela também que se concentram os visitantes da estância,
caminhando dentro de seus casacos ou em seus carros de luxo. Em plena
praça do Capivari, assisti uma magnífica apresentação
de uma orquestra sinfônica, parte do Festival Internacional
de Inverno, que acontece desde 1969. Aliás, durante esse evento,
a cidade transpira musicalidade. Ali ao lado, depois de enfrentar
uma fila típica paulista, provei e aprovei um saboroso e famoso
pastel de tamanho generoso. Valeu a pena!
Fiz em seguida de trenzinho um city tour animado, que me levou, entre
outros pontos turísticos, à Ducha de Prata, à
Vila Inglesa, ao Auditório Cláudio Santoro, o principal
palco do Festival, e à Cervejaria Baden Baden. Essa cervejaria
fabrica, como não poderia deixar de ser, a partir de água
pura, malte de cevada, lúpulo e fermento, cervejas artesanais
de boa qualidade. Está aberta à visitação
e, o melhor, para degustação.
Nos jardins do Auditório Cláudio Santoro, entre a paisagem
verde do Alto da Boa Vista, há cerca de 100 peças esculpidas
em bronze, granito e cimento branco pela artista plástica Felícia
Lerner. Durante os dias, o sol banha as obras com sua luz, permitindo
aos admiradores reparar em detalhes e formas de cada obra. Já,
à noite, além do brilho da lua, as esculturas recebem
um jogo de luz, que permite uma apresentação à
parte.
O trenzinho me deixou defronte ao Morro do Elefante. Decidi subi-lo.
Fiz isso de teleférico. Lá no alto, entre outras coisas,
tem uma pequena pista de snowboard. Os fotógrafos de plantão
também podem tirar belas fotos do alto da Vila do Capivari.
Se você curte imagens, em Campos do Jordão pode conhecer
também a Casa da Xilografia (gravuras impressas, em papel,
com matrizes de madeira) e o seu acervo com cerca de duas mil obras
de mais de 200 artistas. Se você é adepto da bota de
trekking, há na cidade muitas opções de caminhadas.
Uma bem intensa, com oito horas de atividade, programa obrigatório
para quem gosta de emoção, ou quer um visual fora do
comum, é ir a Pedra do Baú. Escadas metálicas,
tanto na face sul como na face norte, permitem alcançar o topo
da rocha. Se nem tanto, a opção é o Horto Florestal
(Parque Estadual de Campos do Jordão).
As caminhadas pelas trilhas da Cachoeira do Garalhada, que dá
direito a banho nas águas cristalinas da cachoeira, ou a Trilha
do Rio Sapucaí, de onde se vêem as corredeiras do rio,
as trilhas Quatro Pontes, Campos e Canhambora são leves e descontraídas,
com até duas horas de duração. Mais desafiadoras
são as trilhas da Cachoeira da Celestina, com cinco horas de
duração, que percorre os bosques de araucárias
e desafia os medos Mata Atlântica adentro, e da Pedreira, com
três horas de duração, que reserva momentos de
muita ação e adrenalina, pois é preciso escalar
uma pedreira de 15 metros de altura, utilizando, evidentemente, técnicas
de rappel ou montanhismo.
Em qualquer dessas caminhadas pela mata é possível encontrar
mamíferos como bugio, caitetu, cotia, coati, macaco-prego,
onça suçuarana, queixada, e aves como o azulão,
o bicudo, bigodinho, bitro, caburé, canário fogo, caçaroba,
cuiu, curió e várias espécies de sabiás.
Agora, se você é totalmente urbano, ou então prefere
uma caminhadinha bem leve, a opção é percorrer
a ciclovia que acompanha o trilho do bondinho e vai do Capivari ao
Jaguaribe. O trajeto de 40 min é muito procurado por causa
da ausência dos carros. Eu fui de uma ponta a outra e garanto,
não cansa.
Para repor as energias, que tal saborear uma truta? A cidade tem uma
truticultura bem desenvolvida, atração para pescadores
de todas as regiões.
Antes de pegar a estrada de volta, já à noitinha, tomei
na praça um delicioso chocolate quente.
E então, é ou não é um ótimo lugar
para o próximo inverno?
