JORNAL

CONVIVA

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Associação de Deficientes Visuais e Amigos - Adeva

nº 51 - abril/maio/junho de 2010 - ano XI

EDITORIAL

ADEVA Talentos

ADEVA Parceiros

ADEVA em foco

TRABALHO Profissão

TECNOLOGIA Na rede

TECNOLOGIA Convivaware

MEIO AMBIENTE Ecoconvivência

ESPORTE Um direito de todos

MAIS! Para ler, ver e ouvir


EDITORIAL

O BRASIL APRENDEU A ENSINAR?

O professor ensina, o aluno presta atenção. E faz a prova. Se for bem, aprendeu. Se for mal, azar – dele. Esse sistema, cristalizado há séculos, deposita nos conteúdos uma importância maior do que eles realmente têm. Até os anos 1970, 80% do que se ensinava eram fatos e conceitos. A prova avaliava o nível de memorização dos alunos. Hoje, a porcentagem caiu para 30%. Além de fatos e conceitos, os estudantes devem conhecer procedimentos, desenvolver competências.

Se a missão da escola no século XXI é desenvolver as potencialidades dos alunos e transformá-los em cidadãos (ADEVA, abrindo portas para a cidadania), a finalidade da avaliação tem de ser revista, certo? “Em minha opinião, seu principal papel deve ser ajudar o aluno a superar suas dificuldades a partir de mudanças efetivas nas atividades de ensino. O ideal é contribuir para que todo estudante assuma poder sobre si mesmo, tenha consciência do que já é capaz e em que deve melhorar”, diz Charles Hadji, professor e diretor do departamento de Ciências da Educação da Universidade de Grenoble (Suíça). 

É consenso entre os educadores que o aprendizado, na sala de aula, não ocorre de forma uniforme. Cada um tem seu ritmo, facilidades e dificuldades. Afinal, somos pessoas diferentes. “Sim, todos merecem ser julgados em relação a si mesmos, não na comparação com os colegas”, afirma Antoni Zabala, especialista em Filosofia e Psicologia da Educação e professor da Universidade de Barcelona (Espanha). “Não dá para fugir; é essencial atender à diversidade dos estudantes”, continua.

Ele dá um exemplo. Que altura deve pular um jovem de 11 anos? “Depende...” Da sua potência motora, das suas capacidades física e emocional, das experiências anteriores, do treinamento, do interesse pela atividade e muito mais. Por isso, alguns saltam oitenta centímetros. Outros, um metro. Poucos, 1,20 m. “Se estabelecemos uma altura fixa, excluímos os que não conseguirem chegar lá no dia em que a habilidade for medida.”

Da mesma forma, quanto deve saber um aluno? Também depende. Da sua história, dos conhecimentos prévios, da relação com o saber e de incontáveis outros fatores. E não há ninguém mais capacitado do que o professor para saber quanto esse aluno domina (ou tem a obrigação de dominar) em termos de conteúdos, conceitos e competências.

Quando a escola não leva isso em consideração, o prejuízo é inevitável. Estudos da pesquisadora brasileira Kátia Smole, sobre o impacto da avaliação na autoestima do aluno (imagine com relação aos deficientes visuais), mostram que boletins baseados no desempenho em provas têm apenas a função de classificar os alunos em bons ou maus, o que tem cada vez menos utilidade. “O conceito de que existe uma inteligência padrão está ultrapassado”, avalia. Segundo ela, o que acaba ocorrendo são desvios no objetivo maior da escola, que é ensinar.

Ao sentenciar que uns são mais e outros, menos, o saber fica em segundo plano. “O aluno valoriza a nota, não o aprendizado. Em vez de se relacionar com o mundo, ele vai querer aprender em troca de prêmio (a nota) e, nesse ambiente, só sobrevive quem se adapta ao toma lá, dá cá.”

Mas existe uma consequência mais nefasta: tirar do aluno a vontade de aprender. Afinal, só existe motivação quando há vontade. O aluno que não valoriza o saber não tem motivos para cobiçá-lo. “O antigo sistema forma pessoas submissas e intolerantes. Quem não consegue atender à expectativa do professor e da sociedade acaba marginalizado”, analisa Kátia.

A primeira pergunta que professores, coordenadores e diretores devem fazer é: Com que objetivo vamos avaliar?

É importante frisar que não existe resposta certa ou errada. Ela está no projeto pedagógico de cada escola. Se a opção é selecionar os melhores e excluir os outros, então a melhor saída é a boa e velha prova. Caso o compromisso seja incentivar o aluno a enfrentar desafios, então a conversa muda de rumo.

A escola ideal, que atenda à formação de cada um individualmente, não existirá nunca. Mas estabelecer que esse é o horizonte aumenta as chances de acertar, e é nessa direção que bons educadores devem caminhar.
Márcio Spoladore, Diretor-Secretário da ADEVA

 


ADEVA Talentos

O HOMEM DAS FINANÇAS

Por sua tranquilidade e discrição, poucos o conhecem na ADEVA. Contudo, Augusto Alves Filho (52) está evidente nas importantes tomadas de decisão da entidade. Como seu diretor financeiro, créditos e débitos têm sempre o olhar criterioso da sua contabilidade.

