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JORNAL CONVIVA EDITORIAL
- EU, O BEBÊ DE PROVETA E O RIO DA PRATA EM UMA NAVE ESPACIAL ADEVA: MEU ANTES E DEPOIS EDITORIAL Hoje, acordei com vontade de recordar. Sentado na minha máquina do tempo, puxei a alavanca e parei em agosto de 1978. Ainda estávamos sob a ditadura militar, mas a oposição crescia e o então presidente Ernesto Geisel encontrava dificuldades para impor a vontade dos generais. O AI5 caíra por terra no início daquele ano.
INTERNET
http://safemanuals.com/ – Perdeu o manual? Eis a solução. Um site, que pode ser acessado em diversas línguas, inclusive em português, com milhares de manuais – de câmaras fotográficas a máquina de lavar louças, de GPS a aparelhos de TV, equipamentos de som, celulares e muito mais. São precisamente 883.542 manuais de 3.327 marcas.
CASA E PARQUE MODERNISTA – Aberto de 3ª a domingo, das 9h às 17h, esse novo espaço de lazer e cultura foi entregue aos paulistanos no último mês de agosto. Abriga a residência do casal Gregori Warchavchik, imóvel considerado a primeira manifestação modernista da construção civil em São Paulo. Data de 1927. Seus jardins, tropicais, assimétricos e baixos são de autoria de Mina Klabin Warchavchik e influenciaram todo o paisagismo posterior no Brasil. Rua Santa Cruz, 325, Vila Mariana, 5549-4288. Tem acesso para deficientes, visitas monitoradas e gratuitas. ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA – Baseado na obra homônima de José Saramago (Nobel de literatura de 1998), o filme mostra a humanidade às voltas com uma epidemia de cegueira “branca”. Tem direção do brasileiro Fernando Meirelles e um elenco de atores internacionais: Julianne Moore, Gael Garcia Bernal, Mark Ruffallo, Alice Braga, Danny Gloover, entre outros. Em circuito comercial. BRASIL EM TODOS OS TEMPOS – Programa da rádio Eldorado AM, 700 kHz, comandado por Geraldo Nunes, conta histórias, curiosidades e indica lugares do país, ampliando a abrangência do seu consagrado programa São Paulo de Todos os Tempos. Sábado às 23h, com reprise aos domingos às 6h e 12h. GLOBO ECOLOGIA – Programa transmitido na TV Globo aos sábados, a partir das 7h15, e no canal Futura às 22h30. Há 15 anos no ar, mostra os efeitos da interação entre sociedade e natureza. COLEÇÃO FOLHA 50 ANOS DE BOSSA NOVA – São vinte CDs-Livros que cantam e contam a Bossa Nova, um momento marcante na história da música popular brasileira. Nas bancas de jornal, todos os domingos (até 14 de dezembro) ou pelo site www.folha.com.br/bossanova. Embora tenha nascido com uma deficiência congênita e tenha passado por inúmeros oftalmologistas, nunca soube que era considerada DEFICIENTE e muito menos que havia leis que me garantiriam direitos. Estudei em escola pública e sempre contei com a compreensão de professores e a colaboração de colegas. O primário foi mais fácil, mas, à medida que avançava, as letras dos livros diminuíam e a minha visão piorava devido ao glaucoma, que só foi diagnosticado já aos 16 anos. No colégio, perdi um ano, pois optei por exatas, mas não dei conta do recado. Não foi fácil, pois encontrei também muita gente sádica e sofri discriminação. Bem, isso não importa! Eu consegui concluir o superior junto de uma amiga querida que não podia escrever. Assim, nos tornamos o casal 20 da faculdade: ela lia na lousa e ditava e eu escrevia com carbono. Por várias vezes fui reprovada em exames médicos para cargos que merecia. Depois de uma NEUTITE, que me fez perder um pouco mais a visão, foi que descobri que podia prosseguir e que havia lugar para mim neste mundo. Encontrei a ADEVA e o sonho de aprender a mexer num computador se tornou real. Descobri que podia fazer muito e, principalmente, que podia ajudar a outros que tinham menos do que eu, que, lá no mundo dos “perfeitos”, me sentia tão incapaz. Me senti nascendo de novo e com um mundo diferente e muito melhor para descobrir. Graças a pessoas especiais como a Lilian (sempre meiga e atenciosa), o Ricardo (sempre prestativo), a Cida (sempre alegre, atendendo a todos com carinho) e o Carlos (que me fascinou durante minha entrevista ao observá-lo no computador) me sinto outra pessoa. Estou mais feliz, mais segura, realizada com minhas conquistas e cheia de sonhos! Agradeço a Deus por ter me conduzido até aqui e por ter me permitido encontrar novos amigos, que, a cada dia, me surpreendem e me encantam com suas superações e qualidades! Antes, me sentia inferior. Hoje tenho consciência que somos incríveis, pois para nós as coisas são mais difíceis, o que torna cada desafio muito mais interessante e cada conquista muito mais significativa! Não adianta perder tempo com o passado, nem se inquietar com o futuro. O importante é viver intensamente o presente, pois na realidade é a única coisa que temos! Quem perde o AMOR morre em vida porque quem ama nasce de novo! Há grandes amizades traduzidas em gestos sem tamanho! NÃO IMPORTA VENCER OU PERDER: ATÉ VOCÊ PERDER! Sandra Maria Thomaz Luz - aluna do curso de digitação da ADEVA, contratada pela empresa CPM Braxis .
