CONVIVA
Associação de Deficientes Visuais e Amigos - Adeva
Ano VIII - nº 40 - maio/junho de 2007
EDITORIAL
- HÁ
DEZ ANOS
INTERNET
ANOTE
ETIQUETA
E BOAS MANEIRAS
CONVIVAWARE
NOSSOS
PARCEIROS
A
CERTEZA DA INSEGURANÇA
ESTIVE
LÁ E GOSTEI!
PREVENÇÃO
CURTAS
ADEVA
EM FOCO
PALESTRAS
ANÚNCIOS
EDITORIAL
HÁ
DEZ ANOS
O Conviva comemora
dez anos de existência. Em seu primeiro editorial (julho de
1997), Cezar Yamanaka, jornalista responsável pelo jornal
em seus primórdios, entrevista uma das fundadoras e então
presidente da entidade, Sandra Maria de Sá Brito Maciel.
Ela fala de suas preferências (viajar, ler e ouvir livros
falados, especialmente os de suspense e mistério), de seus
filhos adolescentes, o Fernando e o Marcelo, e, principalmente,
da ADEVA.
Daqueles dias para cá, o mundo deu muitas voltas. A Sandra
é a diretora vice-presidente, já não viaja
tanto como gostaria, mas continua uma leitora voraz. Seus filhos
cresceram. A ADEVA também já é adulta. Completa
29 anos no dia 9 de agosto.
A motivação inicial da sua criação continua
a mesma, como a Sandra bem disse naquela entrevista. “Em 1978,
doze amigos e eu decidimos criar a entidade com o objetivo de integrar
os deficientes visuais à sociedade, através da convivência
entre eles e pessoas não-deficientes, pois víamos
que a maioria das entidades eram grupos fechados de deficientes
ou de prestadores de serviços. Queríamos que acontecesse
uma convivência mais harmoniosa com a gente”.
Atualmente, a entidade mantém um espaço próprio
(na rua Brig. Tobias, 247, cj. 1116) e dois centros de treinamento,
o Mário Covas, na Escola Estadual Lasar Segall (resultado
de convênio firmado com o governo do Estado de São
Paulo em outubro de 2000) e o da praça da Bandeira, 61, cj.
61, em imóvel alugado.
Com a parceria de órgãos públicos e de empresas
privadas, mais a contribuição dos associados, suas
atividades se expandiram. Do trabalho pioneiro na ampliação
de livros didáticos para o primeiro e segundo graus, das
palestras, dos cursos de microinformática com sintetizador
de voz (naquela época, o Bridge; hoje, também, o Virtual
Vision, 5ª versão, e o Jaws, 8ª versão)
passou a uma grade cada vez mais diversificada de cursos para a
capacitação e reciclagem profissional da pessoa com
deficiência visual.
São eles: digitação, Windows, Word, Internet,
HTML, JavaScript, Lógica de programação, SQL,
Excel, Access, Delphi, manutenção de microcomputadores
e instalação de rede, estenotipia, educação
para o trabalho, habilidades didáticas, formação
de instrutores, marketing pessoal, relacionamento interpessoal,
marketing, Telecurso (fundamental e médio), Braille, locomoção.
Mantém com o programa Acessa São Paulo (em parceria
com o governo estadual) um posto de acesso comunitário exclusivo
para deficientes visuais. Oferece também impressão
Braille para terceiros em seu parque gráfico, que conta com
três impressoras profissionais de médio porte.
Uma equipe de profissionais com larga experiência na colocação
dos deficientes visuais no mercado de trabalho presta consultoria
e assessoria sobre empregabilidade para órgãos públicos
e empresas privadas, indo ao encontro do momento presente que, no
depoimento da Sandra, já se prenunciava. “Os lugares
tradicionais ocupados pelos deficientes são a linha de montagem
na indústria, a telefonia, a câmara escura, que já
começam a ser tomados por equipamentos automatizados, computadorizados.
Por isso, acreditamos que uma das melhores oportunidades esteja
nas atividades ligadas à microinformática. Ela está
possibilitando ao deficiente acesso a uma gama maior de informações,
ampliando suas possibilidades de inserção no mundo
do trabalho – não sei precisar qual a dimensão
exata desse mercado, mas acredito ser bem grande.”