Acessibilidade
Infelizmente, a acessibilidade em Campos do Jordão ainda encontra
barreiras montanhescas. Não há intérpretes de
libras, banheiros acessíveis para cadeirantes e tampouco folhetos
de informações turísticas em braille.
O site da cidade http://www.camposdojordão.sp.gov.br
não é acessível e muitíssimo desatualizado.
Como chegar
O acesso pode ser feito por meio das rodovias SP-123 e SP-50, ambas
partindo da Via Dutra.
Sidney Tobias de Souza
PREVENÇÃO
DOAR SANGUE EXIGE RESPONSABILIDADE
Pacientes submetidos
a transplante de órgãos, em terapia para o câncer
e portadores de muitas outras doenças dependem de transfusão
de sangue para o seu tratamento. O sangue também é
crítico para a sobrevida de recém-nascidos prematuros
e de pessoas que sofreram grandes acidentes.
Para que se possa ter sangue disponível para todos aqueles
que dele necessitam, os indivíduos saudáveis devem
criar o hábito de doar sangue e encorajar amigos e familiares
a fazerem o mesmo.
Uma transfusão pode ser necessária em uma variedade
de situações. Para repor uma perda aguda de sangue,
que pode ocorrer durante cirurgias, em acidentes, durante o tratamento
de câncer ou para repor células que são anormalmente
destruídas pelo organismo ou não fabricadas pela medula
óssea.
A prática de selecionar criteriosamente os doadores, bem
como as rígidas normas aplicadas para testar, transportar,
estocar e transfundir o sangue doado fizeram dele um produto muito
mais seguro do que já foi anteriormente. Apenas pessoas com
saúde e que não sejam de risco para adquirir doenças
infecciosas transmissíveis pelo sangue, como hepatites B
e C, HIV, sífilis e Chagas, podem ser doadoras.
O doador deve apresentar documento oficial de identidade com foto
(identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira
do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação),
não estar em jejum, evitar apenas alimentos gordurosos nas
quatro horas que antecedem a doação e, é claro,
estar bem de saúde.
Antes da doação, o candidato é submetido a
um teste de anemia, à aferição de seus batimentos
cardíacos, pressão arterial e temperatura e responde
a um questionário sobre sua saúde e comportamentos
habituais. Somente após essas etapas é que ele estará
aprovado. Todo o material doado será rigorosamente testado
para as doenças passíveis de serem transmitidas pelo
sangue.
Para repor o plasma e os glóbulos vermelhos doados, o organismo
leva 24 horas e quatro semanas, respectivamente. Para atingir, entretanto,
o mesmo nível de estoque de ferro que apresentava antes da
doação, são necessários de 40 a 60 dias
para os homens e de 50 a 90 dias para as mulheres.
O intervalo mínimo entre uma doação de sangue
e uma doação de plaquetas é de oito semanas,
e de 48 horas, entre duas doações de plaquetas.
Quem não pode doar
Diabéticos que necessitam de insulina para manter seu metabolismo
de açúcar próximo da normalidade não
podem doar sangue. Esses pacientes têm importantes alterações
do sistema cardiovascular e, em conseqüência disso, durante
ou logo após a doação de sangue, podem apresentar
alguma reação que agrave seu estado de saúde.
Pessoas com peso inferior a 50 kg também não podem
doar sangue. O motivo é que o volume de sangue total a ser
coletado é diretamente relacionado ao peso do doador. Para
os homens, não pode exceder a 9ml/kg peso e, para as mulheres,
a 8ml/kg peso. Esse volume é padronizado para um mínimo
de 400ml de sangue, o que impede essas pessoas de serem doadoras.
Cirurgias e prazos de impedimentos
Extração dentária: 72 horas; apendicite, hérnia,
amigdalectomia, varizes: três meses; colecistectomia, histerectomia,
nefrectomia, redução de fraturas, politraumatismos
sem seqüelas graves, tireoidectomia, colectomia: seis meses.
Mulheres amamentando não podem doar sangue, a menos que o
parto tenha ocorrido há mais de um ano. Outros impedimentos:
parto normal, 90 dias; cesariana, 180 dias, além da gravidez,
febre, gripe ou resfriado; transfusão de sangue: um ano;
vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo
com o tipo de vacina; tatuagem: um ano. A ingestão de bebida
alcoólica também é proibida no dia da doação.