A competência nesse campo também se explica pelo cargo que ocupa e as funções que desempenha. É auditor fiscal tributário da Secretaria de Finanças da Prefeitura de São Paulo (PMSP). Cuida do gerenciamento e da arrecadação de impostos municipais, juntamente com “uma excelente equipe, dirigida por três auditores, mais ou menos 15 chefes setoriais e cerca de duzentas pessoas no total”, relata.

Nascido em Santa Fé do Sul, interior de São Paulo, em 17 de julho de 1957, é filho de Augusto Alves (já falecido) e Amália Cecília Alves, caçula de cinco irmãos. Veio a São Paulo para tratamento corretivo na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). Com um ano e meio, contraiu poliomielite, doença que provocou a paralisia dos membros inferiores. Esteve internado na AACD por três anos e passou por diversas cirurgias. “Foi uma época muito feliz na minha vida, por incrível que pareça”, comenta. 

Nos quase 27 anos de trabalho no serviço público, afirma nunca ter “sofrido preconceito ou dificuldade para desempenhar minhas tarefas por causa desse problema físico; sempre briguei por meu lugar, algumas vezes, ganhei, outras, perdi, como acontece com qualquer funcionário”, comenta.

O fato de não ter se sentido discriminado atribui à sua família que o aceitava, acreditava e trabalhava no sentido de inseri-lo nas atividades de todos. “Tive uma infância tranquila em Santa Fé, ao lado dos meus irmãos e de muitos amigos.”

Formou-se engenheiro civil pela Universidade de São Paulo (USP), campus de São Carlos, em 1983. “Estudar no interior foi a melhor decisão da minha vida; morava em uma república por lá e no fim de semana vinha para São Paulo; foi a época das descobertas, dos namoros, das aventuras”, recorda.

No início da carreira trabalhou como instrutor de linguagem de programação em uma empresa que vendia microcomputadores. Em seguida, prestou concurso público e trabalhou, até 1991, no Departamento de Edificações (Edif), escritório de engenharia da PMSP. Depois, na Secretaria do Verde e Meio Ambiente, área em que fez pós-graduação na Faculdade de Saúde Pública da USP. Em 1998, foi aprovado no concurso para auditor fiscal.

Hoje, solteiro, “porém, comprometido com a Sueli”, contabiliza duas filhas, a Vanessa (26) e a Maira (23), além de uma netinha, a Kendra, filha da Vanessa e do Alexandre. “É a mais linda e esperta das crianças que conheço”, fala com orgulho.

Para a ADEVA, aonde chegou há mais de trinta anos, trazido pela amiga e vice-presidente da entidade, Sandra Maciel, só tem elogios. “É inegável que a ADEVA colaborou e continua colaborando na inclusão, por meio de seus cursos, da colocação de deficientes visuais no mercado de trabalho e, principalmente, do desenvolvimento de uma consciência profissional nesse público.”

Jogo rápido

Signo: Câncer.

Cor:  Branco.

Hobby: Xadrez, gamão, jogos em geral.

Um filme: Todos os seriados de Jornada nas Estrelas (ano de produção1966-1967, Estados Unidos, Paramount).

Estilo de música: Popular brasileira.

Uma música: Detalhes, do Roberto Carlos.

Cantora preferida: Elis Regina.

Cantor: Roberto Carlos.

Sobre os deficientes (ou não...): Vivam o melhor possível.

Religião: Nenhuma, apenas creio em Deus.

Deus: Origem e destino.

Amigos: Pessoas com quem compartilhamos nossa vida.

Amor: Sentimento que une, que aproxima, que realiza, que completa com felicidade duas pessoas.

Esporte preferido: Futebol.

Time de futebol: Santos Futebol Clube.

Família: Centro, base, nossa relação mais importante.

Seu sonho: Ser feliz e contribuir, ainda que um pouquinho, para a felicidade das pessoas que me rodeiam.

O que fazer para viver melhor? Dar valor às muitas pequenas boas coisas que nos acontecem.

Uma frase: Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.

Lúcia Nascimento, jornalista desde 1997, apaixonada por Comunicação

 


ADEVA Parceiros

IMPRENSA OFICIAL

A Imprensa Oficial, criada em 1891, publica e distribui o Diário Oficial (aproximadamente duas mil páginas diárias de informação), veículo de divulgação das leis, decisões administrativas, atos e resoluções legais do governo do Estado de São Paulo, organizados e distribuídos nos cadernos Executivo, Legislativo, Judiciário, Empresarial e Junta Comercial.

Mas oferece muito mais ainda por meio da sua editora, do setor de serviços e produtos gráficos e online, da revista Leitura, dos seus Cadernos de Cidadania e da sua agência de notícias. É também a autoridade certificadora oficial do Estado de São Paulo, isto é, quem fornece o certificado digital, documento eletrônico com dados sobre um indivíduo ou uma empresa para comprovação de autenticidade.