Tudo isso é uma realidade que a Lei de Cotas (nº 8.213
de 1991, estipulando pisos percentuais diferenciados de contratação
de empregados com deficiência, de acordo com o tamanho da
empresa) tem ajudado a concretizar.
Mas ainda há muito que se fazer. Porque, como ela bem disse,
“os dirigentes, os órgãos públicos e
os empresários precisam acreditar na capacidade dos deficientes
e criar oportunidades para que possamos mostrar o nosso potencial.
Uma nação não pode ser considerada grande se
dispensa o trabalho de seus cidadãos deficientes”.
INTERNET
INTERNET
www.blogblogs.com.br
- desenvolvida no Brasil, é um endereço de referência
a blogs, com inúmeras páginas listadas: blogueiros,
blogosfera, tags, desenvolvedores, weblog.
www.legendanacional.com.br
- site da campanha nacional pela legenda em filmes nacionais (amparada
pelo Art. 215 da Constituição), encabeçada
por Marcelo de Carvalho Pedrosa, deficiente auditivo. Para participar,
basta clicar no link “abaixo-assinado”.
www.tadificil.com.br
- espaço para os blogueiros relatarem suas experiências
frustrantes com produtos que não cumprem o que prometem,
seja uma embalagem que não abre como deveria ou uma máquina
de lavar roupa que não funciona já na primeira lavagem.
Se propõe ser a linha de frente na defesa do consumidor.
ANOTE
Nossos
recomendados!
DESAFIOS – CD instrumental, um dos grandes trabalhos do grupo
Brasilian Trombone Ensemble, com a apresentação de 12
faixas, entre elas: Fantasia carnavalesca, Feira de mangaio, Frevo
sanfonado e Duda no frevo. Gravadora CPC-UMES, 2003.
ACESSO PARA TODOS – Programa que trata de acessibilidade nas
cidades, apresentado pela vereadora Mara Gabrilli (que é tetraplégica).
Vai ao ar às 2ªs feiras, das 16h às 16h30, com
reapresentação aos sábados às 13h. Eldorado
AM, 700 kHz.
H2O – O tema água é abordado de forma abrangente,
dentro das mais diversas situações e ecossistemas do
mundo: do abastecimento das grandes cidades, da poluição
dos mares e rios, da pesca, de ONGs afins, turismo, fauna e esportes
radicais. TV Cultura, às 6ªs, 8h.
CLICK – Michael Newman é um arquiteto workaholic, que
descobre um controle remoto universal. Com ele, Michael pode avançar
ou voltar no tempo e controlar as situações de sua vida
pessoal e profissional. O objeto passa a ser um problema quando começa
a controlar também suas escolhas. EUA, 2006. Nas locadoras.
GRUPO SENSUS – O grupo mantém em cartaz, até 25
de novembro, três espetáculos: Sensorial e Horizontal,
performances com dez atores, onde os espectadores, de olhos vendados,
sentem odores, são levemente tocados e ouvem poesias (de Jorge
Luis Borges, Júlio Cortázar e Eduardo Galeano) ao pé
do ouvido; e Jardim Interior, peça baseada nos poemas de Mário
Quintana (1906-1994). Espaço Magma, r. Aspicuelta, 227, V.
Madalena.
Reservas: 11 9130-2261.
ETIQUETA E BOAS MANEIRAS
PODER PODE... MAS NÃO DEVE
Não
ser pontual.
Comer com a faca ou levá-la à boca.
Abrir os braços e alargar os cotovelos ao cortar os alimentos.
Pôr os cotovelos sobre a mesa.
Ao recusar um prato, dar como razão “eu não
gosto” ou “me faz mal”. Basta recusar simplesmente.
Beber demais qualquer bebida alcoólica.
Levantar da mesa antes de terminada a refeição.
Assoar-se ruidosamente.
Falar em segredo diante de outras pessoas.
Responder por monossílabos a qualquer observação
que nos fazem.
Servir-se com freqüência das relações para
pedir favores.
Chamar a atenção de crianças e empregados diante
de outras pessoas.
Pedir a repetição de qualquer prato. Deve-se esperar
que nos ofereçam.
Limpar o rosto ou o queixo com o guardanapo.
Assobiar ou cantar à mesa.
Quando se é anfitrião, acabar de comer antes dos convidados.