CONVIVAWARE Se bem se lembram os leitores do Convivaware, na 37ª edição do Conviva, apresentamos os cuidados necessários à realização da compra de um novo computador. Na época, recebi dos aficionados do Linux inúmeras críticas por afirmar que esse sistema operacional ainda oferecia dificuldades para as pessoas cegas por ser algo “muito novo” para os leitores de tela e não existir profissionais qualificados para auxiliar os menos experientes nesse universo. Embora entenda que o cenário não tenha mudado significativamente, não há dúvida de que cada vez mais o Linux é uma realidade em nossas vidas. Os melhores custos/benefícios na compra de um computador novo hoje incluem em seu pacote alguma distribuição Linux. Recentemente, um novo problema que passamos a enfrentar (pelo menos por algum tempo) é a cada vez mais presente distribuição do sistema operacional Windows Vista nos computadores novos. Guardadas as devidas proporções, assim como acontece com o Linux , o Windows Vista ainda é “algo novo” para grande parte das pessoas. O leitor do Convivaware pode estar se perguntando: mas se agora eu só consigo comprar computadores com um ou com o outro, qual é a saída? Essa é a reflexão que eu gostaria de trazer para os amigos... Existem opções tanto para o Windows Vista quanto para o Linux . Nos últimos meses, houve um bom avanço na capacidade dos leitores de tela mais conhecidos de trabalharem eficientemente com o Vista. O Jaws for Windows da Freedom Scientific , em sua versão 9.0, e o recém-lançado Virtual Vision 6.0 já funcionam com o Windows Vista muito bem e suas culturas já são disseminadas no Brasil. Há alguns anos, um número significativo de pessoas usa esses leitores de tela. Embora estejamos falando de novas versões, suas principais características permanecem idênticas às anteriores, assim como ocorre com o Windows Vista , que, para as atividades mais básicas, também apresenta grande similaridade com seus antecessores. O problema são as vulnerabilidades que, por ser “recente”, ainda apresenta. Outra solução seria o uso do Dosvox . Porém, embora seja gratuito, não é exatamente um leitor de tela, impossibilitando assim ao usuário obter as vantagens das novas funcionalidades oferecidas pelo Vista . Contudo, vale a pena salientar que o Dosvox roda perfeitamente bem nesse sistema operacional, sendo assim uma solução gratuita para quem adquiriu um computador e instalou alguma de suas versões. Outra opção também gratuita é o NVDA . Desenvolvido por programadores de boa vontade, esse leitor de tela, embora ainda primitivo se comparado aos produtos “tradicionais” do mercado, surpreende pelo que oferece, pois não tem ainda três anos de “vida” e é sem fins lucrativos. Já para o Linux , no último ano, o número de pessoas cegas que se aventurou no mundo do software livre aumentou bastante no Brasil. Já podemos presenciar nas listas de discussões da Internet debates acalorados na defesa de uma ou de outra plataforma de trabalho. O “pacote” Gnome + Ubuntu + Orca se apresenta como uma das melhores soluções para os usuários cegos no universo Linux . Segundo seus defensores, já é possível fazer tudo o que se faz com os leitores de tela da plataforma Microsoft . O problema é que sua cultura ainda não está tão disseminada no Brasil quanto a dos leitores de tela Virtual Vision , Jaws for Windows e Dosvox . Desse modo, em minha opinião, para aqueles que pretendem adquirir um novo computador, a preocupação com o sistema operacional deve ser considerada com carinho. Se o usuário é experiente no uso da informática, por que não dar uma oportunidade ao Linux ? O custo da máquina será menor e terá à disposição inúmeros softwares gratuitos que poderão suprir todas suas necessidades. Já se for um usuário com poder aquisitivo melhor, e não deseja tantas aventuras (hum! agora eu apanho dos amantes do Linux ), opte pela aquisição de um Virtual Vision 6.0 e pelo Windows Vista . Ele não é tão diferente assim do Windows XP . O usuário rapidamente se acostumará e terá, dentro