Como uma empresa de economia mista, seus funcionários são contratados mediante concurso público. Dentre os mais de 1.000 funcionários conta, desde 1995, com dois portadores de deficiência visual – Reginaldo Luiz Prado e Áureo Correia Almeida –, aprovados e admitidos no setor de acabamento manual na função de ajudante geral de produção (no total, a Imprensa Oficial emprega 14 pessoas com algum tipo de deficiência).

Com a preocupação de mantê-los habilitados, a fim de acompanharem os desafios apresentados pelas novas tecnologias, a Imprensa Oficial firmou parceria com a ADEVA em 2009. “Diante de todas as empresas contatadas, apenas a ADEVA atendia nossas necessidades”, esclarece Márcia Tadeu Simões, do departamento de desenvolvimento de pessoal, cargos e salários. Reginaldo e Áureo, no período de setembro de 2009 a abril de 2010, concluíram diversos cursos de informática que a ADEVA oferece em seu Centro de Treinamento. 

Responsabilidade social

A Imprensa Oficial, pelo projeto Empresa Educadora, atende a EE Antônio Firmino de Proença, próxima à sede da empresa localizada na r. da Mooca nº 1.921. Lá realiza projetos educacionais dirigidos ao fortalecimento da escola pública e à mudança nos indicadores de desempenho dos alunos nos processos de ensino e aprendizagem. Para tanto, espaço e acervo da biblioteca foram ampliados e revitalizados, assim como a sala de informática, que ganhou novos e modernos computadores.

O Selo Imprensa Social, lançado em 2004, também faz parte das suas ações de responsabilidade social. Os livros dessa coleção, editados em parceria com organizações não-governamentais (ONGs), têm a proposta de ampliar o acesso à informação de interesse público e dar oportunidade para que o trabalho das entidades seja mais conhecido e valorizado como referência para o desenvolvimento de políticas públicas.

E ainda mantém o Programa Doação de Aparas e Materiais Inservíveis, iniciativa que garante mensalmente melhorias em diferentes projetos de cinco entidades: a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo (Apae), a Fundação Dorina Nowill para Cegos, a Fundação Antônio Prudente, o Lar Escola São Francisco e o Instituto Criança Cidadã.

 


ADEVA EM FOCO

 

Mais informação em cores

O Conviva, como anunciado no Editorial da edição 50, passa por um balanço. Os resultados desse repensar já são visíveis. Com a liberalidade de sempre, Flávio Garilli, patrono da impressão em tinta do jornal, abonou seu crescimento e uma mudança no visual: a partir deste número, os leitores têm mais quatro páginas de informação e muita cor.

Passeio noturno no Zoo

Apenas algumas lanternas e pequenas tochas espalhadas aqui e ali pelo caminho iluminavam os passos das sessenta pessoas que participaram no último dia 16 de abril do passeio noturno no Zoológico de São Paulo. Essa atividade acontece por lá desde 2003, quinzenalmente às 6ªs feiras. Mas, nessa noite, teve a participação de 26 pessoas com deficiência visual que, com o recurso da audiodescrição, puderam ver o ambiente e os animais de hábitos noturnos. Promovido pela ADEVA, o passeio teve a colaboração da Rô e do Antonio Carlos Barqueiro e do Luiz Rotatori (Laramara), da Livia Motta (professora de audiodescrição) e de dez audiodescritores voluntários. Os monitores da divisão de ensino e divulgação do Parque Zoológico, todos, em especial, a Inaiá e a Cátia, foram perfeitos ao dar as informações técnicas e transformar imagens em palavras.


Novas impressoras

No último mês de março, a ADEVA e a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social firmaram convênio, resultante de emenda parlamentar apresentada pelo deputado estadual Bruno Covas. Por meio do acordo, o recurso estadual a ser repassado à entidade permite a compra de equipamentos, no caso, duas impressoras braille e duas a laser. A iniciativa de Bruno Covas dá fôlego ao Projeto Ponto a Ponto da ADEVA, que tem como meta ampliar sua gráfica para atender a demanda e reduzir os prazos de entrega da produção de material impresso em braille e em caracteres ampliados.


Gráfica braille

A ADEVA conta com uma gráfica e oferece a impressão de textos em braille e em caracteres ampliados. Todos os recursos obtidos com a produção desse serviço são revertidos para a manutenção da entidade. Os valores pagos podem ser deduzidos do imposto de renda de pessoas jurídicas. Mais informações pelos tel.: 11 5084-6693 ou 5084-6695, com Miguel, ou pelo e-mail: grafica@adeva.org.br.


Telecurso

Estão abertas as inscrições para os cursos supletivos do ensino fundamental e do ensino médio direcionados a pessoas com deficiência visual, que não estejam recebendo o benefício garantido pela Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS) ou aposentadoria por invalidez. Os participantes são contratados pelas empresas patrocinadoras e recebem um salário-educação, além de seguro de vida, vale-transporte, vale-refeição ou alimentação e assistência médico/odontológica. As aulas são ministradas por professores especializados e com material didático adequado à acuidade visual de cada aluno, no Centro de Treinamento da ADEVA, à r. São Samuel, 174, Vila Mariana (próximo à estação Santa Cruz do metrô). Mais informações pelos tel.: 11 5084-6693 ou 5084-6695.