Apontar para pessoas ou objetos.
Ocupar mais espaço que o permitido em um transporte coletivo.
Entrar em um evento cultural depois do espetáculo começado.
Sair antes que tenha terminado. Falar durante a apresentação.
Falar com demasiada franqueza, o que quase sempre equivale a falta
de educação.
Fazer graça à custa dos outros.
Só falar em assuntos que nos dizem respeito.
Fonte: Bárbara Virginia. Poder pode mas... não deve.
São Paulo: ed. Loyola, 2000.
CONVIVAWARE
No
caderno Informática do jornal Folha de S.Paulo (Canal aberto,
18/4/2007), li sobre um recurso do Microsoft Word muito útil.
Certamente, a matéria passou desapercebida pela maioria das
pessoas com deficiência visual por acharem difícil
seu uso com os leitores de tela. Trata-se do uso de hiperlinks em
um documento do Word, apontando para partes do próprio documento.
Alguém poderia perguntar... mas qual a utilidade disso?
Com a popularização do uso do computador, cada vez
mais temos textos, monografias, livros, etc. sendo digitalizados
e disponibilizados por meio da internet e CD-ROMs, dentre outras
formas de acesso ao mundo digital. Com isso, nos deparamos com documentos
enormes no formato do Microsoft Word. É verdade que esse
programa oferece várias formas de navegação
por um documento (a busca, ir para e a barra de rolagem), que com
o mouse se pode avançar e voltar rapidamente por uma grande
quantidade de páginas, mas a pessoa cega não consegue
tirar proveito delas.
Portanto, um ótimo recurso são os hiperlinks. Úteis
em documentos extensos, são pouco usados. Vamos, então,
mostrar como os cegos podem tirar proveito de tal recurso e também
incentivar os leitores sem deficiência visual a prestarem
mais atenção nele.
Assim como acontece com as páginas da internet, o Word nos
permite criar hiperlinks, que com um clique nos leva para um site
ou mesmo para um capítulo específico do documento
onde o hiperlink se encontra. Para isso, localizam-se capítulos,
seções ou mesmo partes do texto onde se quer chegar
rapidamente e cria-se um indicador para cada ponto escolhido.
Um indicador é uma área ou local do documento que
se nomeia para fins de referência. Depois disso, associa-se
cada indicador a um hiperlink que deve estar na primeira página
funcionando como um índice. Como se pode concluir, o uso
desse recurso só faz sentido em documentos extensos, onde
a localização de um conteúdo é mais
difícil.
Para se criar um hiperlink, é preciso seguir os seguintes
passos:
1) abrir o documento desejado;
2) localizar o ponto do texto onde se deseja chegar quando o hiperlink
for acionado e marcá-lo (pode selecionar o texto com o mouse
ou usar as teclas control + shift + seta para a direita, ou ainda,
se for uma linha inteira, usar shift + seta para baixo);
3) criar um indicador nesse ponto (para isso, vá até
inserir, digite alt + I ou mesmo pressione o alt da esquerda e vá
com a seta direita até o menu inserir, desça com a
seta até indicador e pressione enter, ou pressione a letra
r para abrir a caixa de diálogo onde se definirá o
indicador);
4) em nome do indicador, digite ou selecione um nome; você
pode criar quantos indicadores quiser (no local do indicador, não
aparecerá nenhum elemento visual); para andar entre os campos,
clique com o mouse ou, no caso de ser usuário de leitor de
tela, navegue com a tecla tab e, para concluir, clique em adicionar;
5) para criar outros indicadores, repita do passo 2 ao 4.
Ao final, tem-se um texto com indicadores prontos a serem acionados
por um hiperlink ou mesmo pelo localizar. Para acioná-los
por meio do ir para, que é uma aba do localizar, clique em
ir para, ou digite control + y.
Na janela que se abre, escolha o indicador com o mouse, ou pressione
shift + tab, desça com a seta até indicador e pressione
tab para digitar o nome do indicador que deseja procurar.
Uma vez que o nome esteja correto, você será levado
para o local do documento onde ele foi criado.
No entanto, se criar um hiperlink na primeira página do documento,
é possível chegar ao indicador com apenas um clique,
evitando assim os passos indicados acima.