O uso de medicamentos pode impedir a doação. A utilização
dos remédios, entretanto, deve ser analisado caso a caso.
Portanto, antes de doar, consulte o serviço de hemoterapia.
Impedimentos definitivos
Hepatite após os 10 anos de idade; evidência clínica
ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis
pelo sangue: hepatites B e C, Aids (vírus HIV), doenças
associadas aos vírus HTLV I e II, e doença de Chagas;
uso de drogas ilícitas injetáveis e malária.
Para doar
O intervalo estabelecido para os homens é de 60 dias (até
quatro doações por ano); para as mulheres, de 90 dias
(até três doações por ano).
Quanto aos menores de 18 anos, de acordo com a legislação
brasileira que regulamenta as normas técnicas a serem aplicadas
em todos os bancos de sangue do país, só poderão
doar sangue caso haja uma situação especial que torne
isso imprescindível. Nesse caso, deve haver uma solicitação
médica e autorização, por escrito, dos pais
ou responsáveis.
Doar sangue não engorda nem emagrece, não engrossa
nem afina o sangue e não está relacionada a nenhuma
dependência. Mas se você é usuário de
droga intravenosa, tem múltiplos parceiros sexuais, acha
que sua saúde ou comportamento podem colocar em risco a vida
de quem for receber seu sangue, ou sua real intenção
é de apenas realizar o teste para o vírus HIV, não
doe. Procure os Centros de Testagem e Aconselhamento públicos
da sua cidade.
Apesar de o sangue doado ser testado para as doenças transmissíveis
conhecidas no momento, existe um período chamado de janela
imunológica em que um doador contaminado por um determinado
vírus já pode transmitir a doença por meio
do seu sangue. Entretanto, os testes realizados na bolsa ainda são
negativos. Isso pode acontecer para os vírus HIV, HTLV I/II
e para os vírus da hepatite C e B.
Fontes: Instituto Nacional de Câncer – Inca.
Disponível em:
http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=2013
Fundação Pró-Sangue.
Disponível em:
http://www.prosangue.sp.gov.br/prosangue/
processarhome.do;jsessionid=
D894D37E0830193CF0871D4BA9F2F212?method=home.
Acesso em: maio 2007.
Lúcia Nascimento
CURTAS
JOVENS BRASILEIROS
NO IMAGINE CUP
Um acessório em braille para ser plugado ao computador, especialmente
criado para permitir acesso a leitura e navegação
de deficientes visuais em redes sem fio, foi criado por alunos da
Universidade de Pernambuco (UPE) e do Instituto Tecnológico
da Aeronáutica (ITA), em São Paulo.
A invenção representa o Brasil na final da Imagine
Cup 2007, a Copa do Mundo da Computação, em agosto,
na Coréia do Sul. Voltada para estudantes de mais de 90 países,
o tema da edição deste ano é “Imagine
um mundo onde a tecnologia pode oferecer uma melhor educação
para todos”.
Batizado “KnowTouch”, o projeto brasileiro tem uma mesa,
conectada via rede sem fio (wireless) a um servidor, que contém
livros e periódicos arquivados. No painel da mesa há
pinos, que sobem e descem de acordo com o produto escolhido, permitindo
a leitura.
Trabalhando
desde o último semestre de 2006 no projeto, a equipe que
o desenvolveu pretende aperfeiçoá-lo para que sua
comercialização seja possível, independentemente
do resultado final na Coréia.
O Brasil apresentou o maior número de inscritos no mundo
(35.832), à frente de nações como China, Índia
e Estados Unidos. Os trabalhos classificados na etapa mundial ganharão
de US$ 8 mil a US$ 25 mil.
Fonte: DANTAS, Agnes. O Globo Online.
Disponível em:
http://www.globoonline.com.br.
Acesso em: 10 maio 2007.