 


TRABALHO Profissão

No mundo da flora

Ipê, dipirona, pau-brasil, palmeira imperial, palmeira real, pitanga, cereja da mata, jatobá, entre outras, são algumas das árvores nativas e frutíferas com as quais Valdelício Santos Pinheiro (44) convive diariamente, no Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico de São Paulo. “Nosso objetivo é conservar as plantas que estão em extinção”, explica Valdelício, conhecido como ornamentador de vasos. Ele, porém, prefere ser chamado de jardineiro.

Trabalhando no Jardim Botânico há 23 anos, ele coleta sementes, limpa, prepara a terra, a areia e o adubo, coloca tudo em caixas de plástico e faz a semeadura. Durante esse processo, molha as sementes e cuida para que insetos não as agridam. Quando já estão germinadas, com cerca de 10 cm e quatro folhas, elas são plantadas em vasos ou saquinhos plásticos. “As palmeiras demoram mais para germinar (cerca de seis meses) porque as sementes são muito duras. Já as do pau-brasil são de germinação rápida. Em apenas 15 dias estão prontas para serem transplantadas”, explica.

Valdelício também faz o despraguejamento e a limpeza dos canteiros, irrigação, plantio das mudas em vasos, e atende à população, já que o setor vende e doa plantas para órgãos públicos. “Eu tiro dúvidas de preços e dou informações sobre as espécies existentes no local”, conta. Técnicas e mecanismos de desenvolvimento de novas plantas, como a estaquia e a enxertia, são igualmente da sua competência.
Anos de experiência fizeram com que ele passasse a conhecer quase todas as espécies de plantas pelo tato. “O ipê da flor branca, por exemplo, tem a folha mais comprida do que o da flor rosa, que tem a folha bem lisa, diferente do amarelo, cuja folha é áspera”, esclarece.

Tanta dedicação e conhecimento devem-se à preparação que teve em um curso que fez na Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Jabuticabal, interior de São Paulo. A oportunidade de trabalho veio com o estágio remunerado no Jardim Botânico, onde foi efetivado no ano de 1987, depois de aprovado em concurso para o cargo de auxiliar de apoio à pesquisa científica e tecnológica.

Nascido em 10 de outubro de 1965, em Vitória da Conquista (BA), Valdelício é filho de Otávio e Júlia (já falecida) e o caçula de seis irmãos. Sua vida sempre foi voltada para a natureza. Desde criança, já ajudava o pai nos trabalhos da roça e a cuidar dos animais. Aos 10 anos, porém, um glaucoma e o atrofiamento do nervo ótico fizeram com que ele perdesse totalmente a visão. “Daí em diante, a mudança foi radical para mim e para minha família”, lembra. Aos 16 anos, veio para São Paulo em busca de tratamento. Mas já era tarde.

Consciente da sua realidade, procurou ajuda na Unidade para Reabilitação de Deficientes Visuais (URDV), onde, entre outras coisas, aprendeu técnicas de mobilidade e o braille. Com o apoio da Associação de Assistência ao Deficiente Visual (Laramara) e do Centro Estadual de Educação Supletiva Clara Mantelli, concluiu os ensinos fundamental e médio.

A perda da visão, no entanto, interrompeu um sonho: jogar no seu clube de coração, o Flamengo, do Rio de Janeiro. Mas não o impediu de praticar esportes. Como corredor de longa distância, o ex-atleta contabiliza cerca de 180 medalhas em campeonatos e participações em provas abertas com e sem deficientes.

Realizado na vida pessoal (casado com a Marinalva, é pai do Victor, 2, e de um bebê a caminho) e profissional, Valdelício sabe que os deficientes ainda enfrentam muitos preconceitos, mas reconhece que, hoje, a situação melhorou bastante, “porque as pessoas estão bem mais informadas”. E para quem pretende seguir seus passos, dá um norte: “não deixe de acreditar naquilo que está realizando, tenha muita força de vontade, humildade e, o principal, fé em Deus”.

Onde estudar

O Jardim Botânico (av. Miguel Stéfano, 3031, Água Funda, em São Paulo, capital) oferece cursos pagos (R$ 300) de Jardinagem I, II e Introdução ao Paisagismo, com carga horária de 24h, aulas aos sábados, das 8h30 às 13h.

As inscrições podem ser feitas diretamente com a Sinal Verde Cursos Ambientais, por meio do tel.: 11 5055-9321, ou do E-mail: sinverde@uol.com.br, ou no site www.sinalverde.com.br, ou também diretamente no Jardim Botânico, pelo tel.: 11 5073-6300, ramal 223.

A Escola de Jardinagem, no Parque Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, Moema, na cidade de São Paulo), oferece cursos e oficinas de jardinagem e paisagismo (alguns gratuitos, outros pagos), com duração de um a três meses. As inscrições devem ser feitas pessoalmente na escola, portão 3, 4 ou 5, prédio da Administração, de 2ª a 6ª, das 9h às 12h e das 13h às 16h. Mais informações podem ser obtidas pelos tel.: 11 5574-0705 / 5539-5291.