Para criar um hiperlink, siga os seguintes passos:
1) escreva uma palavra, ou linha, no começo do documento
que deixe claro o ponto para onde deseja ir e que já tenha
criado um indicador;
2) selecione o texto como já indicado no item 2 da criação
de indicadores acima descrito;
3) vá ao menu inserir e desça até hiperlink,
ou simplesmente digite control + k e uma caixa de diálogo
será aberta;
4) no painel vincular a, na parte esquerda da janela, clique em
colocar neste documento. Na lista que aparece, selecione o indicador
ao qual você deseja vincular o texto e pressione O.K. No caso
do usuário de leitor de tela, navegue com o tab e setas para
localizar o indicador desejado – ele aparecerá com
o nome que foi criado –, depois navegue até o botão
O.K. e dê enter.
Para criar outros hiperlinks, repita do passo 1 ao 4.
O texto usado como hiperlink ficará na cor azul. Para acioná-lo,
ou seja, navegar até o local do indicador associado a ele,
mantenha a tecla control pressionada enquanto clica no hiperlink
com o botão esquerdo do mouse.
Para os usuários de leitores de tela, a operação
dependerá do leitor que estiver sendo usado: com o Jaws,
leve o ponteiro do mouse (insert + menos do teclado numérico)
até o hiperlink, segure a tecla control e pressione a barra
do teclado numérico (que simula o botão esquerdo do
mouse).
No caso dos usuários do Virtual Vision, navegue até
o hiperlink desejado. Em seguida pressione control + alt + 4 do
teclado reduzido para posicionar o mouse, pressione control + alt
+ 5 para focar e dê um enter para ir para o indicador correspondente.
O DosVox não trabalha diretamente com documentos do Microsoft
Word. Existem outros leitores de tela, mas, por serem pouco usados
no Brasil, não faremos referência a eles.
Laercio Sant’Anna
NOSSOS
PARCEIROS
RR DONNELEY MOORE: uma gigante no segmento gráfico
Em 2004, as norte-americanas RR Donnelley e Moore Wallace fundiram-se,
formando a maior indústria gráfica do planeta, com
cerca de 45 mil funcionários, espalhados por 125 fábricas
e 600 escritórios presentes em 132 países da América
do Norte, Europa, Ásia e América Latina. A fusão
unificou duas empresas líderes em seus segmentos de atuação,
com soluções e produtos complementares, formando uma
nova companhia de liderança global em soluções
gráficas, a RR Donnelley Moore.
“É uma empresa que trabalha com diversos produtos gráficos,
desde o mais simples para o uso de relatórios de materiais,
contabilidade etc., até os mais sofisticados na sua construção
e tratamento gráfico, como notas fiscais, produção
de livros e revistas", explica Marcos da Cunha Ribeiro, presidente
da Donnelley Moore no Brasil desde 2003, com 22 anos de casa.
Para ele, essas mais de duas décadas coincidiram e alinharam
seu plano de vida pessoal à sua carreira e realização
profissional. Marcos tem sempre presente como elemento fundamental
o que os clientes querem e esperam. Uma das características
da Donnelley Moore, segundo ele, é atender ao cliente de
forma igual, não importando seu tamanho. “Enquanto
eu tenho clientes satisfeitos, que elegem nossa empresa e compram
nossos produtos e serviços, tudo é viável”,
lembra. Dentre seus mais de 50.000 clientes, só no Brasil,
estão o Grupo Pão de Açúcar e o Grupo
Silvio Santos.
A empresa concentra seu trabalho social nos que precisam daquilo
que é parte do seu cotidiano – o papel. Sendo assim,
associações como a ADEVA são beneficiadas com
a doação de formulários e papéis para
a escrita e impressão em braille. Para a primeira entidade
atendida (localizada em Juiz de Fora – MG), trabalharam nas
características do papel (gramatura e medidas), possibilitando
sua utilização na impressão e escrita do braille.
“Atendemos a necessidade deles com um papel de 240 cm por
11 cm, com gramatura 120, que guardamos como experiência e
conhecimento", conta.