de algum tempo e algumas atualizações, uma boa plataforma de trabalho. Vale aqui lembrar que, desde 1º de setembro deste ano, o Bradesco distribui o Virtual Vision 6.0 gratuitamente aos seus clientes, assim como fez com as versões anteriores. Como já são produtos bem conhecidos, não faltarão amigos para dar aquele apoio tão necessário a quem está iniciando nesse mundo tão fascinante da informática. Laercio Sant'Anna ESTIVE LÁ E GOSTEI! Imagine-se sentado em frente a uma lareira, sentindo aquele arzinho penetrante e frio, típico das montanhas, batendo no seu rosto. Então, você acende a lareira, os gravetos sobre a grelha pegam fogo imediatamente e você, ali, observando o saltitar das chamas, azuladas, hipnóticas com sua luz brincando em sua pele. Agora é só saborear um bom vinho, com um queijo gostoso, sentindo o calorzinho do fogo sem se preocupar com o tempo. Onde? Em Monte Verde. Fundada onde antes era a fazenda da família Grinberg, imigrantes da Letônia, essa cidadezinha no sul de Minas, no alto da Serra da Mantiqueira, além do clima de montanha, tem paisagens exuberantes. Foi em busca de um ambiente assim, tranqüilo e aconchegante, que percorri os 170 km que separam São Paulo de Monte Verde. Na chegada, um susto. Havia chovido muito e, nessas ocasiões, a subida do morro torna-se um verdadeiro rali. Ônibus não sobe. Chegamos com o carro totalmente enlameado. Hospedagem não é problema, afinal, a cidade é repleta de hotéis e pousadas. Acomodei-me em um bangalô bem confortável com uma lareira aos pés da cama. Uma vez bem instalado, fui às compras, direto na avenida Monte Verde, centro comercial da cidade. Ali, há várias casinhas estilo enxaimel, onde é possível comprar perfume, cosméticos, calçados, moda de inverno, artigos em couro, artesanato, chocolate caseiro, cachaça, vinho e muito queijo. Aliás, a degustação é farta, de deixar em dúvida sobre o que levar. Nem por isso deixei de acrescentar alguns quilos na minha bagagem. Para cortar caminho, decidi fazer a trilha do pinheiro alto, que liga a avenida Monte Verde à avenida Sol Nascente, onde eu estava hospedado. É uma trilha leve, bem arborizada, com uma pequena ponte sobre um riacho e, como o nome diz, tem como marco um grande pinheiro alto. Aliás, há na cidade muitas opções para os apreciadores da natureza. A partir do final da rua Cedrus Libani, encontra-se o início de várias trilhas – Chapéu de Bispo e Platô (10 min); Pedra Redonda (20 min), excelente para fotógrafos, pois tem a melhor vista da região; Pedra Partida (45 min), com trechos de maior grau de dificuldade; e Pico do Selado (1h40), a mais longa, segue o topo da serra a partir do Chapéu de Bispo. Outra opção é a Cachoeira dos Pretos, com 154 metros de altura, um grande volume de água e um grande estrondo provocado pelas quedas que os visitantes ouvem de longe enquanto se aproximam pelas trilhas em meio à mata ciliar. No caminho para a cachoeira, ainda há várias quedas d'água e corredeiras, piscina natural e bicas para banho. Nas noites em que ocorrem eventos especiais, a cachoeira é totalmente iluminada. Realmente, o ecoturismo é forte em Monte Verde. Na avenida S ol Nascente, encontrei uma comitiva com mais de 100 cavaleiros. Fui convidado por um deles a um passeio em um manso e sossegado pangaré. Se você quiser, pode se divertir também com o jeep, o quadriciclo, as motos, o trenzinho, o avião monomotor, a patinação no gelo, o rafting e outras atrações disponíveis aos visitantes de Monte Verde. Uma dica: para itens cobrados por hora, negocie. O valor final fica bem abaixo do inicialmente pedido. Quando bater aquela fominha, não tem por que se preocupar, pois as opções gastronômicas de Monte Verde são de dar água na boca. Vão desde a tradicional comida mineira, com leitão a pururuca, galinhada, carne na lata (conservada em banha), preparada no fogão à lenha, até o prato mais típico da cidade: trutas. Você até pode escolher em um trutário o peixe que irá saborear no seu almoço. Eu provei e aprovei uma saborosíssima truta com