Lúcia Nascimento

 



TECNOLOGIA Na rede


www.brejas.com.br

Breja é uma gíria usada como sinônimo de cerveja em vários estados do Brasil, inclusive aqui em São Paulo. E para quem gosta dela além de um simples copo no fim de semana com os amigos, este site é um guia completo: tem avaliação de praticamente todas as cervejas do mundo, origem, história, fabricante, curiosidades, harmonização, onde comprar aquelas especiais, etc. etc. etc.

www.tempoagora.com.br

Para quem mora em São Paulo, uma cidade com um clima tão mutável como as cores de um camaleão, este site é uma ferramenta importante. Com a previsão diária (manhã, tarde e noite) ou até para dez dias, dá para escolher o guarda-roupa mais adequado antes de sair de casa. Informa também as condições dos aeroportos brasileiros, dá notícias rápidas sobre o tempo no Brasil e no mundo, e as condições das praias do nosso litoral.

www.doepalavras.com.br

O Hospital Mário Penna, em Belo Horizonte (MG), que cuida de doentes de câncer, lançou um projeto chamado Doe Palavras. De modo fácil e rápido, você acessa o site, escreve uma mensagem de otimismo, curta (como twitter) e ela aparece no telão para os pacientes que estão fazendo o tratamento.


 

TECNOLOGIA Convivaware

 

F123.org

Projeto oferece geração de pen drive com softwares livres e acessíveis

Dentre as várias novidades da última Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech), ocorrida de 15 a 18 de abril deste ano, em São Paulo (SP), chamou especial atenção o projeto F123.org.

Idealizado pela Botelho & Paula Consultoria Empresarial Ltda. (com sede em Curitiba, Paraná), que tem à frente o deficiente visual Fernando Botelho, o F123.org é um conjunto de programas para Linux, que objetiva oferecer ao público com deficiência visual de baixa renda acesso ao computador.

Na verdade, o projeto não tem nada de inovador em termos de uso das tecnologias existentes. A idéia é juntar em um pen drive com 2gb, no mínimo, programas de código aberto para Linux que sejam acessíveis.

Para entender melhor o que de fato é o projeto, é fundamental termos claro alguns conceitos.

Existem várias distribuições Linux. Uma das mais conhecidas é a Ubuntu que, em conjunto com o ambiente gráfico chamado Gnome (acrônimo para GNU Network Object Model Environment), contribuiu para a popularização do Linux por trazer para esse sistema operacional a interação amigável do ambiente gráfico.

Para as pessoas cegas, o grande diferencial dessa distribuição é o leitor de tela Orka. Ele já faz parte do Ubuntu, ou seja, quando baixamos (gratuitamente) o Ubuntu da Internet, diferentemente do que ocorre com o Windows, já temos um leitor de tela, que nos permite, inclusive, instalá-lo com independência. Embora o Orka ainda não tenha todas as funcionalidades de um Jaws, segundo seus usuários, ele permite usar os principais softwares para Linux do momento.

A idéia do projeto F123.org é gerar uma instalação para pen drive desse sistema operacional, levando também programas conhecidos e de código aberto que sejam acessíveis com o Orka.

Então, o Open Office, o Tunderbird, o Firefox, dentre outros, compõem a suite de softwares que permitirão que uma pessoa cega, iniciando a máquina pelo pen drive, com esse conteúdo gravado, possa ter o ambiente Linux carregado, com aplicativos que lhe permitam: editar texto, ler uma planilha eletrônica, navegar na Internet, enviar e receber e-mail, gravar um CD, etc. O mais legal é que, como a máquina é iniciada pelo pen drive, não há necessidade de se instalar nada no computador. Desse modo, ele pode ser usado em lan houses, bibliotecas, etc.

Como podemos perceber, a novidade está na criação de um programa que facilita a geração do pen drive com um conjunto de softwares livres e acessíveis, previamente testados pelo Fernando Botelho.

Como o programa também é de código aberto, qualquer pessoa pode incluir outros softwares e redistribuir, ou mesmo criar, um conjunto de softwares voltados para outras necessidades ou públicos. No site, encontramos um gerador para pessoas com deficiência visual e outro para quem tem deficiência motora.

É importantíssimo deixar claro que, até o momento, os softwares distribuídos não atendem à necessidade de profissionais de informática que possuam exigências mais específicas.

Empresas que fazem uso de SAP (second audio program), call centers, com produtos específicos desenvolvidos para Windows e Main Frame, certamente não encontrarão grande utilidade no F123.org. Contudo, telecentros e bibliotecas podem economizar muito dinheiro ao abandonarem estações de atendimento com produtos pagos.

Para gravar

No site www.f123.org, pode-se baixar gratuitamente o conteúdo, que deve ser gravado em um DVD. Com ele, é muito fácil gerar o pen drive que será usado para tornar qualquer computador acessível.