Com a ADEVA, o primeiro contato se deu em 2000, quando a Moore fez
uma doação de papéis formulários e folhas
soltas para aulas de braille. Com o fim do estoque, a Companhia
de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep)
patrocinou a compra e a oferta de mais um lote. Em 2005, a Donnelley
Moore e a ADEVA se reaproximaram. “Quando deliberamos seguir
adiante com uma ação organizada, além do trabalho
de responsabilidade social interno da empresa, a ADEVA foi uma das
entidades escolhidas, pois o feedback que ela nos deu, de 2005 para
cá, é parcela importante do seu significado.
Podemos dizer com orgulho que agora firmamos uma parceria”.
Lucia Nascimento
A
CERTEZA DA INSEGURANÇA
“Há que se desejar a insegurança, pois
certezas e tranqüilidade estão nos túmulos.”
Em geral, as
pessoas morrem em torno dos trinta anos e, são sepultadas
por volta dos sessenta ou setenta. Leva quarenta anos para os outros
perceberem que aquelas pessoas estão mortas.
Lembre-se: a vida é sempre incerta.
Somente o que está morto é certo, é sólido.
Tudo o que está vivo muda sempre e se movimenta, é
fluído, líquido, flexível, capaz de se mover
sem qualquer direção. Quanto mais você se torna
seguro, mais está perdendo a vida. Viver é arriscado
e morrer não tem nenhum risco. Viver é sempre perigoso
porque viver significa conviver com o desconhecido.
Morrer é muito, muito seguro.
Na verdade, não há nenhum lugar tão seguro
para o homem quanto um túmulo. Nada mais pode acontecer a
uma pessoa que está em um túmulo. Nada mesmo pode
acontecer, nenhum acidente, nenhum azar. Esta é a segurança
do túmulo. E as pessoas têm desejado tanto a segurança
que elas estão mesmo prontas a morrer por ela.
Deseje a insegurança, pois isso é desejar a vida.
Busque a insegurança, procure os caminhos ainda não
trilhados e navegue por mares ainda não navegados, porque
esse é o caminho da vida.
Quando as mudanças começam a ocorrer, as pessoas ficam
com medo. Então, algumas vezes, elas se agarram às
misérias, porque elas lhes parecem familiares.
Mas o crescimento é sempre um jogo arriscado. A pessoa tem
que perder aquilo que conhece em troca de algo que ainda não
conhece. Tem que perder aquilo que está em suas mãos
em troca de algo que ainda não está.
Na vida real não há nenhuma segurança, nenhuma
promessa, nenhuma garantia. Exceto a certeza da morte. Esta é
a beleza da vida real. É por isso que há tanta emoção.
A vida só é alcançada por um alto preço.
O risco é o preço.
Se você observar as pessoas, verá muita gente buscando
um tipo arriscado de vida, à sua maneira. Essas são
as pessoas vivas.
As outras já estão mortas. Podem ser sepultadas mais
tarde, mas já estão mortas.
Osho
ESTIVE
LÁ E GOSTEI!
Santana de Parnaíba
Você já se imaginou voltando ao tempo do Brasil colônia?
Já se viu andando em ruas estreitas, calçadas de pedras,
entre casarões com altas portas e largas janelas? Pois tudo
isso parecerá real se você for a Santana de Parnaíba.
Afinal, essa cidade, que nasceu às margens do rio Tietê,
concentra um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos do
estado, com 209 edificações tombadas, em 1982, pelo
Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico,
Arqueológico e Turístico de São Paulo (Condephaat).
O melhor é que as construções coloniais de Santana
de Parnaíba estão muitíssimo bem restauradas
e preservadas, proporcionando aos visitantes uma volta ao passado
para apreciar tanto a arquitetura colonial de suas edificações
como o estilo colonial das mobílias em seus antiquários.
Alguns exemplos são a Casa da Cultura, no largo da Matriz,
um sobrado construído por volta do século XVIII, exemplar
típico das construções paulistas, com paredes
estruturais em taipa de pilão, cobertas com telhas capa canal,
portas altas e pé direito elevado.
Também aí se encontra o Museu Casa do Anhangüera
– residência bandeirista urbana, construída na
segunda metade do século XVII, em taipa de pilão e taipa
de mão, onde, dizem, residiu o bandeirante Bartolomeu Bueno
da Silva, o Anhangüera. Representa a tradição urbana
das primitivas moradas paulistas.