ADEVA
EM FOCO
A Cáritas, uma instituição
da Igreja Católica, de âmbito internacional (presente
em 194 países), está patrocinando cursos de capacitação,
na área da informática, telemarketing e educação
para o trabalho, para pessoas com deficiência visual em parceria
com a Adeva. No Brasil desde 1956, tem como uma de suas linhas de
ação a defesa e a promoção dos direitos
das populações em situação de exclusão.
A Adeva ainda tem vagas para o curso de dança
de salão e de canto coral. Os interessados podem se inscrever
pelos telefones: 5084-6693 ou 5084-6695, com Edvando. As aulas de
dança de salão acontecem às terças e
quintas-feiras, das 14h30 às 16h, e o Coral se reúne
para ensaios toda terça-feira, das 16h45 às 18h45.
Vinte profissionais
admitidos pela TMS, uma das maiores e mais conceituadas empresas
brasileiras de contact center, estão sendo preparados para
o mercado de trabalho, por meio dos cursos de capacitação
oferecidos pela Adeva, no Centro de Treinamento Mário Covas,
em São Paulo (SP). Esse trabalho faz parte da parceria que
a entidade vem firmando com as empresas em função
da Lei nº 8.213/91, que estabelece cotas para a contratação
de pessoas com deficiência.
CAMPANHA
PELA NOVA SEDE DA ADEVA
Sua contribuição pode ser depositada no
Banco Real – ag. 0196 – conta 3729443
PALESTRAS
Com o objetivo de promover o desenvolvimento pessoal e profissional
de empregados e empregadores, bem como conscientizar a sociedade
sobre o potencial da pessoa portadora de deficiência, a ADEVA
oferece palestras sobre temas como A magia do sorriso, Administração
do estresse, Etiqueta empresarial, Técnicas de apresentação
em público, Vozes que trabalham, O trabalho e o meu valor,
Deficiente visual: mito e realidade.
Para agendar dia e horário, entre em contato com Sandra Maciel
ou Márcio Spoladore, pelo telefone 11 3101-7502 ou pelo e-mail
marcio@adeva.org.br.
As palestras podem ser ministradas in company e seu valor abatido
do imposto de renda de pessoas jurídicas.
ANÚNCIOS
TELEMENSAGENS AMOR E CARINHO
Emocione a qualquer momento, em todas as ocasiões, de uma
forma diferente. Mensagens de bom dia, aniversário, reconciliação,
congratulações, românticas, de otimismo, de
saudade e para datas especiais. Ligue 11 4667-5848, com Edvando
©PRONTO-SOCORRO DO TEXTO
Elaboração e Revisão de textos em Língua
Portuguesa
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Telefones: 11 8160-1830 / 5572-5933
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compras, ligue: 11 9683-9040 e fale com o Manuel. Desconto especial
para os associados da ADEVA em dia com o pagamento da anuidade.
CURSOS DE CAPACITAÇÃO
PROFISSIONAL NA ADEVA
INSCRIÇÕES ABERTAS
Informações: 11 3101-7502 (com Sandra Maciel)
e 11 5084-6693 e 5084-6695 (com Edvando)
GARILLI
Pré-impressão e Impressão – Garilli.
http://www.garilli.com.br
tel.: 11 6694-3288
Expediente
Conviva
- Associação de Deficientes Visuais e Amigos
- Adeva - Ano VIII – nº 39– março/abril
de 2007
Jornalista responsável: Liane Constantino (MTb 15.185).
Colaboradores: Celso de Oliveira, Laercio Sant’Anna,
Lúcia Nascimento (MTb 29.273), Mara Alves, Márcio
Spoladore, Markiano Charan Filho, Sandra Maciel, Sidney Tobias
de Souza.
Correspondência:
Praça da Bandeira, 61, cj. 61- CEP 01007-020 - São
Paulo (SP)
Telefones: 11 5084-6693, 5084-6695
Fax: 11 5084-6298
E-mail: adeva@adeva.org.br
Site: http://www.adeva.org.br
Editoração:
Fernanda Lorenzo.
Revisão: Célia Aparecida Ferreira.
Fotolitos e Impressão: cortesia Garilli Artes Gráficas
Ltda. - Tel.: 11 6694-3288
E-mail: garilli@garilli.com.br
Tiragem: 1.000 exemplares
Distribuição gratuita.
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