Laercio Sant’Anna, analista de sistemas da Prodam desde 1988. viciado em Tecnologia

 


MEIO AMBIENTE Ecoconvivência

Ações positivas federais

Como o governo contribui para a
redução da emissão de CO2

Reduzir a emissão de dióxido de carbono (CO2), que agrava os efeitos das mudanças climáticas globais, tem sido uma preocupação do governo federal. As ações nessa direção se traduzem em políticas públicas e parcerias eficazes como, por exemplo, entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Grupo Neoenergia. Os mutuários do Programa Minha Casa, Minha Vida com renda até três salários mínimos vão receber suas novas moradias com aquecimento solar para a água. As famílias com renda entre três e seis salários mínimos que optarem pelos aquecedores solares (SAS) terão na CEF uma linha especial de financiamento. A substituição dos tradicionais chuveiros elétricos pelos SAS poderá trazer uma economia de até 300 reais por ano na conta de luz. 

Já a Neoenergia, empresa que atua na distribuição de eletricidade em Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte, vai substituir refrigeradores com pouca eficiência energética e que utilizam compressores com clorofluorcarbonetos (CFCs), que destrói a camada de ozônio, por modelos mais eficientes e sem CFCs. Para isso, utilizará os recursos de destinação obrigatória à melhoria da eficiência no consumo de energia para a compra e distribuição das novas geladeiras que irão equipar parte das casas entregues pelo Minha, Casa Minha Vida, nos estados em que atua, às famílias com renda de até três salários mínimos. Desde 2008, os Ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia (MME) vêm agindo para eliminar milhares de refrigeradores em todo o País. Tal ação faz parte da implementação das metas do Protocolo de Montreal (nota 01) , visando o banimento dos CFCs, que não podem ser descartados diretamente na atmosfera. Por isso, o gás recolhido é encaminhado às Centrais de Regeneração de Gás.

Faz parte ainda desse kit de eficiência energética, oferecido aos mutuários do Programa, lâmpadas fluorescentes compactas, mais econômicas, que substituirão as lâmpadas comuns (incandescentes). 

Já que a substituição de lâmpadas incandescentes reduz a necessidade de investimento em novas usinas, como o da polêmica Belo Monte, na bacia do rio Xingu, no Pará, o governo poderia dar incentivos econômicos para comprarmos lâmpadas mais eficientes.

Outra medida efetiva é a apreensão de gado na Terra do Meio (nota 02) , por ordem judicial, e o seu posterior pregão eletrônico. O objetivo foi realizar uma operação exemplar que garantisse a drástica redução do desmatamento na região e a integridade das unidades de conservação. Deu certo, pois, logo após o leilão, houve a retirada pelos próprios pecuaristas de mais de 40 mil cabeças de gado antes que também fossem apreendidas. A pecuária é hoje a principal responsável pelo desmatamento da Amazônia.

Paralelo a isso, o MMA está marcando sob pressão os frigoríficos. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tem a lista dos fornecedores de 105 frigoríficos com o objetivo de fazer uma fiscalização rigorosa, com seus agentes na Amazônia, satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e dois aviões de monitoramento. Os pecuaristas que atuam irregularmente serão embargados. Como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou o Protocolo Verde (nota 03), o que o impede de oferecer crédito subsidiado para frigoríficos que tenham entre seus fornecedores pecuaristas embargados que desmatem o bioma Amazônia, os frigoríficos que comprarem seus produtos ficarão sem esse crédito.

Esses são alguns exemplos de ações governamentais positivas que podem contribuir para a redução da emissão de CO2 aqui no Brasil. Há outras ações em andamento e muito ainda pode e deve ser feito. Cabe a nós, cidadãos, cobrar e acompanhar tais medidas.

E você, já pensou em adotar uma dessas medidas em sua casa?

Você sentirá a diferença no bolso. Estará também contribuindo para a economia de energia.

Por exemplo, se em cada residência brasileira fossem substituídas duas lâmpadas comuns de 100 W por lâmpadas fluorescentes equivalentes de 25 W, a economia seria de 219 KWh/ano por domicílio (aproximadamente R$ 45,00 por lâmpada). Nacionalmente, economizaríamos 10.512 GWh/ano, ou seja, quase a mesma energia gerada por todas as dez usinas hidrelétricas operadas pela empresa AES Tietê.

Sidney Tobias de Souza, analista de sistemas da Prodam desde 1988, apreciador da Natureza


Nota 01: Tratado internacional em que os países signatários se comprometem a substituir as substâncias que se demonstrou estarem reagindo com o ozônio (O3) na parte superior da estratosfera, conhecida como ozonosfera. Entrou em vigor em 1º de janeiro de 1989 e foi assinado por 150 países. (voltar)

Nota 02: Estação Ecológica Terra do Meio, no município de Altamira, Pará. (voltar)

Nota 03: Documento público no qual os bancos assumem o compromisso de financiar somente empresas e projetos comprometidos com a questão socioambiental. (voltar)

 


ESPORTE Um direito de todos

Quando tudo começou

Todos sabem que a atividade esportiva faz bem para qualquer pessoa em vários aspectos. E, certamente, para quem tem alguma deficiência, esse benefício é muito maior. Além de reforçar a autoestima, contribui para a estimulação e a melhoria da coordenação motora, fundamental na execução das inúmeras atividades da vida diária.