Ali mesmo no centro histórico, na praça 14 de Novembro,
parei para assistir uma apresentação de música
regional em um coreto. Era o coreto Maestro Bilo, um cartão
de visitas da cidade, construído em 1892, um belo monumento
histórico da cidade, hoje usado pelo projeto Música
na Praça, que acontece todos os domingos, das 15h às
17h.
E já que eu estava na praça, aproveitei para dar uma
voltinha na feira de artes e artesanato que acontece aos domingos,
das 10h às 17h. Lá tem de tudo, desde artesanato hippie,
mosaico, pintura em madeira e tecido, patchwork, toalhas pintadas,
quadros, vasos, plantas ornamentais, roupas, tapeçaria em barbante,
biscuit, até guloseimas. Lá, provei e aprovei um saboroso
pão-de-mel.
Saindo do centro histórico, ali bem próximo, cheguei
à Estrada dos Romeiros, onde existe área de camping,
pesqueiros com chalés e até é possível,
em uma das fazendas, fazer um curso de vôo livre ou um salto
duplo de parapente (esporte radical de vôo livre com um tipo
específico de pára-quedas).
Também na estrada, está localizada a barragem Edgard
de Souza, inaugurada em 1901, a primeira usina hidrelétrica
a abastecer a cidade de São Paulo para, na época, suprir
as necessidades energéticas dos bondes, dos motores das fábricas
e da iluminação, antes atendidos precariamente por uma
usina provisória a vapor, instalada na rua São Caetano.
Para quem quiser esticar um pouquinho o passeio, tem a Rota da Cachaça,
onde é possível visitar um dos tradicionais engenhos
produtores da região ou tirar umas fotos do alto do Morro Voturuna,
localizado entre Santana e Pirapora do Bom Jesus, ponto de partida
dos bandeirantes e núcleo minerador da Capitania de São
Vicente.
Aliás, em Santana de Parnaíba começa o Roteiro
dos Bandeirantes, um percurso turístico histórico-cultural,
englobando oito cidades que margeiam o rio Tietê.
São museus, fazendas, trilhas e caminhos dignos de serem explorados
por quem deseja diversão e cultura, sem a ambição
por ouro ou esmeraldas, nem a busca de escravos indígenas,
como era próprio dos bandeirantes.
Acessibilidade
O site da cidade é acessível, disponível em:
www.santanadeparnaiba.sp.gov.br
Os demais itens são do tempo da mineração paulista:
não há guias, intérpretes de libras, banheiros
acessíveis para cadeirantes e tampouco folhetos de informações
turísticas em braille.
Como chegar
De trem, a partir da estação ferroviária da Barra
Funda; de carro, pela Rodovia Presidente Castelo Branco SP 280 (pedagiada).
Sidney Tobias de Souza
PREVENÇÃO
Acupuntura: eficiente e segura
Para a medicina oriental, agulhadas nos pontos certos reequilibram
a energia do corpo. Hoje, sabe-se que essas “espetadelas”
estimulam substâncias que mandam um recado de bem-estar para
o organismo. Segundo os antigos chineses, criadores da acupuntura,
a energia viaja em canais invisíveis, os meridianos, onde existem
pontos ligados a funções do organismo.
“A acupuntura muda o jeito das pessoas verem o mundo. Os pacientes
ficam mais otimistas e livres das tensões", diz Jou Eel
Jia, do Instituto Brasileiro de Pesquisa Holística em Medicina
(Ibraphema), em São Paulo.
A ciência das agulhas atua liberando as famosas substâncias
neurotransmissoras: as endorfinas, que eliminam boa parte das dores
orgânicas; as serotoninas, que dão uma gostosa sensação
de prazer; e as encefalinas, que têm ação calmante
básica.
A acupuntura pode tratar qualquer mal. Coadjuvante de prestígio
no ataque a excesso de peso, a acupuntura diminui o estresse, a ansiedade,
a depressão. Sem contra-indicações, elimina dores
musculares e males digestivos que atrapalham a dieta.
Às vezes, os efeitos são imediatos. "Os melhores
resultados são obtidos nas doenças reumáticas,
nas tendinites, nas artroses, nas Lesões de Esforço
Repetitivo (LER) e em dores nas costas", observa o Dr. Hong Jin
Pai, médico formado pela Universidade de São Paulo e
pós-graduado na faculdade de medicina tradicional chinesa de
Guangzhou, na China.