alcaparras, palmito e batatas ao forno. Então, é ou não é um bom lugar para passar um fim de semana? Acessibilidade - O site da cidade, embora pobre de conteúdo, é acessível: <http://www.monteverde.com.br>. Já os demais itens de acessibilidade são do tempo dos pioneiros, fundadores da cidade. Não há guias, intérpretes de Libras, banheiros acessíveis para cadeirantes e tampouco folhetos de informações turísticas em Braille. Como chegar - d e carro, pela rodovia Fernão Dias até Camanducaia e depois mais 35 km por uma estrada de terra; de ônibus, saída do Terminal Rodoviário do Tietê. Sidney Tobias de Souza
Na arte de descobrir talentos, o Conviva apresenta Edvaldo dos Santos. Para quem não o conhece, é ele quem faz (com a Celinha, também um talento da ADEVA) a diagramação e a edição de textos para impressão em Braille de todo o material que chega à gráfica da entidade, inclusive as apostilas dos cursos oferecidos gratuitamente. Já para os leitores deficientes visuais o nome não é estranho. É ele mesmo, o amigo que, com dedicação e carinho, atende os usuários da biblioteca Louis Braille, do Centro Cultural São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura. Sem dúvida, um grande profissional, que está ajudando, e muito, no crescimento da ADEVA, o que justifica a homenagem nesta sessão. Durante a entrevista, ele fala, com simpatia, da sua família, da infância e da difícil vida de um estudante deficiente visual. Edvaldo (47) presta serviço na entidade desde abril de 2007, cedido pela TMS Call Center , empresa parceira que o contratou nesse ano. Dedicado, conta que procura realizar suas tarefas da melhor maneira possível, “e com a maior preocupação, pois o objetivo é facilitar a leitura e o entendimento do texto pelo deficiente visual”. Seu trabalho exige paciência e bastante atenção, além, é claro, de um razoável conhecimento de ortografia, gramática e do sistema de escrita Braille, o que não lhe falta e que pode, perfeitamente, ser notado nos livros, cardápios, manuais e apostilas produzidos. Nascido em São Paulo, em 4 de março de 1961, ele é o mais velho de quatro irmãos. Seus pais, Tialtino e Eunice, vieram de Caruaru (PE). Foi o único dos irmãos que nasceu com baixa visão (tem 5% apenas no olho esquerdo). As causas, segundo ele, são a toxoplasmose e um alto grau de miopia. Sua infância, “apesar da deficiência, foi muito divertida; eu brincava de bola, pega-pega, andava de bicicleta, jogava bola de gude... mas evitava algumas brincadeiras, como esconde-esconde, e brincar à noite, por conta de não enxergar”. Para estudar, Edvaldo preferiu uma escola normal, a EE Silva Jardim, no bairro do Tucuruvi, zona norte de São Paulo, onde fez o curso fundamental. “Senti muita dificuldade, pois não conseguia ver o que estava escrito na lousa; então, procurava ajuda de meus colegas de classe para acompanhar os estudos.” Depois, fez o supletivo do ensino médio na escola Marechal Deodoro (particular). Ele é casado com a Maria Helena (também deficiente visual) há 24 anos, com quem tem uma filha, a Natália, de 14 anos. O segredo da duração do seu casamento “é a Helena, uma parceira maravilhosa; já, a Natália, é uma menina estudiosa e filha excelente”, ele acrescenta, com orgulho de pai. Sua história com a ADEVA tem quase uma dezena de anos. “Conheci o pessoal em 1999, durante uma gincana promovida pelo Cadevi (Centro de Apoio ao Deficiente Visual); a ADEVA participou com a equipe Golfinhos (foi a vencedora); aí, comecei a freqüentar os cursos de informática, o primeiro foi o de Windows 98”, ele lembra. “Então, o Markiano (diretor-presidente) me propôs trabalhar, em 2002, com impressão em Braille; eles tinham acabado de comprar uma máquina Index para fazer cardápios e outros produtos para clientes externos; aceitei o convite e fazia o serviço em casa.” Quando a gráfica da ADEVA cresceu (hoje, já tem três impressoras semiprofissionais em atividade) e se instalou no Centro de Treinamento Mário Covas (na rua São Samuel, 174), foi para lá, “emprestado” pela