Esta nova seção do Conviva pretende incentivar a prática esportiva entre as pessoas com deficiência visual, lembrando sempre que isso pode ser feito de maneira simples, não necessariamente se pensando em alto nível.

É bom saber que os professores de Educação Física já saem da universidade com formação que lhes permite trabalhar com as diferentes áreas de deficiência. Mas é bom considerar que a calma e a paciência são fundamentais, pois as dificuldades de infraestrutura e de distância entre a teoria e a prática sempre existem.

Pretende também abordar especificamente o esporte na vida da pessoa com deficiência visual, que teve início principalmente nos institutos de cegos espalhados por todo Brasil. Dentre essas instituições, merecem destaque o Instituto Benjamin Constant, o mais antigo de todos, fundado em 1854, no Rio de Janeiro; o Instituto de Cegos Padre Chico de São Paulo (1929); o Instituto Santa Luzia de Porto Alegre (1941); e o Instituto São Rafael de Belo Horizonte (1972).

Logicamente, por sermos o País do futebol, esta foi a modalidade escolhida, tendo sempre como principal adaptação a bola com algum tipo de som. No início, usava-se até mesmo garrafa plástica com pedrinhas dentro, evoluindo-se para a bola encapada com barbante, tornando-se possível assim a fixação de uma argola com tampinhas de bebida amassadas.

Competições e entidades

O tempo passou e o progresso chegou. Então, as pessoas com deficiência visual, ainda dentro dos institutos, com o objetivo de alcançar um nível de organização que lhes permitisse participar de competições externas, organizaram as primeiras olimpíadas entre as várias entidades para cegos do Brasil.

Em seguida, visando acompanhar o modelo convencional praticado no Brasil pelas pessoas sem deficiência, e com o incentivo do governo, por ocasião dos Jogos Paraolímpicos de Nova Iorque (1984), funda-se a Associação Brasileira de Desportos para Cegos (ABDC). Como tarefa inicial, a ABDC ajudou a organizar a primeira participação de atletas com deficiência visual brasileiros em jogos paraolímpicos.

Com o tempo, além do futebol, outras modalidades começaram a ser praticadas: o atletismo, a natação, o judô, o goalball, o xadrez e o power lifting. O movimento cresceu, acompanhando o modelo internacional, que tem uma federação específica respondendo pelo esporte para deficientes visuais.

Em 1995, surge o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), que colabora na organização da prática esportiva das pessoas com deficiência no País, congregando as diferentes áreas de deficiência, filiando, inicialmente as várias associações nacionais representativas desses segmentos. Desde então, o esporte para deficientes visuais alcançou extraordinário crescimento, com o aumento no número de participantes, motivados principalmente pelo quantitativo de competições, tanto nacionais como internacionais, e com o ganho de incentivos financeiros existentes hoje.

Campeões paraolímpicos

Graças ao CPB, a divulgação chegou e a visibilidade dos principais resultados e conquistas dos esportistas se tornou um fato. Surgiram os primeiros ídolos nacionais com deficiência visual. Dentre eles, merecem destaque o judoca Antonio Tenório, com quatro medalhas de ouro em jogos paraolímpicos, desde Atlanta (1996) até Pequim (2008), além dos corredores Andrea Santos, Terezinha Guilhermino e Lucas Prado, a nadadora Fabiana Harume e os futebolistas Mizael Conrado, João Batista e Ricardinho gaúcho.

E não podemos deixar de lembrar que a seleção brasileira de futebol de 5 é bicampeã paraolímpica (em Atenas 2004 e em Pequim 2008), enquanto que o futebol convencional não possui nenhuma medalha de ouro em olimpíada. 

Este é o ano da Copa do Mundo Fifa (de 11 de junho a 11 de julho na África do Sul), onde temos a esperança que possam brilhar nossos principais craques, como Robinho e companhia limitada. É também o ano do Mundial de Futebol de 5 (ou futsal para cegos), de 13 a 24 de agosto, em Hereford (Inglaterra), onde também esperamos que brilhem craques como Ricardinho gaúcho, atual melhor do mundo.

Comitê Paraolímpico Brasileiro

Informações a respeito de entidades e de materiais podem ser obtidas junto ao CPB por meio do e-mail: contato@cpb.org.br, ou pelo tel.: 61 3031-3030.
David Farias, Presidente da Confederação Brasileira de Desportos para Cegos (CBDC)

 


MAIS! Para ler, ver e ouvir

 

CINZAS DO NORTE

Terceiro romance do escritor amazonense Milton Hatoum, escrito em 2005 e ganhador do Jabuti, conceituado prêmio brasileiro de literatura. Olavo e Raimundo, amigos de infância, são os personagens centrais de uma história que envereda pelos anos 60 e 70, acompanhando seus caminhos num cenário marcado pela implantação da Zona Franca de Manaus, pela ditadura militar no Brasil e por uma Europa em ebulição. Livro impresso em braille (sete volumes) para empréstimo na Biblioteca Louis Braille, do Centro Cultural São Paulo, r. Vergueiro nº 1.000, tel.: 11 3397-4088.