A técnica também resolve muito bem problemas psicossomáticos,
como gastrites, asmas, colites, tensão pré-menstrual,
bruxismo e alergias. "Mas em alguns casos, como nas infecções,
o ideal é aliar a acupuntura à medicina ocidental para
apressar o tratamento", opina o especialista.
A acupuntura é um método invasivo, e, portanto, faz-se
necessário observar as regras básicas de esterilização,
a fim de evitar a transmissão de doenças. Atualmente
as agulhas utilizadas são descartáveis, o que aumenta
a segurança para os pacientes, prevenindo doenças como
a hepatite e a Aids.
Desde que realizada por profissional devidamente habilitado, a acupuntura
é um procedimento seguro e desprovido de efeitos colaterais.
Reações adversas estão em geral associadas à
má formação de quem a pratica. É importante
ter em mente que embora a acupuntura esteja livre das dependências
e dos efeitos colaterais associados ao uso dos medicamentos, constitui
um procedimento que exige conhecimentos de anatomia topográfica,
fisiologia e, sobretudo, clínica médica.
A elaboração de um diagnóstico, inclusive diferencial,
o estabelecimento de prognóstico e a instituição
do tratamento adequado, são fatores imprescindíveis
para se evitar o simples mascaramento de sinais e sintomas, com todas
as conseqüências negativas que isso possa acarretar. Em
todos os casos, o paciente deve manter seu médico e farmacêutico
informados sobre os medicamentos de que faz uso, se está ou
suspeita estar grávida, ou se usa marca-passo ou implantes
cosméticos.
Procedimento doloroso
A sensação de dor geralmente está associada a
inserção das agulhas, que têm um diâmetro
muito pequeno, semelhante ao de um fio de cabelo, sendo de pequena
intensidade, rápida e, na maior parte das vezes, imperceptível.
Após a inserção, pode ocorrer uma sensação
discreta de choque elétrico, peso ou dolorimento, o que é
decorrência da ativação de terminações
nervosas responsáveis pela condução do estímulo
do tratamento oriental.
Já a acupuntura auricular atua apenas nos casos mais simples,
como complemento da sistêmica. Ela é boa porque o cliente
vai com umas sementinhas presas à orelha para casa. E, massageando
as sementinhas, ele faz uma acupuntura doméstica diária.
Precisa de uma média de 10 sessões, de 40 minutos cada,
feitas duas vezes por semana. Depois de três semanas começam
a aparecer os resultados.
É bom que se saiba que os médicos especialistas nas
agulhas não têm absolutamente nada contra a técnica
ocidental, e inclusive se utilizam dela nas primeiras consultas.
Ainda não há regulamentação para a acupuntura
e não existem pessoas proibidas de exercê-la. Mas um
projeto de lei sobre o assunto está no Senado para ser votado.
Desde 1995, o Conselho Federal de Medicina reconhece a técnica
como especialidade médica e defende que apenas profissionais
de saúde possam praticá-la.
Fontes:
Farmácia on-line. Acesso em: ago. 2007 - Disponível
em:
http://www.farmacia.med.br/farmacia/principal/conteudo.asp?id=1387
Lincx. Acesso em: ago. 2007 - Disponível em:
http://www.lincx.com.br/lincx/saude_a_z/med_alternativa/
10_perguntas.asp
Lúcia Nascimento
CURTAS
LIVRO ACESSÍVEL
- Algumas normas legais brasileiras existem mas não “pegam”.
É o caso da Lei nº 10.753/03, conhecida como Lei do
Livro, que permite a reprodução de obras em formatos
acessíveis para pessoas com deficiência visual. Um
movimento nacional pela transparência nas discussões
sobre sua regulamentação está aberto à
adesão de todos os interessados. É coordenado por
Naziberto Lopes de Oliveira, um psicólogo cego que, quando
estudante universitário, teve negado pela editora Atlas o
acesso a livros digitais. Basta enviar nome completo e número
de identidade pessoal ou CNPJ para o e-mail: livrouniversal@yahoo.com.br
até agosto de 2007. As reivindicações do movimento
serão entregues ao Conselho Nacional de Defesa das Pessoas
com Deficiência (Conade) e aos coordenadores da Frente Parlamentar
de Apoio às Pessoas com Deficiência, do Congresso Nacional.