TMS . “Para mim, a mudança foi muito boa; além de continuar fazendo o que gosto, ainda tenho a oportunidade de conviver com os professores, os alunos, parte da diretoria, o pessoal da gráfica e de vivenciar o projeto de inclusão da ADEVA, que acontece principalmente por meio dos cursos de informática”, ele acrescenta. “Há muitas pessoas com deficiência visual boas para o mercado de trabalho, só falta prepará-las, e agora eu vejo como a ADEVA faz isso com competência.” Jogo rápido Signo: Peixes. Cor: Preta. Hobby: Caminhar. Um filme: O Homem de Nazaré (“Eu assistia todo ano, na sexta-feira santa, no canal 5, TV Globo.”). Um livro: Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach. Estilo de música: De boa qualidade. Uma música: Metamorfose Ambulante, de Raul Seixas. Cantora preferida: Gal Costa. Cantor: Roberto Carlos. Sobre a deficiência: O mundo seria bem melhor se todos se ajudassem. Religião: Espírita. Deus: Único. Amigos: Aqueles com quem eu posso ser sincero. Amor: A vida. Esporte preferido: Futebol. Time de futebol: Corinthians (mas não sou fanático). Família: Esposa e filha. Seu sonho: Que o mundo seja melhor para todos. O que fazer para viver melhor? Viver bem comigo mesmo. Uma frase: Viver um dia de cada vez. Lúcia Nascimento NOSSOS PARCEIROS Tudo começou no final de 2007. No novo espaço que a ADEVA ocupa (na Escola Estadual Lasar Segall), havia uma área de terra cercada de mato por todos os lados, acompanhando o corredor de entrada. SERVIÇO – A Escola Municipal de Jardinagem oferece oficinas e palestras, curso de recursos paisagísticos, de prática em jardinagem, de orquídeas (noções básicas de cultivo), como fazer uma horta, curso de morfologia e identificação de plantas fanerógamas, de capacitação profissional em jardinagem (projeto Crer-Ser: germinando a cidadania), programa de atendimento às plantas. O prédio da administração fica no Parque Ibirapuera, portões 3 e 4, próximos ao pavilhão da Bienal, e o atendimento ao público é de 2ª a 6ª feira, das 9h às 12h e das 13h às 16h, também pelos telefones: 11 5574-0705 / 5539-5291. Para saber mais, acesse o site:
O Brasil marca sua participação nos Jogos Paraolímpicos 2008 (6 a 17 de setembro) com um recorde: 47 medalhas, sendo 16 de ouro (marca histórica), 14 de prata e 17 de bronze, classificando-se em nono lugar, até hoje sua melhor colocação no evento. O nadador Daniel Dias, grande revelação nacional, participou do evento pela primeira vez e conquistou nove medalhas, quatro delas de ouro. Subiu ao pódio em todas as provas que disputou e bateu três recordes mundiais, além de um paraolímpico. No atletismo, o destaque foi o velocista Lucas Prado, com três medalhas de ouro em três provas disputadas. A bocha, na sua primeira participação nos Jogos, garantiu medalhas com Dirceu Pinto e Eliseu Santos no torneio individual (ouro e bronze, respectivamente) e em dupla (ouro). Luiz Algacir Silva e Welder Knaf conquistaram o segundo lugar para o tênis de mesa. Vencendo a China a um minuto do final da partida, a equipe brasileira de futebol de cinco (deficientes visuais) conquistou o bicampeonato (sua primeira vitória foi em Atenas/2004). Outras vitórias couberam: na natação – a Clodoaldo Silva, prata e bronze, a André Brasil, quatro ouros e uma prata, a Fabiana Sugimori, a Edênia Garcia e a Verônica Almeida, que garantiram três bronzes; no atletismo – a Terezinha Guilhermina, uma medalha de ouro, uma de prata e outra de bronze; a Shirlene Coelho, prata, a Tito Sena, prata na maratona, a Odair Santos, duas medalhas de bronze, a Ádria Santos, a Jerusa Santos e a Yohansson Nascimento, medalhas de bronze; no judô – a Antônio Tenório, ouro (foi campeão também em Atlanta/1996, Sidney/2000 e Atenas/2004), a Karla Cardoso e a Deanne Silva, que conquistaram uma medalha de prata cada, a Michelle Ferreira e a Daniele Silva, ganhadoras da medalha de bronze; no hipismo – a Marcos Alves, o Joca, que conseguiu duas de bronze; e no remo – a Elton Santana e a Josiane Lima, também medalha de bronze.
