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Prevenção


Hepatite viral

A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ter como causa microorganismos (bactérias e vírus), medicamentos ou a ingestão de álcool.

Icterícia (cor amarelada da pele e mucosas), náusea, vômito, dor na barriga, urina escura e fezes esbranquiçadas são sinais e sintomas comuns a todas as hepatites. Porém, na grande maioria das vezes, eles não aparecem, fazendo com que a infecção passe despercebida. 

As hepatites causadas por vírus são as mais freqüentes e cada uma recebe o nome do vírus que lhe deu origem, sendo as mais importantes, do ponto de vista médico, as hepatites causadas pelos vírus A, B e C. 

Possuem diferentes modos de transmissão.

 

Hepatite A

A hepatite pelo vírus A (HVA) geralmente é uma doença leve e benigna que acomete mais as crianças e chega a causar epidemias e surtos em creches, pré-escolas, berçários, etc. No adulto, ela pode ser mais grave. 

A transmissão do vírus ocorre através da água e alimentos contaminados por fezes ou no contato pessoa a pessoa. Em regiões onde o saneamento básico é precário, a HVA é mais comum e ocorre nas idades precoces, principalmente em crianças na fase escolar. 

 

Precauções

Beber água tratada ou fervida.

Lavar a caixa d’água a cada seis meses.

Cozinhar bem os alimentos.

Lavar bem as mãos com água e sabão, antes e depois de preparar alimentos, antes de comer, após ir ao banheiro ou trocar fraldas.

Lavar bem as frutas e verduras e colocá-las de molho em água, adicionando a cada litro 15 gotas de cloro e deixando por 30 min para desinfetar. Não precisa enxaguar.

Não deixar as crianças brincarem no esgoto a céu aberto, nos córregos e no lixo.

 

Hepatite B e C

As hepatites B (HVB) e C (HVC) podem evoluir para formas crônicas como cirrose e câncer de fígado. Na HVB, a evolução para formas crônicas é maior quando a infecção ocorre no recém-nascido ou até os cinco anos de vida.

São transmitidas por: 

  • sangue - uso de agulhas e seringas não descartáveis para injeções (compartilhamento ou reutilização de seringas e agulhas); tatuagens; piercing; escova de dente, barbeadores e alicates de unha compartilhados; secreção de feridas; transfusão de sangue e derivados sem controle de qualidade; hemodiálise. 
  • sexual - pode ser transmitido em indivíduos com prática homossexual ou heterossexual, especialmente para o vírus da hepatite B.
  • vertical (da mãe para o filho durante o parto) e pelo leite de mães portadoras do vírus.

 

Precauções

Não compartilhar seringas, agulhas, escovas de dente e outros objetos cortantes.

Usar preservativo nas relações sexuais. 

Evitar o aleitamento cruzado.

Vacinar-se.

 

Vacinação

Para a prevenção da hepatite B existe uma vacina que deve ser aplicada em todas as crianças desde o nascimento, o mais cedo possível e de preferência nas primeiras 12 horas de vida. 

Essa vacina está disponível na rede pública para as crianças desde o nascimento, para os adolescentes até os dezenove anos de idade, e para as pessoas com risco acrescido como: parceiros sexuais e comunicantes domiciliares dos casos com hepatite B aguda, crônica e de portadores assintomáticos do vírus da hepatite B; profissionais da área da saúde com atividade considerada de risco nos serviços públicos e privados; alunos de cursos técnicos e universitários da área da saúde, públicos e privados; pacientes submetidos a várias transfusões sanguíneas; pacientes renais crônicos; profissionais do sexo, bombeiros e policiais envolvidos em atividades de resgate. 

É imprescindível receber as três doses da vacina e com os intervalos adequados entre elas: a 2ª e a 3ª doses aplicadas, respectivamente, um e seis meses após a 1ª (esquema 0, 1 e 6 meses). 

Para a hepatite C ainda não existe vacina.

 

Tratamento

Segundo a Dra. Célia Regina Cicolo da Silva, médica sanitarista da Vigilância das Hepatites B e C, da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, o tratamento é feito somente em pacientes com hepatites crônicas. “A hepatite A não cronifica e a cura vem espontaneamente; na hepatite B crônica, o tratamento atual leva à cura de 20% a 30% e na hepatite C crônica, em torno de 50% dos casos”, conclui.

Lúcia Nascimento

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