TECNOLOGIAS
DA INFORMAÇÃO - A versão eletrônica do
livro Tecnologias da informação e sociedade: o panorama
brasileiro está acessível para download no endereço:
http://www.camara.gov.br/internet/infdoc/
Publicacoes/html/pdf/tecnologia_info.pdf
Encaminhado pela Câmara dos Deputados, o documento traça
um cenário brasileiro do uso da informática e das
novas tecnologias como ferramenta de inclusão social. A publicação
(da editora Plenarium) apresenta conceitos, pesquisas e métricas
internacionais de avaliação de programas, mecanismos
de financiamento, o perfil da indústria, o papel do poder
público, as experiências em governo eletrônico,
a atuação do terceiro setor, a legislação
atual e os novos marcos regulatórios em discussão
nessa área. Considerada uma das mais abrangentes obras já
editadas sobre TI, serve como fonte de consulta e guia para os especialistas
que buscam democratizar o acesso às tecnologias a todos os
brasileiros.
Fonte: Rede Saci.
Disponível em:
http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=20112
Acesso em: ago. 2007
ADEVA
EM FOCO
GRÁFICA
BRAILLE
A ADEVA oferece a impressão de textos em braille e em caracteres
ampliados para terceiros em sua gráfica.
Todos os recursos obtidos com a produção desse serviço
são revertidos para a manutenção da entidade.
Os valores pagos podem ser deduzidos do imposto de renda de pessoas
jurídicas.
Mais informações pelos telefones: (11) 3101-7502 ou
3667-5210 (com Márcio ou Sandra)
PALESTRAS
Com o objetivo de promover o desenvolvimento pessoal e profissional
de empregados e empregadores, bem como conscientizar a sociedade
sobre o potencial da pessoa com deficiência, a ADEVA oferece
palestras sobre os seguintes temas: A magia do sorriso, Administração
do estresse, Etiqueta empresarial, Técnicas de apresentação
em público, Vozes que trabalham, O trabalho e o meu valor,
Deficiente visual: mito e realidade.
Para agendar dia e horário, entre em contato com Sandra Maciel
ou Márcio Spoladore, pelos telefones (11)
3101-7502, 3667-5210 ou pelo e-mail marcio@adeva.org.br.
As palestras podem ser ministradas in company e seu valor abatido
do imposto de renda de pessoas jurídicas.
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forma diferente. Mensagens de bom dia, aniversário, reconciliação,
congratulações, românticas, de otimismo, de
saudade e para datas especiais. Ligue (11) 4668-2112, com Edvando
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Elaboração e revisão de textos em língua
portuguesa. Informações com Egle, pelos telefones:
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compras, ligue: (11) 9683-9040 e fale com o Manuel. Desconto especial
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PROFISSIONAL NA ADEVA
INSCRIÇÕES ABERTAS
As inscrições podem ser feitas pelos telefones:
(11) 3667-5210, com Sandra Maciel, e
(11) 5084-6693 e 5084-6695, com Edvando.
GARILLI
Pré-impressão e Impressão – Garilli.
http://www.garilli.com.br
tel.: 11 6694-3288
Expediente
Conviva
- Associação de Deficientes Visuais e Amigos
- Adeva - Ano VIII – nº 40 – maio/junho de
2007
Jornalista responsável: Liane Constantino (MTb 15.185)
Colaboradores: Celso de Oliveira, Laercio Sant’Anna,
Lúcia Nascimento (MTb 29.273), Mara Alves, Márcio
Spoladore, Markiano Charan Filho, Sandra Maciel, Sidney Tobias
de Souza.
Correspondência:
Praça da Bandeira, 61, cj. 61- CEP 01007-020 - São
Paulo (SP)
Telefones: 11 5084-6693, 5084-6695
Fax: 11 5084-6298
E-mail: adeva@adeva.org.br
Site: http://www.adeva.org.br
Editoração:
Fernanda Lorenzo.
Revisão: Célia Aparecida Ferreira.
Fotolitos e Impressão: cortesia Garilli Artes Gráficas
Ltda. - Tel.: 11 6694-3288
E-mail: garilli@garilli.com.br
Tiragem: 1.000 exemplares
Distribuição gratuita.
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