INSTITUTO RECICLE Em 1998, um projeto voltado a causas ambientais e de inclusão social tem início: o Recicle Milhões de Vidas. A idéia motriz é produzir ações em favor do desenvolvimento sustentável do planeta – educação ambiental, coleta seletiva e reciclagem –, e destinar os recursos financeiros gerados a entidades beneficentes. A partir dessa proposta, em 2000, é fundado o Instituto Recicle (IR), uma organização não-governamental que, nesses oito anos de existência, promove a i mplantação de programas de coleta seletiva, ações eco-culturais, eventos temáticos (semana do meio ambiente, faxina cidadã), oficinas educativas, oferece consultoria, palestras e treinamentos de conscientização ambiental, e mantém pontos de entrega voluntária, em 10 postos do Corpo de Bombeiros e em 3 supermercados Mambo na cidade de São Paulo. Parte do dinheiro arrecadado com a venda dos materiais recicláveis é destinada à Associação de Deficientes Visuais e Amigos (ADEVA), aos Amigos da Criança com Reumatismo (Acredite), à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo ( Apaesp), ao Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer ( Graacc ) e à Associação para Crianças e Adolescentes com Tumor Cerebral (Tucca). Para mais informações sobre o Instituto, visite o site < http://www.institutorecicle.org.br >, ligue para 11 5549-9807 ou mande uma mensagem para institutorecicle@institutorecicle.org.br .
PAPA-PILHAS Você sabia que, depois de usadas, pilhas e baterias representam um risco ambiental e de saúde pública, em razão da presença de substâncias tóxicas como mercúrio, cádmio e chumbo na sua composição? Pensando nisso, o Banco Real tem um programa de incentivo a sua reciclagem. É o Papa-Pilhas. Postos de coleta estão instalados nas agências do banco. Depois de recebidas e acondicionadas de forma segura, elas são encaminhadas para a Suzaquim (Indústrias Químicas Ltda.), a única empresa licenciada no país para o reaproveitamento desse tipo de material. E por falar nelas, aqui ficam algumas informações úteis: colocar pilhas na geladeira não aumenta a carga, ao contrário, quando expostas ao frio ou calor o desempenho pode piorar; na hora de trocá-las, substitua todas ao mesmo tempo; retire-as se o aparelho for ficar por um longo tempo sem uso, pois podem vazar; não misture tipos de pilhas diferentes (ex: alcalinas com comuns) ou novas com usadas, pois prejudica o desempenho e a durabilidade; prefira as pilhas e baterias recarregáveis ou alcalinas, pois, apesar de um pouco mais caras, duram mais; guarde as pilhas em local seco e em temperatura ambiente; nunca guarde pilhas e baterias junto com brinquedos, alimentos ou remédios; não exponha pilhas e baterias ao calor excessivo ou à umidade, pois poderão vazar ou explodir; não as incinere nem tente abri-las, pois poderão vazar ou explodir; nunca descarte pilhas e baterias no meio ambiente e não deixe que se transformem em brinquedo de criança; evite comprar aparelhos portáteis com baterias embutidas não-removíveis; não use pilhas e baterias piratas. Fonte: Instituto Venturi para Estudos Ambientais. Disponível em: < http://www.institutoventuri.com.br > . PSICOTERAPIA DE GRUPO A Unidade de Intervenção à Família e Comunidade da Universidade Federal de
São Paulo (Unifac/Unifesp) está com vagas abertas para psicoterapia de grupo para homossexuais (homens e mulheres), psicoterapia de grupo para casais com dificuldades sexuais; psicoterapia de grupo para viúvas; para irmãos enlutados e para pais e filhos enlutados. O serviço é aberto a toda a comunidade e gratuito.