SÉRIE SACRA MÚSICA

Todos os quartos domingos de cada mês, a partir das 19h45, o Núcleo Fé e Cultura, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), oferece concertos de música coral e instrumental na capela Coração Imaculado de Maria, à r. Monte Alegre, 948. Entrada franca.

TEMPORADA DE ÓPERA

Tosca, de Puccini, abriu a temporada 2010 de ópera no Theatro São Pedro no mês de maio. Com audiodescrição, recurso que transforma imagens em palavras e que será usado em todos os próximos espetáculos, sob a coordenação de Livia Motta e o patrocínio da Vivo. Anote: Rigoletto, de Verdi: dias 28, 29, 30 de julho e 1º de agosto; Don Pasquale, de Donizetti: 24, 25, 26, 27, 28 de agosto; Norma, de Bellini: 6, 7, 8, 9, e 10 de outubro; e A Viúva Alegre, de Lehar: dias 1º, 2, 3, 4, 5 de dezembro. Para mais informações: 11 3667-0499 (de quarta a domingo, das 14h até 19h). Theatro São Pedro, r. Barra Funda, 171, Barra Funda, São Paulo (SP).

COPAS de A a Z

Este é o nome da exposição temporária que o Museu do Futebol oferece até 31 de outubro. Através de um labirinto com 26 salas, uma para cada letra do alfabeto, os visitantes são levados a espaços e cenários montados de forma lúdica sobre o assunto do momento: o torneio mundial de futebol. Estádio do Pacaembu, pça. Charles Miller, s/nº, tel.: 3664-3848, de 3ª a domingo, das 10h às 17h. Ingressos: inteira R$ 6, meia entrada para estudantes e idosos e, às 5ªas feiras, entrada gratuita.

THE NOCTURNES

Neste ano, comemora-se o bicentenário de nascimento de Frédéric Chopin (1810-1849), compositor polonês conhecido como “o primeiro poeta do piano” (o instrumento está sempre presente em suas obras). Entre as homenagens, se insere a gravação dos seus vinte Noturnos, por Nelson Freire, pianista brasileiro reconhecido internacionalmente. Álbum com dois CDs, da Universal, selo Decca, 2010.

ÁUDIO PAPO

Um programa de rádio que dá espaço para simplesmente tudo. Fábio Rubira trata de moda, gastronomia, quadrinhos, mundo digital, etc. etc., bate-papo de conteúdo com seus convidados e ainda reserva um espaço para a nossa língua portuguesa. Rádio USP FM 93,7 MHz, às 6ªs feiras, das 20h30 às 22h00, com reprise aos sábados, das 10h às 11h.

POLICARPO QUARESMA

Baseada na obra de Lima Barreto (1881-1922), Triste Fim de Policarpo Quaresma, o espetáculo conta a história do major Quaresma, um extremado nacionalista brasileiro, que vive a glória e sofre pelos desenganos da recém-proclamada República do Brasil. Adaptação e direção de Antunes Filho, com o Grupo Macunaíma. Teatro Anchieta, no Sesc Consolação, r. Dr. Vila Nova, 245, tel.: 3234-3000. Até 29 de agosto, 6ª e sábado, 21h, domingo, 19h. Ingressos: R$ 5 a R$ 20.

CHICO XAVIER, o filme

A vida de Francisco Cândido Xavier (1910-2002), considerado o maior médium brasileiro, autor de mais de 400 livros psicografados. O filme, baseado na obra As Vidas de Chico Xavier, de Marcel Souto Maior, é atualmente líder no ranking nacional de público, contabilizando mais de três milhões de ingressos vendidos desde a estreia em 2 de abril. Produção e direção de Daniel Filho; roteiro de Marcos Bernstein. Com Nelson Xavier, Giovanna Antonelli e Tony Ramos. 124 min. Em exibição nos cinemas de todo o País.

 



Expediente

Conviva - Associação de Deficientes Visuais e Amigos - Adeva - nº 51 - abril/maio/junho de 2010 - ano XI

Jornalista responsável: Liane Constantino (MTb 15.185)


Colaboradores: Celso de Oliveira, David Farias, Laercio Sant’Anna, Lúcia Nascimento (MTb 29.273), Márcio Spoladore, Markiano Charan Filho, Sandra Maciel, Sidney Tobias de Souza.


Correspondência:
Correspondência: rua Brig. Tobias, 247, cj. 1.116, Santa Ifigênia, CEP 01032-000 - São Paulo (SP)

Telefones: 11 5084-6693 / 5084-6695 -
Fax: 11 5084-6298

E-mail: adeva@adeva.org.br

Editoração: Fernanda Lorenzo.

Revisão: Célia Aparecida Ferreira.

Fotos © (1) Shutterstock; (2) Érico Hiller; (3) Arquivo pessoal; (4) Divulgação. Fotolitos e

Impressão: cortesia Garilli Artes Gráficas Ltda. - Tel.: 11 2696-3288 - E-mail: garilli@garilli.com.br

Tiragem: 1.000 exemplares.
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA.

 

Veja o Conviva nº 50