UMA CÂMARA NÃO MUITO NOVA Em 5 de outubro, na eleição municipal de São Paulo, 55 vereadores foram escolhidos para ocupar as vagas a partir de 2009. Destes, 16 são novos – Jamil Murad (PC do B), Juliana Cardoso (PT), Alfredinho (PT), Ítalo Cardoso (PT), Marcos Cintra (PR), Marco Aurélio Cunha (DEM), Floriano Pesaro (PSDB), Souza Santos (PSDB), Cláudio Fonseca (PPS), Dr. Milton Ferreira (PPS), Missionário José Olímpio (PP), Gabriel Chalita (PSDB, o mais votado), Sandra Tadeu (DEM), Marcelo Aguiar (PSC), Netinho de Paula (PC do B) e Penna (PV). E 39 se reelegeram – Atílio Francisco (PRB), Donato (PT), Francisco Chagas (PT), João Antônio (PT), José Américo (PT), José Ferreira-Zelão (PT), Chico Macena (PT), Eliseu Gabriel (PSB), Noemi Nonato (PSB), Antônio Carlos Rodrigues (PR), Toninho Paiva (PR), Agnaldo Timóteo (PR), Jooji Hato (PMDB), Marta Costa (DEM), Domingos Dissei (DEM), Ushitaro Kamia (DEM), Carlos Apolinário (DEM), Adolfo Quintas (PSDB), Claudinho de Souza (PSDB), Juscelino Gadelha (PSDB), Gílson Barreto (PSDB), Ricardo Teixeira (PSDB), Dalton Silvano (PSDB), Gilberto Natalini (PSDB), Wadih Mutran (PP), Cláudio Prado (PDT), Trípoli (PV), Abou Anni (PV), Celso Jatene (PTB), Adílson Amadeu (PTB), Paulo Frange (PTB). Entre os mais votados estão Goulart (PMDB), Milton Leite (DEM), Mara Gabrilli (PSDB), Senival Moura (PT), Arselino Tatto (PT), Netinho (PSDB), Aurélio Miguel (PR) e Carlos Alberto Bezerra Jr. (PSDB). Para o PSDB cabem 13 cadeiras, para o PT, 11 e o DEM tem sete vereadores eleitos.
TRINTA ANOS A ADEVA conta com uma gráfica e oferece a impressão de textos em Braille e em caracteres ampliados. Todos os recursos obtidos com a produção desse serviço são revertidos para a manutenção da entidade. Os valores pagos podem ser deduzidos do imposto de renda de pessoas jurídicas. Mais informações pelos telefones: (11) 3824-0560 ou 3667-5210, com Márcio ou Sandra. Com o objetivo de promover o desenvolvimento pessoal e profissional de empregados e empregadores, e conscientizar a sociedade sobre o potencial da pessoa com deficiência, a ADEVA oferece palestras sobre temas como estresse, etiqueta empresarial, o trabalho e o valor do trabalhador, mitos e realidades sobre o deficiente.
Elaboração e revisão de textos em língua portuguesa. Informações com Egle, pelos telefones: 11 8160-1830 / 5572-5933.
Para quem quer ser atendido com cortesia e hora marcada, fazer o melhor trajeto, viagens, levar o filho à escola ou ir às compras, ligue: 11 9683-9040 e fale com o Manuel. Desconto especial para os associados da ADEVA em dia com o pagamento da anuidade.
Inscrições pelos telefones: (11) 3824-0560, com Sandra Maciel, e (11) 5084-6693 / 6695, com Edvando.
Pré-impressão e Impressão – Garilli.
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